{"id":6100,"date":"2013-11-01T10:14:40","date_gmt":"2013-11-01T10:14:40","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=6100"},"modified":"2015-12-04T19:07:35","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:35","slug":"uniao-europeia-que-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=6100","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Europeia &#8211; que futuro?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia<\/strong>,\u00a0Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/uniao-europeia-futuro\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/I_Fraude046.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>O projecto de constru\u00e7\u00e3o de uma coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados europeus teve in\u00edcio logo em 1951, atrav\u00e9s do tratado de Paris...<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>A crise que o processo de consolida\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia atravessa \u00e9 provavelmente uma das mais profundas de todas as que que j\u00e1 foram vividas.<\/p>\n<p>Para a percebermos melhor julgo que talvez seja importante procurarmos conhecer e entender as principais for\u00e7as que t\u00eam motivado e determinado a linha evolutiva de toda a caminhada j\u00e1 percorrida.<\/p>\n<p>Julgo n\u00e3o existirem d\u00favidas de que, em si mesmo, o projecto continua a ser muito aliciante e, se n\u00e3o for desvirtuado, promissor, uma vez que surgiu de uma ideia de necessidade de coopera\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses, por substitui\u00e7\u00e3o de uma certa perspectiva contr\u00e1ria, baseada em l\u00f3gicas de competi\u00e7\u00e3o e confronta\u00e7\u00e3o, que na pr\u00e1tica se traduziam em agress\u00f5es beligerantes entre pa\u00edses vizinhos. As v\u00e1rias guerras que ocorreram e que culminaram, no final da primeira metade do s\u00e9culo XX, com a II guerra mundial, s\u00e3o demonstrativas dessa atitude.<\/p>\n<p>O projecto de constru\u00e7\u00e3o de uma coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados europeus teve in\u00edcio logo em 1951, atrav\u00e9s do tratado de Paris, com a Fran\u00e7a, uma parte da Alemanha (a federal), a It\u00e1lia, o Luxemburgo e a Holanda a criarem a Comunidade Europeia do Carv\u00e3o e do A\u00e7o. Depois, em 1957, o Tratado de Roma, transformou-a na Comunidade Econ\u00f3mica Europeia, \u00e0 qual Portugal viria a aderir em Junho de 1985. Mais tarde, em 1992, o tratado de Maastricht avan\u00e7ou para a Comunidade Europeia, e, em 2007, o tratado de Lisboa trouxe-nos para a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Ao longo desta evolu\u00e7\u00e3o, que \u00e9 bem mais profunda do que a mera altera\u00e7\u00e3o de denomina\u00e7\u00f5es, o projecto foi agregando os v\u00e1rios pa\u00edses europeus em torno de duas ideias estruturantes e relacionadas entre si \u2013 a coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados, que reduz as op\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o e que abre a porta para o crescimento dos mercados a para a expans\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>Todavia, rapidamente se percebeu que o motor do projecto foi e \u00e9 eminentemente econ\u00f3mico, consubstanciado numa abertura franca e economicamente incondicional das fronteiras internas do territ\u00f3rio \u2013 a livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas e mercadorias.<\/p>\n<p>No entanto, se o alargamento permitiu o crescimento dos mercados \u2013 o incremento da produ\u00e7\u00e3o e dos lucros nos pa\u00edses mais expansionistas, a que correspondeu uma maior procura a bens de consumo pelos pa\u00edses economicamente mais dependentes, e a que se juntou a ado\u00e7\u00e3o, em 1999, de uma moeda \u00fanica \u2013 rapidamente se assistiu ao desenvolvimento de um desequil\u00edbrio or\u00e7amental dentro da Uni\u00e3o Europeia. Os pa\u00edses mais expansionistas a crescerem e a acumular riqueza, e os mais d\u00e9beis e ficarem mais pobres, endividados e dependentes face aos primeiros.<\/p>\n<p>Talvez se tenha andado demasiado depressa, dando passos maiores do que as pernas, como diz o povo. Pelos sinais que estamos a colher e sobretudo a sentir na pele, estamos agora \u2013 todos (embora os pa\u00edses economicamente mais consistentes se encontrem mais folgados do que os outros) \u2013 num processo de gest\u00e3o muito complexa, uma vez que os pa\u00edses mais ricos n\u00e3o querem naturalmente abdicar de uma moeda forte, e essa quase imposi\u00e7\u00e3o tem afetado muito as economias \u2013 e as pessoas! \u2013 dos pa\u00edses mais debilitados, que se v\u00eaem a bra\u00e7os com uma incapacidade de redu\u00e7\u00e3o das enormes d\u00edvidas p\u00fablicas acumuladas por sucessivos anos de d\u00e9fices.<\/p>\n<p>Resta-nos acreditar que a solu\u00e7\u00e3o do problema seja constru\u00edda por todas as partes, por terem sido as causadoras da situa\u00e7\u00e3o e porque, no in\u00edcio, se optou cooperar para escapar a l\u00f3gicas beligerantes\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia,\u00a0Jornal i O projecto de constru\u00e7\u00e3o de uma coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados europeus teve in\u00edcio logo em 1951, atrav\u00e9s do tratado de Paris&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-6100","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6100"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6100\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6155,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6100\/revisions\/6155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}