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Arte da auditoria

"90% das informações úteis para identificar a presença de um risco de fraude estão nos ficheiros [de dados]. O problema reside em sabê-los localizar, em poder procurá-los, em saber como os extrair e compará-los com quê"

(Pons, Noël & Valérie Berche. 2009. Arnaques. Le Manuel Anti-fraude. Paris: CNRS Editions. pág. 211)

 

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Promiscuidade

"Quando nos interrogamos como é possível que as agências financeiras enriqueçam tanto, parte da resposta é simples: ajudaram a redigir uma série de regras que as beneficiam, mesmo nas crises que ajudam a criar"

(Stiglitz, Joseph E. 2013. O Preço da Desigualdade. Lisboa: Bertrand. pág. 126)

 

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A mentira da banca

"Quando a bolha imobiliária por fim rebentou (…) os bancos adoptaram uma política de mentir em tribunal. (…) Se essas empresas fossem pessoas (…) seriam condenados a várias sentenças de prisão perpétua (…). Na verdade nenhum oficial da banca foi para a prisão por causa destes crimes. (…) Hoje os bancos simplesmente negoceiam o que devem ser as suas multas, e nalguns casos as multas podem ser menores que os lucros que angariaram através das suas actividades ilícitas"

(Stiglitz, Joseph E. 2013. O Preço da Desigualdade. Lisboa: Bertrand. pág. 280/1)

 

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Também nos EUA

"Se o presidente Obama e o nosso sistema judicial tivessem considerado os que levaram a nossa economia à beira da ruína «culpados» de alguma conduta ilegal, então teria sido porventura possível afirmar que o sistema funcionava. Haveria pelo menos um sentimento de responsabilidade. Contudo, na verdade, os que deveriam ter sido condenados não foram acusados, e quando foram acusados, na maioria das vezes foram considerados inocentes ou pelo menos não foram condenados. Algumas pessoas da indústria dos fundos de cobertura foram depois condenados por insider trading, mas isso é um espectáculo secundário, quase uma distracção"

(Stiglitz, Joseph E. 2013. O Preço da Desigualdade. Lisboa: Bertrand. pág. 40)

 

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Faces do processo

"a fraude e o branqueamento de capitais são duas faces de uma mesma moeda porque o branqueamento é a dissimulação da origem fraudulenta dos capitais"

(Pons, Noël & Valérie Berche. 2009. Arnaques. Le Manuel Anti-fraude. Paris: CNRS Editions. Pág. 186)