{"id":904,"date":"2009-04-02T00:00:00","date_gmt":"2009-04-02T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=904"},"modified":"2015-12-04T19:20:24","modified_gmt":"2015-12-04T19:20:24","slug":"observando-a-sombra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=904","title":{"rendered":"Observando a sombra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Oscar Afonso, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/observando-a-sombra=f503049\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/VisaoE011.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>O estudo e a reflex\u00e3o acad\u00e9mica da problem\u00e1tica da economia n\u00e3o-registada (vulgo economia sombra ou subterr\u00e2nea) t\u00eam sido claramente descorados por parte dos investigadores e dos pol\u00edticos portugueses. Com este procedimento, desconsidera-se injustificadamente a import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o ilegal e da produ\u00e7\u00e3o oculta (subdeclarada ou subterr\u00e2nea), sobretudo, mas tamb\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o informal, da produ\u00e7\u00e3o para uso pr\u00f3prio (autoconsumo) e da produ\u00e7\u00e3o subcoberta por defici\u00eancias da estat\u00edstica.<!--more--> Em termos econ\u00f3micos, trata-se de aceitar como consistente a informa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica (oficial, legal) quando, de acordo com s\u00f3lidos estudos existentes, se reconhece que essa economia oculta representa 18% do Produto Interno Bruto oficial. Trata-se, em suma, de aceitar que se avalie a actividade econ\u00f3mica de forma deficiente, se ignore e se fa\u00e7a ignorar uma parte da realidade social que a todos atinge, com obvias implica\u00e7\u00f5es na orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<br \/>\nPara al\u00e9m dos mantos di\u00e1fanos do \"pudor social\", para tal ter\u00e1 contribu\u00eddo o reduzido n\u00famero de investigadores portugueses, a complexidade do objecto de estudo, a escassez de fontes de dados e o (artificialmente) longo per\u00edodo de n\u00e3o recess\u00e3o da actividade econ\u00f3mica.<br \/>\nSer\u00e1 de esperar alguma altera\u00e7\u00e3o a este n\u00edvel?<br \/>\nO n\u00famero de investigadores portugueses n\u00e3o aumentou significativamente, alguns trabalhos divulgados pretensamente sobre a nossa realidade ainda carecem de rigor, o objecto de estudo n\u00e3o se simplificou e tamb\u00e9m n\u00e3o tem havido altera\u00e7\u00f5es significativas ao n\u00edvel das fontes. Por conseguinte, por estas raz\u00f5es, n\u00e3o ser\u00e3o de esperar altera\u00e7\u00f5es relevantes.<br \/>\nH\u00e1, contudo, dois novos factores que, suponho, conduzir\u00e3o ao fortalecimento do estudo e reflex\u00e3o acad\u00e9mica da problem\u00e1tica da economia n\u00e3o-registada em Portugal. Por um lado, o cen\u00e1rio macroecon\u00f3mico actual e, por outro lado, a inten\u00e7\u00e3o e a motiva\u00e7\u00e3o recente de alguns investigadores, docentes e gestores.<br \/>\nComecemos pela conjuntura macroecon\u00f3mica. Portugal \u00e9 uma pequena economia perif\u00e9rica, muito aberta ao exterior e com uma estrutura produtiva onde escasseia a qualifica\u00e7\u00e3o. Por esse motivo, a invers\u00e3o do ciclo econ\u00f3mico ser\u00e1 profundamente sentida em Portugal. Na aus\u00eancia esperada de uma resposta global, e da reduzida capacidade de interven\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds, haver\u00e1 adapta\u00e7\u00f5es mais ou menos individuais \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es da crise. Em muitos casos, essas adapta\u00e7\u00f5es consistir\u00e3o em actividades que se processam na economia n\u00e3o-registada. Ora a intensifica\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno n\u00e3o deixar\u00e1 certamente de motivar, sobretudo, a generalidade dos economistas e soci\u00f3logos. Como n\u00e3o deixar\u00e1 de aumentar a arg\u00facia de criminologistas, juristas e pol\u00edticos: ilegalidade e fraude s\u00e3o aspectos correlacionados.<br \/>\nPor outro lado, a crescente sensibilidade p\u00fablica a estas realidades, a forma\u00e7\u00e3o em gest\u00e3o de fraude e a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es preocupadas com estas problem\u00e1ticas, como \u00e9 o caso do Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude (OBEGEF), podem criar alertas sobre esta situa\u00e7\u00e3o. O Observat\u00f3rio, apostando em saberes diversificados - economistas, gestores, engenheiros, matem\u00e1ticos, juristas e outros - visa, \"promover a investiga\u00e7\u00e3o interdisciplinar sobre a economia n\u00e3o-registada e a fraude em Portugal\", acolhendo todos quantos de forma cient\u00edfica estejam interessados em desbravar este vasto terreno. Aqui deixamos o convite.<br \/>\nNo imediato, mas n\u00e3o imediatamente pelas raz\u00f5es acima expostas (complexidade do objecto e dos indicadores, custos), o Observat\u00f3rio prop\u00f5e-se estimar o peso sectorial, regional e global da economia n\u00e3o-registada em Portugal. Consolidado esse objectivo visa caminhar para uma an\u00e1lise mais detalhada das suas causas e consequ\u00eancias, da sua estrutura o peso econ\u00f3mico e social, da rela\u00e7\u00e3o entre a economia n\u00e3o-registada e a corrup\u00e7\u00e3o, do impacto desta no produto, no investimento, nas despesas governamentais e nos fluxos internacionais de bens e factores, no desenvolvimento e nas nossas condi\u00e7\u00f5es de vida.<br \/>\n\u00c9 um projecto t\u00e3o aliciante quanto dif\u00edcil. Por esse motivo insistimos: estamos dispon\u00edveis para acomodar todos os contributos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar Afonso, Vis\u00e3o on line, O estudo e a reflex\u00e3o acad\u00e9mica da problem\u00e1tica da economia n\u00e3o-registada (vulgo economia sombra ou subterr\u00e2nea) t\u00eam sido claramente descorados por parte dos investigadores e dos pol\u00edticos portugueses. 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