{"id":960,"date":"2010-04-22T00:00:00","date_gmt":"2010-04-22T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=960"},"modified":"2015-12-04T19:19:29","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:29","slug":"pme-investe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=960","title":{"rendered":"PME Investe?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Henrique Santos, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/pme-investe=f556226\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/VisaoE066.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Considerando que estou do lado de quem tem poder de decis\u00e3o (que n\u00e3o estou!), aquela que considero ser uma das ideias mais interessante do actual contexto pol\u00edtico-econ\u00f3mico vai j\u00e1 na sua quinta edi\u00e7\u00e3o e est\u00e1 mais ousada que nunca.<br \/>\nGrosso modo, a linha de cr\u00e9dito em refer\u00eancia pode traduzir-se no seguinte, a PME (Pequena e M\u00e9dia Empresa) investe, o Banco empresta, e o Estado garante e bonifica.<!--more--><br \/>\nEsta \u00e9 a linha da conc\u00f3rdia, e s\u00f3 tem aspectos positivos. Sen\u00e3o vejamos:<br \/>\n1. Foi criada para as PME's, mas tamb\u00e9m se aplica \u00e0s micro empresas, que t\u00eam sempre mais dificuldade em negociar com a banca;<br \/>\n2. As empresas da referida dimens\u00e3o t\u00eam acesso a uma linha de cr\u00e9dito bonificado, e em grande parte com garantia dada pelo Estado;<br \/>\n3. A Banca \"volta a poder dar cr\u00e9dito\", correndo um m\u00ednimo risco (tendencialmente nulo) de cr\u00e9dito mal parado, e assim garante rentabilidade;<br \/>\n4. O Estado agrada \u00e0s empresas, sustem os bancos, e ainda pode reaver d\u00edvidas que tinha por receber (seguran\u00e7a social e finan\u00e7as).<br \/>\n5. Politicamente \u00e9 poss\u00edvel anunciar novas linhas de cr\u00e9dito e novos milh\u00f5es de euros disponibilizados \u00e0s PME's, de forma cont\u00ednua. Na sua quinta edi\u00e7\u00e3o foram anunciados 750.000.000\u20ac. \u00c9 sempre bom saber que h\u00e1 muito dinheiro dispon\u00edvel para investimento.<br \/>\nAtendendo a que uma moeda tem sempre duas faces, aqui deixo algumas reflex\u00f5es:<br \/>\na) Por se tratar de uma linha de cr\u00e9dito, estamos naturalmente a falar de um empr\u00e9stimo, e os empr\u00e9stimos t\u00eam de ser devolvidos.<br \/>\nb) Na pr\u00e1tica, o Estado deu aos bancos a an\u00e1lise de risco do cr\u00e9dito que ele pr\u00f3prio vai garantir e em parte bonificar. \u00c9 certo que os bancos ir\u00e3o tentar garantir o recebimento da d\u00edvida por todos os meios, em caso de incumprimento, e at\u00e9 podem exigir garantias adicionais aos devedores, mesmo na componente garantida pelo Estado (!). Parece-me que foram estes mesmos bancos que em grande parte estiveram envolvidos nos \u00faltimos acontecimentos financeiros nada favor\u00e1veis \u00e0 economia.<br \/>\nc) Politicamente o Estado vai poder anunciar, permanentemente, nova disponibiliza\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de euros, cada vez que come\u00e7arem a ser devolvidos os montantes das linhas anteriores, logo se infere que se trata sempre do mesmo dinheiro disponibilizado, isto \u00e9, pass\u00edvel de garantia e bonifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nd) Os bancos t\u00eam assim o apoio do Estado, n\u00e3o lhes injectando dinheiro directamente (que a sociedade em geral n\u00e3o veria com bons olhos), mas permitindo-lhe, de igual forma, a sua disponibiliza\u00e7\u00e3o, altas taxas de rentabilidade atrav\u00e9s de pagamento de juros, e dando-lhes garantia de reembolso. Os spreads e a rentabilidade garantida n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o baixos, para um empr\u00e9stimo que em grande parte tem uma garantia do Estado.<br \/>\ne) O Estado at\u00e9 pode vir a garantir empr\u00e9stimos que sejam suporte ao pagamento de d\u00edvidas ao pr\u00f3prio Estado. Sim, \u00e9 poss\u00edvel!<br \/>\nf) N\u00e3o s\u00e3o conhecidas, de forma clara, as taxas de incumprimento (e portanto tamb\u00e9m inclu\u00eddo o potencial \"erro\" de an\u00e1lise banc\u00e1ria) das linhas de cr\u00e9dito anteriores.<br \/>\nNa sua ess\u00eancia, a linha de cr\u00e9dito PME INVESTE \u00e9, na minha opini\u00e3o (no actual contexto pol\u00edtico-econ\u00f3mico), uma das medidas mais inteligentes (consegue matar v\u00e1rios coelhos, qui\u00e7\u00e1 lebres, de uma cajadada s\u00f3!), no entanto, n\u00e3o tenho as garantias suficientes que ela ser\u00e1 aplicada tal e qual foi idealizada. N\u00e3o tenho a certeza que o seu autor seja aquele que a est\u00e1 aplicar e assim, eventualmente, n\u00e3o esteja a ser subvertido o processo. N\u00e3o sei ainda o custo que tal medida teve\/ter\u00e1, nem se foi realizada uma avalia\u00e7\u00e3o de impacte, ou delineados mecanismos de controlo e acompanhamento. A resposta a este conjunto de quest\u00f5es poder\u00e1 ser a diferen\u00e7a futura e o saldo negativo desta linha.<br \/>\nPerguntar-me-\u00e3o, se n\u00e3o devia ou podia esta cr\u00f3nica estar noutra sec\u00e7\u00e3o de economia, que n\u00e3o a de Fraude? Respondo como o outro: \"Poder podia, mas n\u00e3o era a mesma coisa!\"<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Santos, Vis\u00e3o on line, Considerando que estou do lado de quem tem poder de decis\u00e3o (que n\u00e3o estou!), aquela que considero ser uma das ideias mais interessante do actual contexto pol\u00edtico-econ\u00f3mico vai j\u00e1 na sua quinta edi\u00e7\u00e3o e est\u00e1 mais ousada que nunca. 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