{"id":977,"date":"2010-08-19T00:00:00","date_gmt":"2010-08-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=977"},"modified":"2015-12-04T19:19:25","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:25","slug":"bancos-e-imobiliarias-animam-wall-street-aposto-que-o-tony-carreira-nao-vai-faltar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=977","title":{"rendered":"Bancos e Imobili\u00e1rias animam Wall Street (&#8230;) Aposto que o Tony Carreira n\u00e3o vai faltar!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Henrique Santos, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/bancos-e-imobiliarias-animam-wall-street--aposto-que-o-tony-carreira-nao-vai-faltar=f569387\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/VisaoE083.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>A D.\u00aa Maria do Carmo dirigiu-se apressadamente ao telefone e ligou \u00e0 sua irm\u00e3 que estava nos Estados Unidos. Tinha-se lembrado das saudades que esta lhe havia dito ter das festas da sua aldeia, que h\u00e1 largos anos n\u00e3o podia participar.<!--more--><br \/>\nOs olhos da Carmita, nome carinhoso pelo qual era conhecida a D.\u00aa Maria do Carmo entre a fam\u00edlia, pareciam brilhar de alegria com a not\u00edcia que ia dar \u00e0 sua irm\u00e3 Dalila, que vivia (emigrada h\u00e1 muito nas terras do Tio Sam) perto de Wall Street, disso ela lembrava-se a irm\u00e3 ter dito.<br \/>\nPegou no telefone e as m\u00e3os tremiam, com a esquerda pegava numa folha, com a outra levou o auscultador do telefone \u00e0 orelha, e com a ajuda da cabe\u00e7a e ombro l\u00e1 o segurou, depois foi s\u00f3 marcar o n\u00famero. N\u00e3o tardou, a sua irm\u00e3 Dalila atendia do outro lado, com uma alegria contagiante, pois vira o n\u00famero no visor do telefone, reconhecendo-o de imediato (parece que ainda consigo sentir o j\u00fabilo que lhe ia na alma).<br \/>\n- Hello. Ouve-se do outro lado da linha.<br \/>\n- Mana... Disse a Carmita ofegante. - Nem sabes a bomba que tenho nas m\u00e3os! Acrescentou.<br \/>\n- Calma Carmita que at\u00e9 o cora\u00e7\u00e3o me salta. Retorquiu Dalila.<br \/>\n- Nem \u00e9 para menos, nem \u00e9 para menos. Diz apressadamente a primeira. - Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que\u2026 lembras-te de eu te dizer que aqui o Banco que abriu na freguesia, mais duas imobili\u00e1rias iam patrocinar a festa da Nossa Senhora do Carmo (estou em crer que o nome da D.\u00aa Maria do Carmo devia ter alguma rela\u00e7\u00e3o com esta Santa), a festa aqui da aldeia?, e que tu ficaste com muita pena de n\u00e3o poderes vir?, porque devia ser uma festa de arromba?, pois bem, n\u00e3o te preocupes, eles tamb\u00e9m v\u00e3o patrocinar a\u00ed uma festa, e olha que deve ser grande, que at\u00e9 saiu no jornal da Internet\u2026<br \/>\nA Dalila continuava calada, habituada que estava aos atropelos da irm\u00e3 quando esta come\u00e7ava a falar.<br \/>\n- Olha. Acrescentou a Carmita. - O Jo\u00e3o Pedro (que era o filho da D.\u00aa Maria do Carmo e j\u00e1 licenciado em economia), esteve na Internet e imprimiu uma folha com uma not\u00edcia que deixou na secret\u00e1ria, e que diz o seguinte: \"Bancos e Imobili\u00e1rias animam Wall Street\". J\u00e1 viste que sorte! Aposto que o Tony Carreira n\u00e3o vai faltar!<br \/>\nO texto supra apresentado \u00e9 de facto uma verdadeira est\u00f3ria, com excep\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo da not\u00edcia que foi publicada em 20 de Julho de 2010 no Di\u00e1rio Econ\u00f3mico e \u00e9 assinada por Margarida Vaqueiro Lopes. Alerto desde j\u00e1 que n\u00e3o vou tecer qualquer coment\u00e1rio ou ju\u00edzo de valor ao conte\u00fado da not\u00edcia ou ao respectivo t\u00edtulo.<br \/>\nO que me traz aqui s\u00e3o outros pergaminhos e outras reflex\u00f5es.<br \/>\nMuitas vezes dou comigo a pensar na motiva\u00e7\u00e3o que leva as pessoas a detestar a \u00e1rea da economia\/gest\u00e3o na sua generalidade, ao ponto de, por exemplo, ser uma sec\u00e7\u00e3o totalmente opaca nos jornais. Por um lado os jornais pouco espa\u00e7o lhe dedicam, mas mesmo o que dedicam \u00e9, pura e simplesmente, afastado pela maioria dos leitores, isto \u00e9, n\u00e3o o l\u00eaem.<br \/>\nSe perguntarmos aos jornais (considero aqui sobretudo os generalistas, e quem diz jornais diz todos os alinhamentos de espa\u00e7os noticiosos, sejam eles veiculados pela imprensa escrita, pela televis\u00e3o, internet,\u2026) porque n\u00e3o lhe dedicam mais espa\u00e7o, s\u00e3o praticamente un\u00e2nimes em referir o pouco interesse que os leitores lhe atribuem (e que se reflecte na optimiza\u00e7\u00e3o de resultados), se perguntarmos ao leitores\/espectadores\/\u2026 porque n\u00e3o se sentem atra\u00eddos por este tipo de informa\u00e7\u00e3o, de imediato referem que nada percebem de economia.