{"id":985,"date":"2010-10-14T00:00:00","date_gmt":"2010-10-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=985"},"modified":"2015-12-04T19:19:23","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:23","slug":"os-carros-electricos-agravam-o-defice-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=985","title":{"rendered":"Os carros el\u00e9ctricos agravam o d\u00e9fice portugu\u00eas?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Henrique Santos, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/os-carros-electricos-agravam-o-defice-portugues=f575504\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/VisaoE091.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Independentemente das caracter\u00edsticas de quem est\u00e1 do outro lado (idade, g\u00e9nero, forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica e profissional, experi\u00eancia de vida,\u2026), reparo que, n\u00e3o raras vezes, tenho de simplificar o discurso, no sentido do meu interlocutor melhor compreender a mensagem. Mas a culpa \u00e9 minha!<!--more--><br \/>\nN\u00e3o utilizo, nem pouco mais ou menos, um discurso demasiado elaborado. Grosso modo \u00e9 aquele que uso nesta cr\u00f3nica, e com o qual tento que o maior n\u00famero de pessoas consiga compreender \/ interiorizar a ideia fundamental. Diferente ser\u00e1 a forma como o fa\u00e7o, e que, admito, pode levar a interpreta\u00e7\u00f5es diversas, at\u00e9 porque a subjectividade inerente e o discurso metaf\u00f3rico a isso se prestam (quando tal acontece, \u00e9 porque pretendo despertar a discuss\u00e3o).<br \/>\nNuma das cr\u00f3nicas anteriores que escrevi, e na qual tentava, de alguma forma, destacar o problema da nossa falta de forma\u00e7\u00e3o\/educa\u00e7\u00e3o em assuntos relacionados com a economia (como em muitas \u00e1reas, porque \u00e9 demasiado tecnicista o discurso usado), fiquei ainda mais consciente da necessidade de simplificar \"as coisas\" como muitas vezes advogo, ao ponto de ficarem \"nitidamente-claras\". E a simplifica\u00e7\u00e3o, mesmo que possa ser lingu\u00edstica, tem maior rela\u00e7\u00e3o com a clarifica\u00e7\u00e3o dos conceitos.<br \/>\nA maioria de n\u00f3s, ainda que o assumindo como dogma, n\u00e3o percebe qual a raz\u00e3o de sucessivamente receber apelos \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o no consumo de energia, e diminuir o consumo da nossa factura de electricidade (de cada um), como forma de fazer diminuir o d\u00e9fice de Portugal face ao exterior (chamemos-lhe assim). Ent\u00e3o, \"se eu tenho dinheiro para pagar, qual \u00e9 problema? Mas tudo bem, se querem que eu n\u00e3o gaste dinheiro e se de facto posso pagar menos, aceito como uma verdade absoluta esse des\u00edgnio\" (friso que a electricidade \u00e9 meramente um exemplo).<br \/>\nA explica\u00e7\u00e3o para esses apelos de racionaliza\u00e7\u00e3o do consumo (e reparem que coloquei \"racionaliza\u00e7\u00e3o\" e n\u00e3o \"diminui\u00e7\u00e3o\" - defeito de forma\u00e7\u00e3o \u00e0 vista), reside no facto de, infelizmente, Portugal n\u00e3o ser capaz de produzir para si pr\u00f3prio energia el\u00e9ctrica suficiente para as suas necessidades, ao ponto de ter de a adquirir ao exterior. E isso, directamente implica a sa\u00edda do nosso \"dinheiro\" para um pa\u00eds terceiro que a produz\u2026 Assim, existir\u00e1 uma parte da factura que pagamos, que ser\u00e1 usada para liquidar d\u00edvidas a fornecedores do exterior de Portugal.<br \/>\nQuando falamos em electricidade, h\u00e1 ainda outra informa\u00e7\u00e3o que importa destacar, e que rapidamente se explica. A electricidade n\u00e3o \u00e9 in\u00f3cua ao ambiente como se pretende fazer crer (h\u00e1 a componente da produ\u00e7\u00e3o), isto \u00e9, a produ\u00e7\u00e3o que a sustenta, n\u00e3o \u00e9, nem pouco mais ou menos, realizada em exclusivo com recurso a fontes de energia renov\u00e1veis e\/ou n\u00e3o poluentes. Pretende-se sim, \u00e9 que a electricidade seja, cada vez mais, produzida a partir de fontes de energia renov\u00e1veis e n\u00e3o poluentes. Para perceber o que acabo de dizer, basta qualquer um de n\u00f3s visualizar a factura de electricidade e analisar o mapa de contribui\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, a percentagem das fontes de energia prim\u00e1rias utilizadas na produ\u00e7\u00e3o de electricidade adquirida pelo fornecedor (j\u00e1 repararam se a energia nuclear aparece na factura com alguma contribui\u00e7\u00e3o?), bem como as emiss\u00f5es de CO2 correspondentes \u00e0 energia consumida, dados estes indicados na nossa factura de electricidade. Depois deste discurso, perguntar-me-\u00e3o: \"Ent\u00e3o e os carros el\u00e9ctricos?, bem,\u2026 sem referir como e onde s\u00e3o produzidos,\u2026, quer dizer que afinal?,\u2026\" A minha resposta \u00e9 simples: \"N\u00e3o, n\u00e3o quer dizer nada, creio que j\u00e1 consegue tirar as suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es e de forma sustentada. No entanto o meu conselho continua no sentido da poupan\u00e7a do consumo de energia (el\u00e9ctrica ou qualquer outra), tendo sempre por pano de fundo a compara\u00e7\u00e3o entre todas as fontes de energia.\"<br \/>\n\u00c9 pois importante perceber que a economia n\u00e3o \u00e9 uma ci\u00eancia que cabe a um restrito n\u00famero de intelectuais, que, por obriga\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o, n\u00f3s h\u00e1-de guiar ao longo da vida (tamb\u00e9m dar\u00e3o o seu contributo \u00e9 certo, e t\u00eam, naturalmente, o seu imprescind\u00edvel papel). Cabe-nos a n\u00f3s ser sobriamente capazes de tomar as nossas decis\u00f5es de forma sustentada e esclarecida.<br \/>\nTal como sabemos que, na maioria das vezes com um ch\u00e1 nos passa uma indisposi\u00e7\u00e3o, e que se ela persistir vamos ao m\u00e9dico, tamb\u00e9m na economia temos de ter conhecimento suficiente que nos permita tomar uma decis\u00e3o consciente, esclarecida e sustentada, e quando algo for mais profundo, a\u00ed sim, devemos, tal como na medicina, ter a destreza e capacidade de recorrer a quem seja mais especializado.<br \/>\nSer\u00e1 esta aquela fraude que, inconscientemente, fazemos quando tomamos as nossas \"decis\u00f5es de racionaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica\" no dia-a-dia? Fica a quest\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Santos, Vis\u00e3o on line, Independentemente das caracter\u00edsticas de quem est\u00e1 do outro lado (idade, g\u00e9nero, forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica e profissional, experi\u00eancia de vida,\u2026), reparo que, n\u00e3o raras vezes, tenho de simplificar o discurso, no sentido do meu interlocutor melhor compreender a mensagem. 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