O peso insuportável das associações patronais 

Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo

Uma das causas principais do atraso português encontra-se na atitude conservadora da nossa classe empresarial, na sua dificuldade em investir, na sua incapacidade de criar empresas independentes, grandes e sustentáveis, na sua apropriação completa do controlo das políticas públicas, na sua total dependência dos fundos públicos europeus.

Estabilidade do emprego e envelhecimento 

Óscar Afonso, Dinheiro Vivo

Ao longo das últimas décadas, o mercado de trabalho português tem vindo a sofrer alterações substanciais. Em particular, três forças têm vindo a moldar a oferta de trabalho: (i) a emigração de jovens qualificados; (ii) a receção de imigrantes menos qualificados do que os nossos jovens emigrantes; (iii) o envelhecimento da população. No seu conjunto afetam, por exemplo, a demografia, as finanças públicas e as perspetivas de crescimento a longo prazo, bem como explicam por que razão mesmo quando a economia vai mal, a taxa de desemprego não sofre alterações significativas e há até falta de trabalho com determinadas qualificações, em certas regiões.

Crime sem castigo é um crime que compensa

Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo

Sabe-se agora, segundo o primeiro-ministro, que é um jurista experimentado, que a antiga secretária de Estado do Turismo terá violado de forma clara a lei ao ir trabalhar para uma entidade a quem concedeu diversos benefícios, incluindo isenções fiscais. O Presidente da República pronunciou-se no mesmo sentido.

Como o Estado pode matar um território

Óscar Afonso, Dinheiro Vivo

Nesta crónica falo de um território rico em recursos, muito rico até, mas onde, paradoxalmente, os seus habitantes são demasiado pobres. O território rico de que vos falo é a Terra de Miranda.