{"id":5889,"date":"2013-10-11T06:32:19","date_gmt":"2013-10-11T06:32:19","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=5889"},"modified":"2015-12-04T19:07:36","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:36","slug":"iva-e-desconfianca-nao-encaixam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=5889","title":{"rendered":"IVA e desconfian\u00e7a n\u00e3o encaixam"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira,\u00a0Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/iva-desconfianca-nao-encaixam\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/I_Fraude290.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>De quem \u00e9 a culpa por se ter perdido esta oportunidade para aliviar o estrangulamento financeiro das empresas: do governo ou destas?<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>Parece ser da mais elementar justi\u00e7a que as empresas entreguem ao Estado o IVA facturado aos seus clientes apenas quando o receberem destes, evitando assim uma sobrecarga da respectiva tesouraria.<\/p>\n<p>Era uma velha aspira\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es empresariais e uma medida sempre acarinhada pelos partidos que passam pela oposi\u00e7\u00e3o. Finalmente, depois de muitos anos de press\u00e3o e discuss\u00e3o, no in\u00edcio de Outubro entrou em vigor o denominado regime de \"IVA de caixa\".<\/p>\n<p>Como explicar ent\u00e3o que, de um universo de cerca de 300 mil empresas potenciais candidatas a integrarem esse regime, s\u00f3 poucas centenas tenham aderido?<\/p>\n<p>\"Quando um n\u00e3o quer, dois n\u00e3o dan\u00e7am\", diz a sabedoria popular. Ou, dito de outro modo, basta juntar dois ou tr\u00eas gr\u00e3ozinhos de areia na engrenagem e esta deixa de funcionar. Como contraponto \u00e0 \"benesse\" da permiss\u00e3o de entrega do IVA depois de o terem recebido dos clientes, o governo imp\u00f4s \u00e0s empresas aderentes que s\u00f3 podem recuperar o IVA suportado nas compras efectuadas depois de pagarem estas. [Pelo caminho ficaram logo muitos milhares de empresas que, se aderissem, ainda ficariam com maior aperto financeiro do que antes.] Como se n\u00e3o bastasse, as aderentes ao regime t\u00eam de abdicar do direito ao sigilo banc\u00e1rio, permitindo \u00e0 Autoridade Tribut\u00e1ria, a qualquer tempo, o acesso \u00e0s respectivas contas de dep\u00f3sitos. [As que n\u00e3o tinham desistido \u00e0 primeira, desistiram agora.] Embrulhem-se estas exig\u00eancias e constrangimentos numa enorme burocracia contabil\u00edstica e tem-se a engrenagem completamente bloqueada.<\/p>\n<p>De quem \u00e9 a culpa por se ter perdido esta oportunidade para aliviar o estrangulamento financeiro das empresas: do governo ou destas? Aquele, decididamente, n\u00e3o queria o regime, caso contr\u00e1rio h\u00e1 muito o teria implementado. Actuou sob press\u00e3o, desconfiado do comportamento das empresas no dom\u00ednio de um imposto onde a fraude e evas\u00e3o fiscais campeiam. N\u00e3o transigiu, incluiu os \"gr\u00e3os de areia\" necess\u00e1rios. As empresas, por sua vez, n\u00e3o confiaram no Estado, na sua Autoridade Tribut\u00e1ria, e da\u00ed a relut\u00e2ncia em facultarem a esta as suas contas de dep\u00f3sitos. [Elas podem ter algo a esconder, \u00e9 certo, mas o facto \u00e9 que o Estado, no dom\u00ednio dos impostos, nem sempre se comporta como pessoa de bem.]<\/p>\n<p>Eis-nos parados no meio do nada, mais uma vez, por via das desconfian\u00e7as m\u00fatuas de sempre - desconfian\u00e7as que tudo minam, neste caso como em muitos outros antes. Como seria hoje o pa\u00eds se, algures no passado, por um momento que fosse, as partes - Estado e empresas - tivessem baixado a guarda e esquecido as desconfian\u00e7as m\u00fatuas, cada uma acreditando na boa-f\u00e9 da outra?<\/p>\n<p>S\u00f3 podia ser melhor do que \u00e9 hoje.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira,\u00a0Jornal i De quem \u00e9 a culpa por se ter perdido esta oportunidade para aliviar o estrangulamento financeiro das empresas: do governo ou destas?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-5889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5889"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5889\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5956,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5889\/revisions\/5956"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}