{"id":7917,"date":"2014-04-10T09:01:35","date_gmt":"2014-04-10T09:01:35","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=7917"},"modified":"2015-12-04T19:11:49","modified_gmt":"2015-12-04T19:11:49","slug":"o-que-uma-fatura-de-gasoleo-pode-tapar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=7917","title":{"rendered":"O que uma fatura de gas\u00f3leo pode tapar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Alves\u00a0, Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/o-que-uma-fatura-de-gasoleo-pode-tapar=f776103\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/VisaoE273.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\"><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\"><b>\u00a0<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\">Quantas vezes solicita a fatura quando abastece o seu autom\u00f3vel? Talvez ainda n\u00e3o se tenha apercebido, mas as faturas de gas\u00f3leo s\u00e3o a panaceia para documentar situa\u00e7\u00f5es do quotidiano das organiza\u00e7\u00f5es que configuram verdadeiras situa\u00e7\u00f5es de fraude. Vejamos um exemplo que, embora imaginado, julgo espelhar bem este fen\u00f3meno.<!--more--><\/span><i>Um jovem acabado de licenciar na \u00e1rea da Gest\u00e3o decidiu constituir a sua pr\u00f3pria empresa e concretizar um sonho de crian\u00e7a. <\/i><i>A empresa tinha de se tornar conhecida. Foi ent\u00e3o que decidiu: \u2013 Farei uma campanha de marketing direto oferecendo um dos meus produtos. <\/i><i>Ap\u00f3s tomada a decis\u00e3o, apressou-se a solicitar o contacto de um grupo de estudantes para realizar o servi\u00e7o. No primeiro encontro que teve com um deles, o representante do grupo mostrou total disponibilidade para prestarem o servi\u00e7o pretendido. Ao abordar a forma de pagamento e o documento legalmente v\u00e1lido que teriam de entregar \u00e0 empresa o estudante disse perentoriamente que n\u00e3o poderiam entregar qualquer documento. O jovem empres\u00e1rio, ainda habituado aos formalismos que aprendera na escola, retorquiu de imediato: - Assim n\u00e3o podem prestar o servi\u00e7o, dada a necessidade de termos um documento v\u00e1lido que comprove a presta\u00e7\u00e3o do mesmo.<\/i><\/p>\n<p><i>O estudante tratou de apresentar uma solu\u00e7\u00e3o, pelos vistos comum nestes casos. - Nunca tivemos problema com outras empresas porque a falta de documento se resolve com umas \u201cfaturinhas\u201d de gas\u00f3leo. Acrescentou ainda: - Depois de acertarmos o valor do servi\u00e7o, apenas \u00e9 necess\u00e1rio fornecer-me o NIF da empresa. O jovem empres\u00e1rio ficou um pouco perplexo e sentiu-se at\u00e9 envergonhado. - Essa forma de atuar n\u00e3o \u00e9 compagin\u00e1vel com os meus princ\u00edpios e com tudo o que aprendi durante a minha forma\u00e7\u00e3o, porquanto n\u00e3o pretendo esse tipo de atua\u00e7\u00e3o na minha empresa. Comprometo-me a analisar melhor a situa\u00e7\u00e3o e a contact\u00e1-lo mais tarde.<\/i><\/p>\n<p><i>Embora tenha reconhecido vantagens para ambas as partes, o jovem empres\u00e1rio n\u00e3o aceitou a proposta apresentada. Tentou encontrar outras pessoas para prestarem o servi\u00e7o, mas o modus operandi era sempre igual. \u00c0 falta de alternativa, a campanha de marketing direto acabou por se realizar com os Colaboradores da pr\u00f3pria empresa. <\/i><\/p>\n<p><i>Dias mais tarde, o jovem empres\u00e1rio, em conversa com um seu cliente, amigo e tamb\u00e9m empres\u00e1rio experiente, comentou em tom de desabafo a situa\u00e7\u00e3o vivida anteriormente. <\/i><\/p>\n<p><i>O empres\u00e1rio experiente, que nem precisou de ouvir contar toda a hist\u00f3ria, come\u00e7ou por se rir a bandeiras despregadas, dizendo: - \u00d3 meu bom rapaz, olha que as \u201dfaturinhas\u201d de gas\u00f3leo s\u00e3o muito \u00fateis no dia-a-dia das empresas. E come\u00e7ou por lhe referir pelo menos duas situa\u00e7\u00f5es: o trabalho suplementar, sobretudo aos s\u00e1bados; e a contrata\u00e7\u00e3o, para servi\u00e7os pontuais, de pessoas desempregadas que beneficiam de subs\u00eddio de desemprego. <\/i><\/p>\n<p><i>- Muitas vezes para convencer os Colaboradores a aceitarem determinados trabalhos ao s\u00e1bado, o pagamento n\u00e3o pode ser feito pelo expediente normal do processamento de sal\u00e1rios na empresa, porque eles dizem que dessa forma n\u00e3o recebem quase nada j\u00e1 que se vai \u201ctodo\u201d em IRS e Seguran\u00e7a Social. <\/i><\/p>\n<p><i>E continuou: - Os pagamentos de servi\u00e7os n\u00e3o declarados e suportados em faturas de gas\u00f3leo s\u00e3o vantajosos para ambas as partes. Por exemplo, a empresa n\u00e3o paga Seguran\u00e7a Social e ainda pode deduzir o IVA da fatura. Imagina a seguinte situa\u00e7\u00e3o: Em tempos acordei com um Colaborador pagar-lhe 100\u20ac l\u00edquidos para que este desenvolvesse um determinado servi\u00e7o ao s\u00e1bado. A empresa acabou por registar um gasto de apenas 81,30\u20ac. Caso o pagamento se efetuasse atrav\u00e9s do processamento de sal\u00e1rios, o gasto para a empresa seria de aproximadamente 160\u20ac. Ainda tens d\u00favidas relativamente \u00e0s vantagens das \u201cfaturinhas\u201d de gas\u00f3leo? Olha que eu s\u00f3 tenho a quarta classe e isto ningu\u00e9m me ensinou. V\u00ea l\u00e1 se aprendes! <\/i><\/p>\n<p><i>O jovem empres\u00e1rio ficou completamente at\u00f3nito depois da li\u00e7\u00e3o que acabara de receber do amigo. Nos dias seguintes, as \u201cfaturinhas\u201d de gas\u00f3leo n\u00e3o lhe sa\u00edam do pensamento e a pergunta que lhe ocorria era sempre a mesma: - Serei um empres\u00e1rio de sucesso se n\u00e3o enveredar tamb\u00e9m eu por este tipo de expediente? <\/i><\/p>\n<p>Uma das formas que certamente contribuir\u00e1 para diminuir a utiliza\u00e7\u00e3o indevida das faturas de gas\u00f3leo consiste em que todos n\u00f3s solicitemos a fatura quando abastecemos a viatura. Agora ainda com a vantagem de podermos vir a ser premiados com um autom\u00f3vel se formos contemplados no sorteio \u201cFatura da Sorte\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Alves\u00a0, Vis\u00e3o on line, \u00a0Quantas vezes solicita a fatura quando abastece o seu autom\u00f3vel? 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