<br \/>\nDe facto, tal como na \u00e1rea inform\u00e1tica, a economia\/gest\u00e3o est\u00e1 impregnada de termos t\u00e9cnicos demasiados complexos para o comum dos mortais, e tal leva a afastar o p\u00fablico generalista deste tipo de informa\u00e7\u00e3o que, mais que o sensacionalismo de grande parte das restantes not\u00edcias, devia ser uma sec\u00e7\u00e3o de leitura obrigat\u00f3ria, dado que a informa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica pode, por um lado, combater a fraude, e, por outro, preveni-la, porque pessoas mais informadas e formadas, dificilmente se deixam enganar, assim como mais cr\u00edticas se tornam em rela\u00e7\u00e3o a tudo que lhes chega, tendo capacidade para gerar um ju\u00edzo de valor competente.<br \/>\nN\u00e3o tenho d\u00favidas que um t\u00edtulo do g\u00e9nero \"Euro mata D\u00f3lar na pra\u00e7a\" seria muito mais atractivo que outro qualquer que se referisse as taxas de c\u00e2mbio entre estas duas moedas, mas n\u00e3o \u00e9 este tipo de altera\u00e7\u00e3o que devemos procurar. Devemos apostar na forma\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e simplifica\u00e7\u00e3o destas na \u00e1rea econ\u00f3mica, que permitam uma f\u00e1cil e correcta interpreta\u00e7\u00e3o das not\u00edcias desta mesma \u00e1rea. J\u00e1 que tanto se fala da educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, qui\u00e7\u00e1 a obrigatoriedade de uma educa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica n\u00e3o fosse despicienda.<br \/>\nTive o cuidado de seguir v\u00e1rios sites de informa\u00e7\u00e3o, e a realidade \u00e9 comum, enviam para um plano inferior a informa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica (al\u00e9m da tecnicidade que lhe est\u00e1 adstrita). Se consultarem o ranking das not\u00edcias mais visitadas, por exemplo no s\u00edtio da Internet da Vis\u00e3o, v\u00e3o rapidamente perceber que, normalmente, uma not\u00edcia da sec\u00e7\u00e3o da economia dificilmente consta do mesmo, ou surge residualmente, a n\u00e3o ser que o seu t\u00edtulo seja, no m\u00ednimo, \"sugestivo\".<br \/>\nNesta base conceptual, estou tendente a dizer que se generalizarmos mais a informa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da economia\/gest\u00e3o, as quest\u00f5es relacionadas com a fraude ter\u00e3o, certamente, um acompanhamento mais atento por um maior n\u00famero de pessoas. N\u00e3o precisamos, ou n\u00e3o devemos ser demasiado \"sect\u00e1rios\" na informa\u00e7\u00e3o que passamos para o \"exterior\" (contra mim falo). N\u00e3o quero com isto dizer que pretendo diminuir a import\u00e2ncia ou a relev\u00e2ncia da \"economia como ci\u00eancia econ\u00f3mica\", bem pelo contr\u00e1rio, pretendo valorizar, e em muito, a sua import\u00e2ncia, mas espero sobretudo que essa import\u00e2ncia lhe seja atribu\u00edda pelo reconhecimento de quem a sabe interpretar, e n\u00e3o que pelos duros golpes que pode causar nessas mesmas pessoas, sem conhecerem muito bem a raz\u00e3o, e depois simplesmente comentarem: \"Isto \u00e9 culpa da economia, dos economistas e dos gestores\".<br \/>\nN\u00e3o tenho d\u00favida que a D.\u00aa Maria do Carmo da est\u00f3ria s\u00f3 \"leu o que quis\", mas com uma informa\u00e7\u00e3o mais esclarecida, talvez encontrasse nas not\u00edcias da \u00e1rea econ\u00f3mica verdadeiras novelas da vida real\u2026 e ainda conseguisse combater a fraude.<br \/>\nEste \u00e9 um enorme desafio que se levanta a todos, com direito a contradit\u00f3rio. Normalmente fa\u00e7o-o, mas desta vez espero que seja o estimado leitor a faz\u00ea-lo e a partilh\u00e1-lo connosco!<br \/>\n- Est\u00e1s maluca mulher - respondeu-lhe a Dalila, quase indignada com a barbaridade que a irm\u00e3 tinha dito. - V\u00ea-se mesmo que n\u00e3o percebes nada disto!<br \/>\nFez-se um sil\u00eancio ensurdecedor, e acrescentou:<br \/>\n- Ent\u00e3o tu achas que o Carreira vem c\u00e1?\u2026Pelo sim pelo n\u00e3o vou telefonar \u00e0s minhas amigas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Santos, Vis\u00e3o on line, A D.\u00aa Maria do Carmo dirigiu-se apressadamente ao telefone e ligou \u00e0 sua irm\u00e3 que estava nos Estados Unidos. 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