{"id":8862,"date":"2014-07-18T08:26:07","date_gmt":"2014-07-18T08:26:07","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=8862"},"modified":"2015-12-04T19:07:29","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:29","slug":"presos-a-realidade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=8862","title":{"rendered":"Presos \u00e0 realidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"Presos \u00e0 realidade\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/presos-realidade\/pag\/-1\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19 size-full\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"Presos \u00e0 realidade\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/I_083.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro pdf\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><b style=\"color: #000000;\"><\/b><\/a><\/p>\n<div class=\"field field-name-field-deck field-type-text field-label-hidden\">\n<p>A realidade tem uma caracter\u00edstica que a torna incontorn\u00e1vel \u2013 ela imp\u00f5e-se por si s\u00f3<\/p>\n<p>...<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<\/div>\n<p>O Eurostat revelou h\u00e1 poucos dias os valores das taxas de natalidade registados em 2013 no conjunto dos pa\u00edses europeus - <a href=\"http:\/\/epp.eurostat.ec.europa.eu\/cache\/ITY_PUBLIC\/3-10072014-BP\/EN\/3-10072014-BP-EN.PDF\">http:\/\/epp.eurostat.ec.europa.eu\/cache\/ITY_PUBLIC\/3-10072014-BP\/EN\/3-10072014-BP-EN.PDF<\/a>.<\/p>\n<p>Portugal, que nos anos 60 apresentava taxas pr\u00f3ximas dos 25 nascimentos por cada 1000 habitantes, tem vindo a apresentar valores anuais tendencialmente mais baixos. A partir de 2006 pass\u00e1mos para valores abaixo dos 10 nascimentos por cada 1000 habitantes, e, de acordo com os dados agora revelados, registamos mesmo, em 2013, o valor mais baixo de entre todos os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, com uma taxa de natalidade de 7,9.<\/p>\n<p>Esta evolu\u00e7\u00e3o tem seguramente in\u00fameras explica\u00e7\u00f5es, que compreendem desde logo, pelas mais variadas raz\u00f5es, a op\u00e7\u00e3o assumida por muitos casais jovens a n\u00e3o quererem ter filhos. Tamb\u00e9m o contexto de crise profunda em que estamos mergulhados, que tem reduzido drasticamente o quadro de expectativas que permitam assumir com algum grau de certeza op\u00e7\u00f5es e responsabilidades que devem estar associadas \u00e0 paternidade, ser\u00e1 seguramente outro fator explicativo para esta evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema por\u00e9m \u2013 e esta \u00e9 verdadeiramente a raz\u00e3o pela qual trouxe hoje este tema \u00e0 reflex\u00e3o \u2013 \u00e9 que com a subsist\u00eancia desta tend\u00eancia \u2013 e o quadro de crise em que vivemos aponta precisamente nesse sentido - a pir\u00e2mide et\u00e1ria dos portugueses vai ficando gradualmente mais desequilibrada, traduzindo-se num envelhecimento gradual da popula\u00e7\u00e3o, com os consequentes efeitos da\u00ed resultantes, de que se deve destacar desde logo a quest\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas em idade ativa, a terem de suportar os custos relativos aos apoios de \u00e2mbito social dos mais velhos. Se lhe adicionarmos ainda a quest\u00e3o dos compromissos relativos aos elevados valores de endividamento externo do pa\u00eds, que, como temos vindo a sentir, s\u00e3o por si s\u00f3 de grande import\u00e2ncia, dado o efeito quase estrangulador que apresentam sobre a capacidade de desenvolvimento da nossa economia, rapidamente nos apercebemos que o futuro daqueles que agora nascem se apresenta j\u00e1, s\u00f3 com estes factores, com alguma complexidade, antevendo-se mesmo tempos e padr\u00f5es de vida com maiores dificuldades.<\/p>\n<p>E esta realidade, que \u00e9 muito objectiva e que se traduz simplesmente na redu\u00e7\u00e3o constante dos valores das taxas de natalidade, \u00e9, em si mesma, um elemento de import\u00e2ncia fundamental que n\u00e3o pode, nem deve, de modo algum deixar de ser considerado no quadro de desenho de estrat\u00e9gias e de pol\u00edticas p\u00fablicas para um desenvolvimento social sustentado.<\/p>\n<p>Este \u00e9, quer queiramos, quer n\u00e3o, um elemento a que n\u00e3o se pode fugir dada a sua for\u00e7a determinante para o nosso futuro colectivo. \u00c9 que a realidade tem uma caracter\u00edstica que a torna incontorn\u00e1vel \u2013 ela imp\u00f5e-se por si s\u00f3\u2026<\/p>\n<p>Por isso, por estarmos presos a esta realidade, importa que sejamos capazes de reequacionar, na devida raz\u00e3o, todo o enquadramento da nossa exist\u00eancia social e econ\u00f3mica, ainda que se traduza \u2013 j\u00e1 se est\u00e1 a traduzir \u2013 em sacrif\u00edcios, de modo a n\u00e3o deixarmos para as gera\u00e7\u00f5es futuras quest\u00f5es demasiado limitadoras da qualidade de vida a que legitimamente t\u00eam direito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i A realidade tem uma caracter\u00edstica que a torna incontorn\u00e1vel \u2013 ela imp\u00f5e-se por si s\u00f3 &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-8862","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8862","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8862"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8923,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8862\/revisions\/8923"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}