O Sexo, a Igreja e a Fraude

Henrique Santos, Visão on line,

Se por vezes falar de sexo no seio da Igreja Católica se cinge à função de reprodução, e quanto muito dos afetos, falar de fraude é mesmo pecaminoso.
Podia dizer que o sexo está para a Igreja, como a fraude está para Lei. Andam ali à volta mas não resolvem nada! Parece que é algo do outro mundo, que ninguém faz, que ninguém sabe como é, mas todos dominam.

Corrupção e Burocracia: um equilíbrio difícil

Glória Teixeira, Visão on line,

A investigação produzida até ao momento ainda não conseguiu chegar a resultados concludentes no âmbito da quantidade de procedimentos necessários para prevenir ou fiscalizar comportamentos corruptos.

HAWALA – Sistemas Informais de Remessa de Valores

Egídio Cardoso, Visão on line,

Os acontecimentos do 11 de setembro de 2001, para além do alarme social e da radical alteração provocada no paradigma da segurança mundial, contribuíram, de alguma forma, nos meses que se seguiram, para retirar do quase anonimato, um secular sistema de transferências, apenas porque terá sido a via utilizada para fazer chegar, às mãos dos operacionais, o dinheiro necessário à preparação e execução daqueles atos terroristas.

Fraude em tempos de crise

José António Moreira, Visão on line,

1. No último mês, em três diferentes ocasiões, foi-me colocada a seguinte questão: “A crise fomenta a ocorrência de mais fraudes?”.
É possível que a questão esteja cientificamente tratada algures e existam estudos que a discutam. Porém, desconhecendo a existência de tais estudos, a única forma que encontrei para lhe responder com alguma sustentação – e não apenas através de um mero palpite – foi por recurso a uma ferramenta teórica, com quase seis décadas de vida, mas plenamente atual: o “Triângulo da Fraude”, enunciado por Donald Cressey em 1953.

Percepção Versus Realidade: O Caso do Ataque ao Euro

Rui Henrique Alves, Visão on line,

Erle Stanley Gardner (1889-1970) foi um dos mais notáveis escritores de livros policiais do século XX. Ao longo de quarenta anos, publicou quase nove dezenas de obras com o título de “O Caso de...”. Nelas havia um crime e surgia um aparente criminoso “perfeito”, aquele para o qual toda a evidência parecia apontar para que fosse o responsável. Não se tratava, contudo, do “verdadeiro” culpado, o qual só era conhecido no final da obra, graças sempre a surpreendentes reviravoltas, lideradas por um advogado criminal de cariz excepcional, chamado Perry Mason.