{"id":940,"date":"2009-12-10T00:00:00","date_gmt":"2009-12-10T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=940"},"modified":"2015-12-04T19:20:15","modified_gmt":"2015-12-04T19:20:15","slug":"chegaram-as-auditorias-milagrosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=940","title":{"rendered":"Chegaram as auditorias \u00abmilagrosas\u00bb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Nuno Moreira, <span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span><\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/chegaram-as-auditorias-milagrosas=f539737\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/VisaoE047.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>O leque de empresas supostamente envolvidas na teia de neg\u00f3cios do processo 'Face Oculta' n\u00e3o parou de aumentar. E s\u00e3o empresas com departamentos de Auditoria Interna, sujeitas tamb\u00e9m a Auditoria Externa \/Revis\u00e3o Oficial de Contas e at\u00e9 empresas cotadas, sujeitas a supervis\u00e3o pela CMVM (Comiss\u00e3o do Mercado de Valores Mobili\u00e1rios).<!--more--><br \/>\nTemos \"filtros\" para todos os gostos mas, reconhe\u00e7amos, pouco eficazes a detectar a Fraude.<br \/>\nPorqu\u00ea que a rotina habitual do trabalho de Auditoria (Interna e Externa), habitualmente, n\u00e3o detecta a fraude? Porqu\u00ea que a Auditoria s\u00f3 chega a conclus\u00f5es acerca da avalia\u00e7\u00e3o do risco de fraude ou acerca de situa\u00e7\u00f5es de fraude efectiva, em trabalhos de car\u00e1cter extraordin\u00e1rio, \"contratados\" para o efeito?<br \/>\nA grande maioria n\u00e3o percebe, e \u00e9 indispens\u00e1vel explicar, sob pena de a nossa sociedade se permitir duvidar do valor da fun\u00e7\u00e3o de Auditoria.<br \/>\n\u00c9 ben\u00e9fico a sociedade estar atenta, pressionar e \"puxar\" pela fun\u00e7\u00e3o de Auditoria, contribuindo para a sua evolu\u00e7\u00e3o mas o gap entre o que a sociedade cr\u00ea que s\u00e3o as responsabilidades dos Auditores e a responsabilidade efectiva e actual da fun\u00e7\u00e3o de Auditoria n\u00e3o pode ser excessivo, sob pena desta importante fun\u00e7\u00e3o sair descredibilizada.<br \/>\nA Auditoria \"Tradicional\" que conhecemos tem limita\u00e7\u00f5es no confronto directo com a Fraude, desde logo, pelo facto dos seus standards n\u00e3o lhe atribu\u00edrem actualmente uma responsabilidade prim\u00e1ria no seu combate. Mas tamb\u00e9m, limita\u00e7\u00f5es que decorrem da sua pr\u00f3pria metodologia e pressupostos, nomeadamente, por ser governada pela \"Materialidade\" e recorrer a t\u00e9cnicas de amostragem; ali\u00e1s, assumido na \"seguran\u00e7a razo\u00e1vel\" (reasonable assurance) das suas conclus\u00f5es.<br \/>\nMas ent\u00e3o, porqu\u00ea pedir uma 2\u00aa vez a estes Auditores para realizarem, agora, uma Auditoria diferente, \"Milagrosa\", perspectivando mesmo concluir, com \"seguran\u00e7a \"absoluta\", acerca de situa\u00e7\u00f5es de Fraude? Ser\u00e1 que da primeira vez n\u00e3o atenderam \u00e0 Fraude?<br \/>\nN\u00e3o tenho qualquer d\u00favida que temos em Portugal, de uma maneira geral, excelentes profissionais, excelentes Auditores. O problema prende-se, sobretudo, com o objecto e objectivo de uma Auditoria \"Tradicional\" e os de uma Auditoria da Fraude (proactiva e reactiva), os quais s\u00e3o bem distintos e que, no segundo caso, implicam uma abordagem espec\u00edfica e compet\u00eancias pessoais significativamente mais abrangentes.<br \/>\nA prop\u00f3sito do processo \"Face Oculta\", temos vindo a assistir a solicita\u00e7\u00f5es de trabalho a que podemos denominar de Auditorias da Fraude, neste caso reactivas, mas que se insistiu em pedi-las aos Auditores \"Tradicionais\". N\u00e3o creio que sejam t\u00e3o eficazes como o desejado!<br \/>\nN\u00e3o porque os respectivos profissionais n\u00e3o sejam competentes, mas porque est\u00e3o \"formatados\" e vocacionados para outro tipo de Auditoria, a qual faz parte do seu dia-a-dia e onde t\u00eam muito mais experi\u00eancia.