{"id":919,"date":"2009-07-16T00:00:00","date_gmt":"2009-07-16T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=919"},"modified":"2015-12-04T19:20:20","modified_gmt":"2015-12-04T19:20:20","slug":"a-marca-ctt-nao-levou-a-carta-a-garcia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=919","title":{"rendered":"A marca CTT n\u00e3o levou a carta a Garcia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/a-marca-ctt-nao-levou-a-carta-a-garcia=f516563\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/VisaoE026.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>1. Os Correios em Portugal t\u00eam uma longa e honrada hist\u00f3ria.<br \/>\nRemonta ao ano de 1520 a cria\u00e7\u00e3o, por D. Manuel I, do Correio P\u00fablico, confiando a Lu\u00eds Homem o cargo de Correio-Mor. Desde ent\u00e3o assistimos ao alargamento geogr\u00e1fico da sua ac\u00e7\u00e3o - dentro de Portugal, nas rela\u00e7\u00f5es europeias, no contacto com \u00c1frica e o Brasil, no mundo -, a acordos entre Correios de diversos pa\u00edses, \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o de procedimentos, e at\u00e9 ao que hoje chamar\u00edamos privatiza\u00e7\u00f5es (atribui\u00e7\u00e3o da sua explora\u00e7\u00e3o a uma fam\u00edlia, como aconteceu em 1606 com a fam\u00edlia Gomes da Mata).<!--more--><br \/>\nO Correio P\u00fablico teve a capacidade de perceber que as formas de comunica\u00e7\u00e3o entre os homens est\u00e3o a evoluir e integrou no seu seio a telegrafia pr\u00e9-el\u00e9ctrica (tamb\u00e9m designada de visual) em 1807, a telegrafia el\u00e9ctrica em 1855. Um quarto de s\u00e9culo depois a Direc\u00e7\u00e3o Geral dos Correios e a Direc\u00e7\u00e3o Geral dos Telefones fundem-se. Desde ent\u00e3o o Correio, o Tel\u00e9grafo e o Telefone come\u00e7am a fornecer as iniciais do nome ainda hoje existente (CTT), apesar de desde 1992, ao passar de empresa p\u00fablica a sociedade an\u00f3nima, as telecomunica\u00e7\u00f5es terem passado para uma empresa aut\u00f3noma.<br \/>\nDesde o tempo dos correios-mores at\u00e9 ao fim do s\u00e9culo XX, os Correios foram uma institui\u00e7\u00e3o exemplar nos servi\u00e7os que prestavam, e que muito contribu\u00edram para a coes\u00e3o nacional, ligando cidad\u00e3os, frequentemente vivendo em regi\u00f5es isoladas onde a electricidade e a \u00e1gua canalizada n\u00e3o existiam. Exemplar igualmente no plano internacional como o comprovam a rapidez de adop\u00e7\u00e3o do selo postal - iniciado, como se sabe, em Inglaterra - e o facto de Portugal ter sido um dos vinte e dois pa\u00edses a constitu\u00edrem, em 1874, a Uni\u00e3o Postal Universal.<br \/>\nA tecnologia evolui, as formas de organiza\u00e7\u00e3o mudam e os comportamentos institucionais alteram-se. Os CTT do in\u00edcio do s\u00e9culo XXI teriam que se adaptar \u00e0s novas situa\u00e7\u00f5es mas muitas das mudan\u00e7as ent\u00e3o verificadas foram um atentado \u00e0 racionalidade econ\u00f3mica, uma afronta aos cidad\u00e3os deste pa\u00eds e \u00e0 sua coes\u00e3o, uma destrui\u00e7\u00e3o de muitos aspectos que tinham distinguido os CTT aos olhos de todos n\u00f3s.<br \/>\n2. N\u00e3o vamos falar nos ind\u00edcios de fraude que foram recentemente publicitados, h\u00e1 muito conhecidos nos seus contornos gerais, mas de um evento qui\u00e7\u00e1 menos detectado: a mudan\u00e7a do seu s\u00edmbolo.