{"id":951,"date":"2010-02-18T00:00:00","date_gmt":"2010-02-18T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=951"},"modified":"2015-12-04T19:20:12","modified_gmt":"2015-12-04T19:20:12","slug":"combate-a-corrupcao-e-ao-crime-economico-precisamos-de-uma-nova-abordagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=951","title":{"rendered":"Combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e ao crime econ\u00f3mico &#8211; precisamos de uma nova abordagem?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Fernando Costa Lima, <span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span><\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/combate-a-corrupcao-e-ao-crime-economico-precisamos-de-uma-nova-abordagem=f548492\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/VisaoE057.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o e o crime econ\u00f3mico n\u00e3o se conseguem medir. Significa isto que n\u00e3o h\u00e1 uma ideia da verdadeira dimens\u00e3o do problema.<!--more--><br \/>\nO que existe s\u00e3o percep\u00e7\u00f5es. As pessoas pensam que h\u00e1 corrup\u00e7\u00e3o generalizada, ou porque j\u00e1 tiveram que pagar uma \"gratifica\u00e7\u00e3o\" para um assunto \"burocr\u00e1tico\" se resolver mais rapidamente ou porque algu\u00e9m disse, \u00e0 mesa do caf\u00e9 ou no autocarro, que \"todo e qualquer pol\u00edtico \u00e9 corrupto\".<br \/>\nPor isso mesmo quando se fala do posicionamento de Portugal no ranking da corrup\u00e7\u00e3o, fala-se de um \u00edndice de percep\u00e7\u00f5es e n\u00e3o de uma medida, mais uma vez, da verdadeira dimens\u00e3o do problema.<br \/>\nComo tem evolu\u00eddo precisamente o \"Corruption Perceptions Index\" publicado anualmente pela Transparency International, em rela\u00e7\u00e3o a Portugal?<br \/>\nDito da forma que mais leva a opini\u00e3o p\u00fablica a pensar que a corrup\u00e7\u00e3o (e consequentemente o crime econ\u00f3mico) se tem agravado em Portugal: PORTUGAL CAIU 14 LUGARES NO RANKING DA CORRUP\u00c7\u00c3O EM 10 ANOS.<br \/>\nDada a forma como o \u00edndice e o ranking s\u00e3o calculados pode bem dar-se o caso de um determinado pa\u00eds cair no ranking e, mesmo assim, o \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o ter melhorado.<br \/>\nO que quero dizer com isto \u00e9 que o \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o para Portugal n\u00e3o piorou tanto quanto a queda no ranking pareceria indiciar.<br \/>\nEsta conclus\u00e3o mais ou menos \"acad\u00e9mica\" pouco importa para aquilo que verdadeiramente \u00e9 importante: a \"percep\u00e7\u00e3o\" da corrup\u00e7\u00e3o (e do crime econ\u00f3mico) \u00e9 o que verdadeiramente mina as funda\u00e7\u00f5es de uma sociedade.<br \/>\nApenas a t\u00edtulo de exemplo: qual \u00e9 o cidad\u00e3o que sente um \"impulso\" para ser correcto e honesto se pensar que \"os corruptos e os malandros\" continuam impunes?<br \/>\nO que \u00e9 ent\u00e3o necess\u00e1rio fazer?<br \/>\nNo meu entender \u00e9 preciso uma nova abordagem, uma nova perspectiva.<br \/>\nEm primeiro lugar, e numa perspectiva de curto prazo, os cidad\u00e3os s\u00f3 deixar\u00e3o de pensar que os corruptos se mant\u00eam impunes no dia em que houver condena\u00e7\u00f5es. Isto \u00e9, no dia em que houver resultados efectivos. E n\u00e3o se pense que um suced\u00e2neo das condena\u00e7\u00f5es s\u00e3o as not\u00edcias de \"algu\u00e9m foi acusado\" ou at\u00e9 as not\u00edcias de que \"algu\u00e9m est\u00e1 a ser investigado\" com todos os detalhes que, perante a opini\u00e3o, essa pessoa j\u00e1 est\u00e1 condenada. Este caminho \u00e9 um p\u00e9ssimo servi\u00e7o \u00e0 sociedade e n\u00e3o estou aqui a condenar os jornais e os jornalistas que apenas escrevem o que se lhes diz e o que se lhes conta. N\u00e3o me parece que o problema esteja tamb\u00e9m nas leis e nos meios (ou a falta deles), como tantas vezes se ouve. Muito menos se resolve o problema com semin\u00e1rios, palestras e entrevistas. Sou um grande adepto e cada vez estou mais convencido que, nestas mat\u00e9rias e muitas outras, \u00e9 preciso falar menos e fazer mais.<br \/>\nEm segundo lugar, e numa perspectiva de m\u00e9dio prazo, penso que \u00e9 preciso fazer algo em termos de educa\u00e7\u00e3o, em termos de incutir aos nossos jovens os valores eternos de uma sociedade civilizada: a \u00e9tica, a integridade, a responsabilidade, o respeito pela lei, o respeito pelos direitos dos outros, o amor ao trabalho, a pontualidade, o esfor\u00e7o pela poupan\u00e7a, o desejo de supera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas este poder\u00e1 ser o tema para uma pr\u00f3xima cr\u00f3nica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Costa Lima, Vis\u00e3o on line, A corrup\u00e7\u00e3o e o crime econ\u00f3mico n\u00e3o se conseguem medir. 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