{"id":953,"date":"2010-03-04T00:00:00","date_gmt":"2010-03-04T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=953"},"modified":"2015-12-04T19:20:11","modified_gmt":"2015-12-04T19:20:11","slug":"jose-socrates-foi-vitima-de-fraude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=953","title":{"rendered":"Jos\u00e9 S\u00f3crates foi v\u00edtima de Fraude!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Henrique Santos, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/jose-socrates-foi-vitima-de-fraude=f550482\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/VisaoE059.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>A press\u00e3o de desejar que algu\u00e9m lesse esta cr\u00f3nica, que decorre da oportunidade de estar a escrever nesta sec\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o on-line, e racionalizado na import\u00e2ncia do que escrevo (que de resto n\u00e3o vale mais do que lhe atribu\u00edrem), justificaram este t\u00edtulo qui\u00e7\u00e1 fraudulento. Mas consegui trazer o leitor at\u00e9 mim, por isso valeu a pena (mais uma racionaliza\u00e7\u00e3o)!<!--more--><br \/>\nDe facto, a primeira ideia que me ocorreu com um t\u00edtulo destes, no actual contexto pol\u00edtico, e numa cr\u00f3nica sobre gest\u00e3o de fraude, foi que podia ter um efeito perverso. No entanto n\u00e3o \u00e9 isso que pretendo (\u00e9 que come\u00e7o a ter a mania de tentar simplificar as coisas ao m\u00e1ximo). V\u00e3o perceber porqu\u00ea.<br \/>\nPara explicar o contexto em que a fraude surge, existe sempre um quadro situacional que justifica o seu cometimento. Esse quadro est\u00e1 intimamente ligado ao modelo do Tri\u00e2ngulo da Fraude, desenhado por Donald Cressey, capaz de nos surpreender (na cr\u00f3nica desta sec\u00e7\u00e3o de 24 de Setembro de 2009, da autoria de Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, encontra-se plasmado e explicado este modelo de forma exemplar).<br \/>\nNo seio deste modelo, em poucas palavras, pode dizer-se que quem comete fraude o faz sob a \u00e9gide desse tri\u00e2ngulo que o perseguir\u00e1 para sempre, tal e qual as iniciais de Jesus Cristo na cruz. Assim, se algu\u00e9m cometeu fraude, foi porque alguma press\u00e3o teve para a cometer (a \"fome\" com que estava), a oportunidade surgiu (n\u00e3o estava ali ningu\u00e9m para ver), e o processo de racionaliza\u00e7\u00e3o aconteceu (se eu n\u00e3o tirasse dali o \"presunto\" ainda se estragava, assim comi-o). Ora, s\u00e3o justamente estes, os tr\u00eas v\u00e9rtices do tri\u00e2ngulo: Press\u00e3o, Oportunidade e Racionaliza\u00e7\u00e3o. Saliento que, se colocarmos a segunda parte deste par\u00e1grafo no tempo verbal futuro, podemos, como facilmente se conclui, ter uma ferramenta que, al\u00e9m de detectar e combater, tamb\u00e9m permitir\u00e1 controlar e prevenir a fraude.<br \/>\nAssim, falar em Jos\u00e9 S\u00f3crates nesta altura do campeonato, numa sec\u00e7\u00e3o t\u00e3o sui generis como esta, traz as suas vantagens (ainda que o meu objectivo esteja longe de o condenar ou ilibar; n\u00e3o tenho, de todo, mat\u00e9ria, nem compet\u00eancia, para tal). E porque estamos num campeonato pol\u00edtico onde n\u00e3o se marcam golos para Portugal, podia ser tentado a dizer: \"Deixem jogar [Governar] o S\u00f3crates\"! Assim, talvez conseguisse o apoio do conjunto dos seis milh\u00f5es de portugueses de que tanto se fala, afinal Jos\u00e9 S\u00f3crates foi v\u00edtima de fraude!<br \/>\nPense comigo. Quem elegeu o actual Primeiro-Ministro, sob a perspectiva do modelo de Crassey, cometeu fraude com Jos\u00e9 S\u00f3crates: Com a press\u00e3o de ter de se eleger \"algu\u00e9m\", com a democr\u00e1tica oportunidade que lhe foi dada para o fazer (as elei\u00e7\u00f5es), logo racionalizou (s\u00e3o todos iguais), e votou nele. Que maior finta podia o eleitorado cometer para com S\u00f3crates! Agora, quero ver como se vai safar.<br \/>\nO pior, \u00e9 que a fraude foi cometida contra a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o de que fazemos parte (Portugal). Ser\u00e1 que algu\u00e9m deu um tiro no pr\u00f3prio p\u00e9?<br \/>\nE o pr\u00f3prio Jos\u00e9 S\u00f3crates, pela oportunidade que lhe deram de governar (resultado das elei\u00e7\u00f5es), tamb\u00e9m vive sob uma enorme press\u00e3o (tem de fazer, mas\u2026 se faz, \u00e9 porque faz mal, se n\u00e3o faz, \u00e9 porque n\u00e3o faz), que agora, mais do que nunca, est\u00e1 capaz de racionalizar (j\u00e1 que fico com a fama\u2026)! Pelo sim pelo n\u00e3o, o ideal \u00e9 evitarmos que o press\u00e1gio do Tri\u00e2ngulo se cumpra. \u00c9 que eu j\u00e1 fiz o teste, e Ele est\u00e1 em todas!<br \/>\nSimplifiquei de mais?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Santos, Vis\u00e3o on line, A press\u00e3o de desejar que algu\u00e9m lesse esta cr\u00f3nica, que decorre da oportunidade de estar a escrever nesta sec\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o on-line, e racionalizado na import\u00e2ncia do que escrevo (que de resto n\u00e3o vale mais do que lhe atribu\u00edrem), justificaram este t\u00edtulo qui\u00e7\u00e1 fraudulento. 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