{"id":6718,"date":"2013-11-28T18:31:54","date_gmt":"2013-11-28T18:31:54","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=6718"},"modified":"2015-12-04T19:14:18","modified_gmt":"2015-12-04T19:14:18","slug":"a-obra-do-fim-de-mandato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=6718","title":{"rendered":"A obra do fim de mandato"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Maria Am\u00e9lia Monteiro, Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/a-obra-do-fim-de-mandato=f759233\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/VisaoE254.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>J\u00e1 tinha esgotado h\u00e1 muito a capacidade de endividamento com todas aquelas rotundas, est\u00e1tuas e ruas.<br \/>\n...<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Tinha acabado de sair da reuni\u00e3o da ANMP em Coimbra e aquela ideia n\u00e3o lhe sa\u00eda da cabe\u00e7a: o seu colega, do partido advers\u00e1rio, presidia aos destinos de uma c\u00e2mara com a dimens\u00e3o da sua e tinha conseguido financiar aquela que seria a obra da sua vida. J\u00e1 tinha esgotado h\u00e1 muito a capacidade de endividamento com todas aquelas rotundas, est\u00e1tuas e ruas.<\/p>\n<p>E at\u00e9 lhe tinha dado todas as pistas e contactos: s\u00f3 tinha que convocar uma reuni\u00e3o com a empresa que lhe apresentaria um estudo de viabilidade econ\u00f3mica para criar uma empresa que garantia a constru\u00e7\u00e3o da obra da sua vida.<\/p>\n<p>Era s\u00f3 mudar o nome do projeto, do munic\u00edpio e da empresa a criar. Assim garantia o financiamento da obra e, desde que fosse reposto o equil\u00edbrio das contas da empresa em que a C\u00e2mara ia participar, nem sequer tinha problemas com o endividamento da c\u00e2mara, h\u00e1 muito ultrapassado. Para al\u00e9m disso, como s\u00f3 ia ter 49% do capital da empresa, nem sequer tinha que comunicar a sua cria\u00e7\u00e3o \u00e0s entidades que exerciam o controlo financeiro. Passaria praticamente despercebida nas contas.<\/p>\n<p>S\u00f3 tinha que levar o projeto \u00e0 C\u00e2mara e \u00e0 Assembleia onde tinha a maioria para o fazer passar e onde a massa cr\u00edtica n\u00e3o era suficiente para perceber a fragilidade dos dados e pressupostos do estudo que suportava todo o empreendimento.<\/p>\n<p>J\u00e1 sabia que os parceiros privados n\u00e3o iam assumir grandes riscos at\u00e9 porque assim n\u00e3o conseguiam financiamento na banca. Tinha que ser a C\u00e2mara a ficar com a fatia de le\u00e3o dos riscos e o parceiro, que era empreiteiro e ia construir a obra da sua vida, a ficar com garantias de pagamentos regulares para pagar as presta\u00e7\u00f5es dos empr\u00e9stimos e ainda ficar com uma margem de lucro confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>Afinal era justo: constru\u00eda tudo, ficava com as rendas dos pr\u00f3ximos 50 anos calculadas numa base partindo do pressuposto de utiliza\u00e7\u00e3o total do equipamento e ainda com a disponibiliza\u00e7\u00e3o de fundos que lhe permitiam pagar as presta\u00e7\u00f5es mensais do empr\u00e9stimo.<\/p>\n<p>Claro que havia a quest\u00e3o de nomear os administradores da nova empresa e de criar um quadro de pessoal. Seria aqui que entraria a contrapartida para colocar uns tantos amigos do partido. Nem sequer tinham que aparecer muito ou tomar decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Claro que j\u00e1 tinha pensado que se o projeto n\u00e3o corresse como previsto \u2013 o que era quase imposs\u00edvel, porque partia de dados irrealistas e que s\u00f3 serviam para demonstrar a viabilidade da cria\u00e7\u00e3o da empresa \u2013 os seus sucessores iam ficar com uma heran\u00e7a pesada: uma d\u00edvida inger\u00edvel e a falta de receitas nos pr\u00f3ximos 50 anos.<\/p>\n<p>Mas esse j\u00e1 n\u00e3o era um problema seu\u2026.<\/p>\n<p>Estava decidido: ia fazer o tal telefonema e avan\u00e7ar com a obra da sua vida. Afinal de contas, j\u00e1 n\u00e3o podia concorrer \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2013\u2026<\/p>\n<p>O homem sonha e a obra nasce! \u00c9 simples!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Am\u00e9lia Monteiro, Vis\u00e3o on line, J\u00e1 tinha esgotado h\u00e1 muito a capacidade de endividamento com todas aquelas rotundas, est\u00e1tuas e ruas. &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-6718","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6718"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7005,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6718\/revisions\/7005"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}