<br \/>\nEm 2004, em pleno \"reinado\" administrativo de Carlos Horta e Costa, alterou-se o s\u00edmbolo dos CTT. Passou-se da primeira para a segunda imagem que se segue:<br \/>\nDa compara\u00e7\u00e3o atenta do desenho percebemos que houve uma extravio da carta - talvez por isso \u00e9 que velocidade de entrega da correspond\u00eancia, em correio normal, diminuiu - apesar do cavaleiro continuar a utilizar uma corneta para an\u00fancio da chegada, maior e provavelmente mais potente.<br \/>\nA primeira quest\u00e3o que se coloca \u00e9 se justificaria esta mudan\u00e7a de s\u00edmbolo. Sabemos que o marketing tem insistido nesta vertente em muitos casos, mas ser\u00e1 que a concorr\u00eancia aos CTT o justificaria? Ser\u00e1 que a diferen\u00e7a \u00e9 t\u00e3o not\u00f3ria que imponha uma nova empatia com o Correios aos cidad\u00e3os e \u00e0s empresas? A nossa resposta \u00e9, claramente, n\u00e3o. N\u00e3o se justificava.<br \/>\nAcrescente-se que mais do \"dar nas vistas\" a mudan\u00e7a pretende exactamente o contr\u00e1rio: passar despercebida. \u00c9 no mesmo sentido a conclus\u00e3o que se tira quando se refere esta mudan\u00e7a no relat\u00f3rio e contas de 2004. No cap\u00edtulo \"Principais Acontecimentos do Ano\" dedica-se \u00e0 [ nova imagem ] (sic) apenas o texto seguinte:<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento de uma nova imagem institucional da marca CTT, mais apelativa para o mercado, transmitindo a mensagem de uma empresa em mudan\u00e7a, moderna e din\u00e2mica, que responde eficazmente \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o dos clientes e do mercado.<br \/>\nPara al\u00e9m do s\u00edmbolo, implicou tamb\u00e9m a reformula\u00e7\u00e3o da imagem das Lojas, do vestu\u00e1rio de servi\u00e7o e da frota e a uniformiza\u00e7\u00e3o da imagem de marca das v\u00e1rias empresas do Grupo.<br \/>\nQuatro linhas dram\u00e1ticas: n\u00e3o foi apenas o pagamento \u00e0 ag\u00eancia de publicidade mas tamb\u00e9m a obrigatoriedade de reformular todas as lojas, todas as viaturas, todo o vestu\u00e1rio.<br \/>\nN\u00e3o temos montantes do custo mas, como se diz no relat\u00f3rio de 2004, \"os Fornecimentos e Servi\u00e7os do Exterior evidenciaram um crescimento significativo face ao ano anterior\" tamb\u00e9m em resultado do \"forte investimento publicit\u00e1rio realizado\". Acrescente-se, nesse ano e seguintes, a renova\u00e7\u00e3o das lojas e de todas as viaturas.<br \/>\nAcrescente-se ainda eventuais neg\u00f3cios com a frota, com cerca de tr\u00eas mil viaturas, entre os Correios, no tempo do mesmo administrador, e o grupo SLN.<br \/>\n3. N\u00e3o sabemos se estamos perante simples actos de m\u00e1 gest\u00e3o e estupidez humana, perante actua\u00e7\u00f5es de \"responsabilidade social da empresa\" concretizada na distribui\u00e7\u00e3o de fundos de benefic\u00eancia a terceiros ou perante manifesta\u00e7\u00f5es de fraude.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Vis\u00e3o on line, 1. Os Correios em Portugal t\u00eam uma longa e honrada hist\u00f3ria. Remonta ao ano de 1520 a cria\u00e7\u00e3o, por D. Manuel I, do Correio P\u00fablico, confiando a Lu\u00eds Homem o cargo de Correio-Mor. 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