{"id":984,"date":"2010-10-07T00:00:00","date_gmt":"2010-10-07T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=984"},"modified":"2015-12-04T19:19:23","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:23","slug":"qual-o-peso-da-economia-sombra-sectorial-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=984","title":{"rendered":"Qual o Peso da Economia Sombra Sectorial em Portugal?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Oscar Afonso, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/qual-o-peso-da-economia-sombra-sectorial-em-portugal=f574751\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/VisaoE090.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na cr\u00f3nica publicada no passado dia 11 de Fevereiro dei conta da evolu\u00e7\u00e3o do peso da Economia Sombra ou N\u00e3o Registada (ENR), em termos agregados e no per\u00edodo compreendido entre 1977-2008, em Portugal. <!--more-->Recordo que, tendo em conta, por um lado, a influ\u00eancia da carga fiscal, da carga de regula\u00e7\u00e3o e da evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho e, por outro lado, o seu impacto em indicadores monet\u00e1rios, no mercado de trabalho e na produ\u00e7\u00e3o, estimou-se que o peso da ENR no Produto Interno Bruto (PIB) oficial, em Portugal, evoluiu desde os 19%, em 1977, at\u00e9 aos 23%, em 2008. Em particular, os resultados estimados revelam que, ap\u00f3s a descida verificada no per\u00edodo 1977-1982, a ENR em termos agregados mostrou uma tend\u00eancia de subida no per\u00edodo subsequente, tendo estabilizado em torno dos 21% desde 1994. No entanto, a partir de finais de 2007, verificou-se de novo um padr\u00e3o de subida.<br \/>\nAtendendo, por um lado, aos avisos de uma entrada do FMI (por convite indesejado face \u00e0 incapacidade da economia se financiar) e, por outro lado, ao andamento do peso da ENR, creio poder dizer que a interven\u00e7\u00e3o das autoridades competentes, revertendo a traject\u00f3ria seguida a este n\u00edvel, pode contribuir para evitar essa entrada e, consequentemente, os \"cortes cegos\" e o atestado de incapacidade de governa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas na cr\u00f3nica de hoje pretendo dar conta de novas estimativas sobre o peso da ENR em Portugal. Trata-se agora de analisar o peso da ENR nos sectores: (i) Agricultura (incluindo a agricultura, a silvicultura e as pescas); (ii) Ind\u00fastria (envolvendo a electricidade, o g\u00e1s, o vapor e a \u00e1gua, a ind\u00fastria e a constru\u00e7\u00e3o); e (iii) Servi\u00e7os (abrangendo o com\u00e9rcio, a restaurantes e hot\u00e9is, os transportes, as comunica\u00e7\u00f5es e correios, os bancos, os seguros, as actividades imobili\u00e1rias e os outros servi\u00e7os).<br \/>\nFace \u00e0s limita\u00e7\u00f5es impostas pelos dados sectoriais dispon\u00edveis em Portugal, a desagrega\u00e7\u00e3o da ENR foi feita numa base trimestral para o per\u00edodo 1998-2009. Na sequ\u00eancia da metodologia usada, as vari\u00e1veis causa consideradas foram a taxa de desemprego no sector, o peso dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria no emprego global do sector, o peso dos impostos no valor acrescentado bruto e o rendimento m\u00e9dio mensal l\u00edquido. Por sua vez, as vari\u00e1veis de impacto ponderadas foram o valor acrescentado, o peso do n\u00famero de trabalhadores com actividade secund\u00e1ria no n\u00famero de trabalhadores por conta de outrem do sector e a dura\u00e7\u00e3o semanal efectiva de trabalho.<br \/>\nPara al\u00e9m das limita\u00e7\u00f5es impostas pelas vari\u00e1veis dispon\u00edveis e pela pr\u00f3pria metodologia de estima\u00e7\u00e3o, h\u00e1, neste caso, ainda a limita\u00e7\u00e3o decorrente do facto de se tratar do primeiro trabalho que procura estimar a ENR por sector em Portugal.<br \/>\nOs Gr\u00e1ficos 1, 2 e 3 sumariam os principais resultados, mostrando a evolu\u00e7\u00e3o das s\u00e9ries trimestrais da ENR em cada sector, no per\u00edodo 1998-2009. Genericamente, no c\u00f4mputo do per\u00edodo, o peso da ENR no PIB oficial nos sectores Agr\u00edcola e Servi\u00e7os assume um padr\u00e3o de crescimento, enquanto na Ind\u00fastria parece haver uma diminui\u00e7\u00e3o na maior parte do per\u00edodo em estudo. Os resultados estimados revelam, em particular, que o peso da ENR no PIB oficial registou no 1\u00ba trimestre de 2009 o valor de 0.6% no sector Agr\u00edcola, 5.5% na Ind\u00fastria e 16.6% nos Servi\u00e7os.<br \/>\nGr\u00e1fico 1: ENR no sector Agr\u00edcola, como % do PIB oficial<br \/>\nGr\u00e1fico 2: ENR no sector da Ind\u00fastria, como % do PIB oficial<br \/>\nGr\u00e1fico 3: ENR no sector dos Servi\u00e7os, como % do PIB oficial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar Afonso, Vis\u00e3o on line, Na cr\u00f3nica publicada no passado dia 11 de Fevereiro dei conta da evolu\u00e7\u00e3o do peso da Economia Sombra ou N\u00e3o Registada (ENR), em termos agregados e no per\u00edodo compreendido entre 1977-2008, em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-984","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=984"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/984\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8268,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/984\/revisions\/8268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}