{"id":8609,"date":"2014-05-16T09:50:39","date_gmt":"2014-05-16T09:50:39","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=8609"},"modified":"2015-12-04T19:07:30","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:30","slug":"a-praia-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=8609","title":{"rendered":"A praia da Europa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jo\u00e3o Pedro Martins, Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"A praia da Europa\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/praia-da-europa\/pag\/-1\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Ma(n)chete de Kiev\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"A praia da Europa\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/I_074.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ler o crime com cuidado\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Maioria dos candidatos s\u00e3o ilustres desconhecidos e a generalidade dos eleitores deixou que lhes pusessem uma chucha no c\u00e9rebro e entrassem em modo abstencionista<\/div>\n<div><\/div>\n<div><!--more--><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es europeias est\u00e3o \u00e0 porta, resta saber quantos portugueses est\u00e3o dispostos a trocar o sol e a praia, ou a festa do futebol, por uma reflex\u00e3o profunda sobre a Europa e perceber quanto vale um voto.<\/p>\n<p>O abismo que separa os candidatos ao Parlamento Europeu dos eleitores portugueses parece cada vez mais intranspon\u00edvel. Os 28 Estados-membros v\u00e3o eleger 751 deputados, dos quais apenas 21 representam o voto dos eleitores portugueses.<\/p>\n<p>A maioria dos candidatos s\u00e3o ilustres desconhecidos e a generalidade dos eleitores deixou que lhes pusessem uma chucha no c\u00e9rebro e entrassem em modo abstencionista.<\/p>\n<p>Se compararmos os mais de seis mil euros livres de impostos que cada deputado europeu recebe no fim do m\u00eas com o rendimento de muitos portugueses que s\u00e3o v\u00edtimas de desemprego ou de cortes salariais, facilmente encontramos um motivo para o crescimento da absten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A austeridade em nome da <em>troika<\/em>, onde a Comiss\u00e3o Europeia e o Banco Central Europeu tiveram um papel determinante, fez que muitos portugueses deixassem de acreditar no projeto europeu como a resposta da democracia e da solidariedade e aparecessem reminisc\u00eancias de um passado nazi de profunda desigualdade social.<\/p>\n<p>Temos de nos lembrar que anualmente h\u00e1 um milh\u00e3o de milh\u00f5es de euros que desaparece na Europa devido \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0 evas\u00e3o fiscal. Martin Schulz, o candidato do Partido Socialista Europeu \u00e0 presid\u00eancia da Comiss\u00e3o Europeia diz que \u201c\u00c9 altura de os que causaram a crise serem chamados a pagar\u201d. O pol\u00edtico alem\u00e3o defende mesmo que as multinacionais t\u00eam de pagar impostos onde os lucros s\u00e3o obtidos e critica a evas\u00e3o fiscal dos especuladores e multinacionais que escondem o dinheiro em para\u00edsos fiscais e obrigam os pequenos contribuintes a pagar a fatura.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das raz\u00f5es que nos deve fazer refletir quando votarmos para o Parlamento Europeu e decidir se queremos que o sucessor de Dur\u00e3o Barroso seja o luxemburgu\u00eas Juncker, que governou um para\u00edso fiscal, ou o alem\u00e3o Schulz que promete uma Europa com uma pol\u00edtica de transpar\u00eancia e de combate \u00e0 evas\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p>O economista Thomas Piketty deixou-nos um aviso preocupante: \u201cO fosso entre ricos e pobres amea\u00e7a destruir-nos.\u201d<\/p>\n<p>O capitalismo nasceu cego e nunca vai crescer com a vis\u00e3o de igualdade e justi\u00e7a. A pol\u00edtica que nos chega de Bruxelas tem privilegiado os piratas e terroristas fiscais, fazendo que os ricos sejam cada vez mais ricos e vivam \u00e0 custa do suor dos mais pobres.<\/p>\n<p>Avaliando o desempenho dos 22 deputados portugueses no Parlamento Europeu, \u00e9 f\u00e1cil perceber que Elisa Ferreira foi a eurodeputada que mais trabalhou pela transpar\u00eancia fiscal, dando um contributo decisivo, no \u00e2mbito da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f3micos e Monet\u00e1rios (ECON), para que o Parlamento Europeu estabelecesse regras claras de forma a que as grandes empresas de petr\u00f3leo, g\u00e1s, min\u00e9rios e madeira sejam obrigadas a divulgar os pagamentos efetuados a governos, por pa\u00eds e por projeto, sempre que os montantes envolvidos ascendam a 100 mil euros.<\/p>\n<p>\u00c9 um orgulho ter deputados como Elisa Ferreira que colocou um trav\u00e3o na falta de transpar\u00eancia e na corrup\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria extrativa, ou a acutil\u00e2ncia de Ana Gomes na defesa dos direitos humanos, ou ainda a irrever\u00eancia de Marisa Matias no combate aos medicamentos falsificados, ou at\u00e9 mesmo a tenacidade de Rui Tavares na den\u00fancia de um estado ditatorial na Hungria.<\/p>\n<p>As alternativas \u00e0 austeridade passam pelo voto no pr\u00f3ximo dia 25 ou pelo branqueamento numa praia portuguesa. Basta escolher onde queremos ver o sol a brilhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Pedro Martins, Jornal i Maioria dos candidatos s\u00e3o ilustres desconhecidos e a generalidade dos eleitores deixou que lhes pusessem uma chucha no c\u00e9rebro e entrassem em modo abstencionista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-8609","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8609"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8609\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8632,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8609\/revisions\/8632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}