{"id":966,"date":"2010-06-02T00:00:00","date_gmt":"2010-06-02T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=966"},"modified":"2015-12-04T19:19:28","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:28","slug":"gostava-de-viver-num-pais-sem-fraude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=966","title":{"rendered":"Gostava de viver num pa\u00eds sem fraude?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Henrique Santos, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/gostava-de-viver-num-pais-sem-fraude=f561160\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/VisaoE072.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o responda j\u00e1.<br \/>\nMinimize a imagem do seu computador, inicie uma nova sess\u00e3o na internet com um qualquer browser, escolha o seu motor de busca preferido, coloque a palavra \"fraude\" e fa\u00e7a enter.<br \/>\nO qu\u00ea? Continua a ler este texto?<!--more--> Pronto, j\u00e1 que aqui est\u00e1 eu posso confirmar-lhe que a palavra \"fraude\" tem cerca de 17.400.000 entradas num qualquer motor de busca, sim, dezassete milh\u00f5es e quatrocentas mil entradas. \u00c9 muito? Eu sei que nem sempre o termo \u00e9 bem empregue, mas, mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 muito? N\u00e3o creio, eu consigo melhor, a mesma palavra, mas submetida a pesquisa no idioma ingl\u00eas, chega a cerca de 101.000.000 (cento e um milh\u00f5es de entradas), e talvez quando fizer a sua pesquisa j\u00e1 a encontre mais vezes. Mas acredite, as consequ\u00eancias do seu cometimento traduzida em qualquer moeda (para n\u00e3o falar em vertentes diferenciadas) \u00e9 exponencialmente maior, e nem \u00e9 preciso exemplificar dado o conjunto dos recentes acontecimentos.<br \/>\nAinda aqui est\u00e1? Parece-me que o desassossego lhe invadiu o esp\u00edrito.<br \/>\nE como cont\u00ednua a ler, vou continuar a ousadia de o(a) inquietar: Gostava de viver num pa\u00eds sem fraude? Melhor, coloquemos a mesma quest\u00e3o a qualquer pol\u00edtico, a qualquer pol\u00edcia, juiz, empresa ou cidad\u00e3o na hora de pagar ao Estado ou mesmo a qualquer pessoa independentemente da sua profiss\u00e3o, qualifica\u00e7\u00e3o escolar, g\u00e9nero, religi\u00e3o, idade,... Bem, de facto n\u00e3o sou capaz de ouvir a resposta destes \u00faltimos (pelo menos neste momento), por isso volto a perguntar-lhe (pois sei que responder\u00e1 intimamente): \"gostava de viver num pa\u00eds sem fraude\"? N\u00e3o vale mentir a si pr\u00f3prio(a).<br \/>\nDas duas uma: Se respondeu \"n\u00e3o\", \u00e9 porque reconhece a fraude como algo atraente e ser\u00e1 um(a) poss\u00edvel perpetrador(a) da mesma (que outra raz\u00e3o teria?); se respondeu \"sim\", ou est\u00e1 a ser politicamente correcto(a), ou est\u00e1 a ser demasiado(a) eg\u00f3latra. Ent\u00e3o e os outros? N\u00e3o falo nos perpetradores, falo dos ju\u00edzes, dos funcion\u00e1rios dos tribunais, dos advogados, dos jornalistas, dos professores, dos pol\u00edcias, dos investigadores, dos consumidores, dos empres\u00e1rios, dos auditores, de tantas e tantas outras pessoas e profiss\u00f5es que vivem em torno desta m\u00e1quina de (des)fazer dinheiro (ou de o fazer mudar de m\u00e3os).<br \/>\nBoas not\u00edcias: h\u00e1 tanto sobre que escrever, tanto sobre que editar, decidir, publicar, investigar, auditar, mas tanto, que pode ser egoc\u00eantrico(a) \u00e0 vontade!<br \/>\nN\u00e3o tenho d\u00favidas que o primeiro passo para o controlo da fraude e para o seu correcto doseamento (se me permitem colocar nestes termos), passa pela implementa\u00e7\u00e3o de medidas com vista \u00e0 sua progressiva diminui\u00e7\u00e3o, \u00e9 ali\u00e1s a l\u00f3gica evolutiva que vamos assistindo ao longo dos tempos. N\u00e3o a podemos, pura e simplesmente, afastar. Tenho para mim que esse afastamento abrupto seria um dos piores erros que pod\u00edamos cometer, pela plena consci\u00eancia que esta realidade da fraude \u00e9 t\u00e3o evolutiva quanto a vida em sociedade, os valores, as convic\u00e7\u00f5es e as gera\u00e7\u00f5es. No entanto, \u00e9 expect\u00e1vel, ou pelo menos eu assim espero, que todos contribuam para que a evolu\u00e7\u00e3o do combate \u00e0 fraude denuncie uma relativa maior velocidade face \u00e0 l\u00f3gica evolutiva da sociedade!<br \/>\nEm sede de saldo, tamb\u00e9m eu tenho a certeza que nunca vou viver num pa\u00eds sem fraude, \u2026 ou vou?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Santos, Vis\u00e3o on line, N\u00e3o, n\u00e3o responda j\u00e1. Minimize a imagem do seu computador, inicie uma nova sess\u00e3o na internet com um qualquer browser, escolha o seu motor de busca preferido, coloque a palavra &#8220;fraude&#8221; e fa\u00e7a enter. O qu\u00ea? 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