{"id":8941,"date":"2014-08-08T11:10:06","date_gmt":"2014-08-08T11:10:06","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=8941"},"modified":"2015-12-04T19:07:28","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:28","slug":"o-espirito-santo-saiu-do-adro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=8941","title":{"rendered":"O Esp\u00edrito Santo saiu do adro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta, Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"O Esp\u00edrito Santo saiu do adro\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/espirito-santo-saiu-adro\/pag\/-1\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19 size-full\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"O Esp\u00edrito Santo saiu do adro\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/I_086.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro pdf\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><b style=\"color: #000000;\"><\/b><\/a><\/p>\n<div class=\"field field-name-field-deck field-type-text field-label-hidden\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"field field-name-field-deck field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<div class=\"field field-name-field-deck field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<div class=\"field field-name-field-deck field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">Como afirmou Black (2005), a melhor forma de roubar um banco \u00e9 ter um. A experi\u00eancia portuguesa tamb\u00e9m o comprova<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<\/div>\n<p>29 de Outubro de 1929. Declara-se \u00a0a ent\u00e3o mais destruidora e prolongada crise do capitalismo. Quatro anos de quebra nos neg\u00f3cios, seguida de seis de estagna\u00e7\u00e3o, apenas superada pela Guerra Mundial (1939\/45). O Presidente Roosevelt dos EUA percebeu a incapacidade dos mercados e promoveu uma pol\u00edtica econ\u00f3mica activa (1933\/37). Esta foi validada pela obra de Keynes (1936), que mudou a nossa leitura da sociedade. Entretanto o Relat\u00f3rio do Banco de Portugal (1930) vangloriava-se de Salazar ser um exemplo europeu ao promover o equil\u00edbrio or\u00e7amental contra a crise. Na Europa associou-se fascismo e austeridade, uma bomba explosiva de conflitos sociais e de crimes.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria parece repetir-se em ondas c\u00edclicas de olvido e estupidez, express\u00e3o do dom\u00ednio econ\u00f3mico dos senhores do dinheiro, do poder e das ideias. O keynesianismo mostrou a sua capacidade para controlar, fiscalizar e gerir. A experi\u00eancia anterior foi demasiado sangrenta e inumana para ser esquecida; as institui\u00e7\u00f5es internacionais e a tecnologia criaram novas vias de coopera\u00e7\u00e3o, embora tamb\u00e9m de concorr\u00eancia. Roosevelt alertava para as semelhan\u00e7as entre os capitalistas organizados e as m\u00e1fias e hoje sabemos que liberdade de circula\u00e7\u00e3o de capitais e democracia s\u00e3o din\u00e2micas em conflito.<\/p>\n<p>A presente crise \u201cs\u00f3\u201d tem sete anos. Outros existir\u00e3o ainda de amargura e surpresas se se continuar a trilhar estes caminhos europeus da ignom\u00ednia intelectual e pol\u00edtica. A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica contempor\u00e2nea \u00e9 mais grave do que nos anos trinta. A produ\u00e7\u00e3o foi transferida dos pa\u00edses capitalistas centrais, que guardaram para si a actividade financeira de apropria\u00e7\u00e3o de renda, para a China e outros mais. O capital fict\u00edcio \u00e9 maior que nunca, goza de uma permiss\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o mundial, est\u00e1 fortemente concentrado e agrava as desigualdades sociais. O \u201c\u00f3dio de classe \u00e9 hoje dos ricos contra os pobres\u201d, dos que mandam contra os que sobrevivem, arrasando o humanismo e a justi\u00e7a, gerando ideologias com arrasadora capacidade de divulga\u00e7\u00e3o. Na conflu\u00eancia entre a redu\u00e7\u00e3o da carga fiscal, para os mais ricos e as grandes empresas mundiais, com a degrada\u00e7\u00e3o \u00e9tica e o individualismo exacerbado, entre a lucratividade sem responsabilidade social e o crime organizado, est\u00e3o os para\u00edsos fiscais e judici\u00e1rios, numa nuvem mundial liderada por Londres, os Estados Unidos e outros pa\u00edses \u201cbem comportados\u201d.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 simples: as desigualdades econ\u00f3micas aumentam, a ideologia neoliberal expande-se, os impostos s\u00e3o gravosamente pagos pelas pequenas e m\u00e9dias empresas e pelos trabalhadores por conta de outrem.<\/p>\n<p>Como afirmou Black (2005) a melhor forma de roubar um banco \u00e9 possuir um. A experi\u00eancia portuguesa tamb\u00e9m o comprova, apesar das declara\u00e7\u00f5es perempt\u00f3rias de ministros e governadores, desde o in\u00edcio desta crise, de que os bancos portugueses n\u00e3o praticaram os desvarios ianques e s\u00e3o s\u00f3lidos. S\u00e3o muitas as \u201cexcep\u00e7\u00f5es\u201d, mas as nossas \u201ccoroas de gl\u00f3ria\u201d s\u00e3o indubitavelmente o BPN e o BES.<\/p>\n<p>O Banco Central Europeu n\u00e3o confia nos Estados e a manipula\u00e7\u00e3o do mercado monet\u00e1rio e da d\u00edvida \u00e9 feita pelos impolutos bancos. Mas quando t\u00e3o talentosos engenheiros financeiros, doutores <em>honoris causa<\/em> pelo seu empreendedorismo, defraudam e roubam \u00e9 o Estado que interv\u00e9m, que garante a validade das medidas adoptadas, porque s\u00f3 ele tem a capacidade jur\u00eddica de fazer que tais crimes sejam pagos pelos cidad\u00e3os honestos.<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 10.0pt 0cm;\">A prociss\u00e3o do Esp\u00edrito Santo saiu do \u00e1trio. Aguardemos com temor pelas revela\u00e7\u00f5es demon\u00edacas no seu percurso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Jornal i &nbsp; Como afirmou Black (2005), a melhor forma de roubar um banco \u00e9 ter um. 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