<br \/>\nOs nossos Auditores n\u00e3o podem querer ser \"Super-Homens\" e ao ter delegado, desde in\u00edcio do s\u00e9culo passado, a responsabilidade (prim\u00e1ria) pela preven\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o da fraude ao \u00d3rg\u00e3o de Gest\u00e3o das Empresas, indicia claramente a consci\u00eancia e o reconhecimento dessa limita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAssim, colocam-se necessariamente 2 alternativas \u00e0 Auditoria \"Tradicional\", cuja op\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que ser rapidamente tomada:<br \/>\n1. Est\u00e1 disposta a recuperar uma responsabilidade prim\u00e1ria no combate \u00e0 Fraude, a qual j\u00e1 assumiu at\u00e9 finais do s\u00e9culo XIX ?<br \/>\n2. Entende que esta responsabilidade deve permanecer no \u00d3rg\u00e3o de Gest\u00e3o das Empresas ?<br \/>\nNa primeira alternativa, pelo referido anteriormente, urge tomar uma decis\u00e3o adicional. Olhando a algumas boas experi\u00eancias no contexto internacional, em Portugal, ou a fun\u00e7\u00e3o de Auditoria cria uma especializa\u00e7\u00e3o dedicada especificamente ao fen\u00f3meno da fraude ou teremos de criar uma classe profissional aut\u00f3noma e preparada para o efeito, cujos alicerces n\u00e3o deixar\u00e3o de se sustentar parcialmente na Auditoria.<br \/>\nA maior associa\u00e7\u00e3o profissional mundial (ACFE - Association of Certified Fraud Examiners), sedeada nos EUA, desenvolve-o autonomamente. A especializa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o v\u00e1lida; se os M\u00e9dicos se especializam, se os Juristas tamb\u00e9m e se at\u00e9 os T\u00e9cnicos Oficiais de Contas, falam j\u00e1 em formar \"col\u00e9gios de especialidade\", porqu\u00ea que a Auditoria h\u00e1-de resistir?<br \/>\nSobretudo, urge tomar uma decis\u00e3o e avan\u00e7ar rapidamente num combate efectivo \u00e0 Fraude e n\u00e3o com solu\u00e7\u00f5es de compromisso!<br \/>\nNa segunda alternativa, caso a Auditoria n\u00e3o queira formal e publicamente assumir uma responsabilidade prim\u00e1ria no combate \u00e0 fraude, ent\u00e3o, inevitavelmente, a gest\u00e3o de topo das nossas empresas vai ter que assumir de uma vez por todas uma responsabilidade que j\u00e1 \u00e9 sua, por delega\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o de Auditoria.<br \/>\nN\u00e3o tenham receio em criar departamentos internos de \"Gest\u00e3o de Fraude\" e formar adequadamente a respectiva equipa. Se recearem denomin\u00e1-los desta forma, chamem-lhe \"Gest\u00e3o de Risco\" ou \"Auditoria Interna e Gest\u00e3o de Risco\" mas n\u00e3o descurem nunca uma responsabilidade prim\u00e1ria no que respeita ao fen\u00f3meno da Fraude. A rela\u00e7\u00e3o custo \/benef\u00edcio destas \"equipas\", que se desejam multidisciplinares, ser\u00e1 certamente favor\u00e1vel \u00e0s empresas e, sobretudo, \u00e0 nossa sociedade. Desde logo, por uma quest\u00e3o de responsabilidade social!<br \/>\nTemos desde 2008 em Portugal, sendo tamb\u00e9m in\u00e9dito a n\u00edvel europeu, uma forma\u00e7\u00e3o especializada em \"Gest\u00e3o de Fraude\" pela Universidade do Porto, a qual prepara inclusive para a certifica\u00e7\u00e3o pelos EUA como Certified Fraud Examiner, bem como, um Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude (OBEGEF), o qual, naturalmente, tem estado atento a esta e a outras quest\u00f5es, em especial, no desejo de contribuir e ser parte activa na busca de alternativas v\u00e1lidas no combate \u00e0 fraude em Portugal. Assim queiram os decisores deste pa\u00eds e, em menor escala, os respons\u00e1veis pela gest\u00e3o das nossas empresas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuno Moreira, Vis\u00e3o on line, O leque de empresas supostamente envolvidas na teia de neg\u00f3cios do processo &#8216;Face Oculta&#8217; n\u00e3o parou de aumentar. 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