{"id":970,"date":"2010-07-01T00:00:00","date_gmt":"2010-07-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=970"},"modified":"2015-12-04T19:19:27","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:27","slug":"se-ha-fraude-e-porque-eu-quero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=970","title":{"rendered":"Se h\u00e1 fraude \u00e9 porque EU quero!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Henrique Santos, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/se-ha-fraude-e-porque-eu-quero=f564707\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/VisaoE076.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 que assumir com toda a frontalidade. Acabaram-se as desculpas, a responsabiliza\u00e7\u00e3o de terceiros, o apontar o dedo, o eu n\u00e3o fui. E isto s\u00f3 acontece em Portugal, e se fosse nas Europas (e h\u00e1 muitas) isto n\u00e3o era nada disso, e por a\u00ed adiante. Chega!<!--more--><br \/>\nPerante v\u00f3s assumo a minha responsabilidade. Sou eu o culpado pela exist\u00eancia da Fraude. Pronto. Agora condenem-me e o problema est\u00e1 resolvido.<br \/>\nUps! N\u00e3o h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o para me condenar? O legislador n\u00e3o previu que algu\u00e9m se confessasse culpado de fraude? \u2026\"Oooooolha\", agora vem-me este com o legislador, outra figura m\u00edtica que ningu\u00e9m conhece, ningu\u00e9m sabe quem \u00e9, mas todos o escolhem. Sim at\u00e9 os que n\u00e3o votam o escolhem, ou por omiss\u00e3o, ou por anu\u00eancia. Bem, pelo menos tem g\u00e9nero\u2026 por acaso n\u00e3o, acho que pode ser qualquer um dos dois ou mesmo hermafrodita.<br \/>\n\u00c9tica \u00e0 parte, porque essa s\u00f3 a nossa consci\u00eancia ou a religi\u00e3o condena, o povo (seja l\u00e1 ele quem for), come\u00e7ou a achar a ideia da impunidade algo que n\u00e3o lhe parecia bem, e, para que me condenassem, mandei o legislador legislar. Pedido que eu fizesse! O legislador come\u00e7ou a produzir texto, mais texto, mais texto\u2026., que nunca mais fui condenado, tal era a complexidade da coisa. Tudo prescreveu e, por mais leis que fizesse, mudan\u00e7as, altera\u00e7\u00f5es, ficou tudo de tal forma num imbr\u00f3glio, que foram obrigados a destruir as provas. Depois, afinal, j\u00e1 tinham sido usadas para outro processo, mas como foram destru\u00eddas tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o podiam ser novamente utilizadas. Enfim, um ros\u00e1rio de trocas e baldrocas que me mant\u00e9m sossegado no meu canto, e, com um jeitinho, ainda me v\u00e3o ressarcir por danos causados! Ent\u00e3o eu dou-me como culpado, sou humilhado, n\u00e3o me condenam e fico assim, sem os meus minutos de antena, de palco? N\u00e3o\u2026 Era o que mais faltava.<br \/>\nQuando vejo tourada, uma coisa \u00e9 certa, tor\u00e7o mais pelo touro que pelo toureiro, isso, meus amigos, pe\u00e7o desculpa\u2026 o touro n\u00e3o tem culpa. E ele que n\u00e3o tem culpa \u00e9 condenado, e eu que sou culpado, nada! Algu\u00e9m tem de pagar por isso!<br \/>\nBasta, mudei de ideias. Afinal a culpa n\u00e3o \u00e9 minha. Estou aqui h\u00e1 imenso tempo a dizer que sou culpado e ningu\u00e9m faz nada. N\u00e3o tenho culpa que ningu\u00e9m me d\u00ea ouvidos. Eu n\u00e3o fui. Sei l\u00e1, n\u00e3o vi,\u2026 foram esses, os do rendimento m\u00ednimo, \u2026 s\u00e3o todos iguais, n\u00e3o sei nem quero saber.<br \/>\nAgora vou ler o texto em voz alta da varanda de minha casa. Acham que algu\u00e9m me vai ligar alguma? (v\u00e3o tamb\u00e9m l\u00ea-lo em voz alta). \u00c0s p\u00e1ginas tantas ainda sou capaz de \"ter a sorte\" de me atribu\u00edrem o rendimento m\u00ednimo (social de inser\u00e7\u00e3o), dado que n\u00e3o devo estar bom da cabe\u00e7a, e n\u00e3o posso trabalhar.<br \/>\n\u2026 e vieram prender-me, e at\u00e9 hoje n\u00e3o sei porqu\u00ea.<br \/>\nDepois da preventiva, mandaram-me para a casa com a pulseira.<br \/>\nAguardo serenamente que me venham trazer a indemniza\u00e7\u00e3o!<br \/>\n(o texto apresentado \u00e9 pura fic\u00e7\u00e3o, pelo que qualquer semelhan\u00e7a com a realidade \u00e9 mera coincid\u00eancia)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Santos, Vis\u00e3o on line, H\u00e1 que assumir com toda a frontalidade. Acabaram-se as desculpas, a responsabiliza\u00e7\u00e3o de terceiros, o apontar o dedo, o eu n\u00e3o fui. 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