A Economia Não Registada em Portugal (2010)

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1. A economia que se processa no território nacional mas não é contabilizada no cálculo do produto interno bruto constitui a economia não registada. É composta de diversos conjuntos, nem sempre com fronteiras entre si claras. A economia subterrânea corresponde ao produto que se furta à contabilização por razões dominantemente fiscais. A economia ilegal corresponde ao produto que não é contabilizado porque resulta de atividades ilegais, pelos seus fins ou pelos meios utilizados. A economia informal corresponde ao produto criado por atividades essencialmente associadas a uma estratégia de sobrevivência ou melhoria de condições de vida das famílias.

Duas comédias do mesmo drama

Carlos Pimenta, Visão on line,

21.000.000.000.000 de dólares
Um estudo recente da Rede de Justiça Fiscal (TJN) com sede em Londres calculava que a fortuna privada depositada em 2010 nos paraísos fiscais oscilava entre 21 e 32 biliões de dólares dos Estados Unidos. Biliões portugueses, triliões anglo-saxónicos.

Economia não Registada: (in)desejabilidade, medida e previsível evolução

Oscar Afonso, Visão on line,

Segundo alguns economistas, sobretudo em tempos de crise, a Economia Não Registada (ENR) funciona como uma almofada social e evita maior sofrimento à população e será, por isso, desejável. Outros economistas dizem que representa um retrocesso civilizacional. Para compreender estas duas posições contraditórias há que atender ao conceito de ENR, pois, como temos vindo a referir em crónicas anteriores, a ENR é composta por diversas rubricas, nem sempre com fronteiras bem claras entre si.