{"id":49914,"date":"2026-10-21T17:24:49","date_gmt":"2026-10-21T17:24:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49914"},"modified":"2026-10-25T17:30:28","modified_gmt":"2026-10-25T17:30:28","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-453","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49914","title":{"rendered":"GEST\u00c3O DO RISCO DE FRAUDE: PREPARAR PARA O INEVIT\u00c1VEL"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;\">Lu\u00eds Seabra, Jornal SOL<\/span><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/sol.iol.pt\/opiniao\/noticias\/luis-seabra-gestao-do-risco-de-fraude-preparar-para-o-inevitavel\/20261021\/6ad88e120cf22b9f89052267\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>A inevitabilidade da fraude n\u00e3o \u00e9 pretexto para a ina\u00e7\u00e3o, mas raz\u00e3o para agir: preparar, investigar depressa, aprender e melhorar os controlos<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A fraude destr\u00f3i valor. \u00c0s perdas diretas somam-se coimas, custos judiciais e, sobretudo, danos mais dif\u00edceis de reparar: investidores e colaboradores deixam de confiar na gest\u00e3o, a produtividade cai, a reputa\u00e7\u00e3o fica manchada e os melhores talentos saem.<\/p>\n\n\n\n<p>A premissa deste artigo \u00e9 simples: a fraude \u00e9 inevit\u00e1vel. Bancos e empresas s\u00e3o feitos de pessoas, e, onde h\u00e1 pessoas, h\u00e1 quem, sob press\u00e3o e perante uma oportunidade, encontre a justifica\u00e7\u00e3o para agir de forma desonesta. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 <em>se<\/em>&nbsp;a fraude vai ocorrer, mas <em>quando<\/em>. Acreditar que \u00ab<em>\u2026s\u00f3 acontece aos outros\u2026<\/em>\u00bb ou esperar que \u00ab\u2026<em>n\u00e3o nos aconte\u00e7a a n\u00f3s\u2026<\/em>\u00bb n\u00e3o \u00e9 gest\u00e3o de risco: \u00e9 f\u00e9. As institui\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas preparam-se: assumem a fraude como certa e testam a resposta com <em>playbooks<\/em>&nbsp;e <em>dry-runs<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Preparar n\u00e3o \u00e9 acumular controlos isolados, \u00e9 adotar um modelo integrado, assumido por toda a organiza\u00e7\u00e3o. A segunda edi\u00e7\u00e3o do <em>Fraud Risk Management Guide<\/em>&nbsp;(COSO e ACFE, 2023&nbsp;\u2013 COSO: Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission; ACFE: Association of Certified Fraud Examiners) estrutura-o em cinco princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Governo.<\/strong>\u00a0Cabe \u00e0 gest\u00e3o de topo instituir uma cultura de integridade e de valores \u00e9ticos inegoci\u00e1veis e demonstrar, nas decis\u00f5es e no exemplo, um compromisso inabal\u00e1vel contra a fraude (\u00ab<em>tone from the top<\/em>\u00bb). Na minha opini\u00e3o, \u00e9 o princ\u00edpio mais importante: nada dissuade mais a fraude do que a lideran\u00e7a e a cultura que cria.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Avalia\u00e7\u00e3o do risco.<\/strong>\u00a0Realizar regularmente um <em>Fraud Risk Assessment<\/em>\u00a0que identifique os riscos relevantes, avalie probabilidade e severidade e analise incentivos e vulnerabilidades. Para tal, ajuda ver a organiza\u00e7\u00e3o com os olhos de quem a quer defraudar.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Controlos.<\/strong>\u00a0Implementar controlos preventivos e de dete\u00e7\u00e3o. Prevenir a fraude sempre que poss\u00edvel; detetar depressa o que n\u00e3o se conseguir evitar.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Investiga\u00e7\u00e3o.<\/strong>\u00a0Perante a materializa\u00e7\u00e3o do risco ou a suspeita de fraude, iniciar uma investiga\u00e7\u00e3o formal. Uma investiga\u00e7\u00e3o c\u00e9lere dissuade. Mas muitas organiza\u00e7\u00f5es hesitam, por desconforto ou falta de compet\u00eancias (audi\u00e7\u00f5es de colaboradores, ferramentas forenses). Quem n\u00e3o investiga convida \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Monitoriza\u00e7\u00e3o.<\/strong>\u00a0Avaliar regularmente se o modelo est\u00e1 a ser aplicado e se funciona, e corrigir o que falhar. O risco de fraude evolui; o modelo tem de evoluir com ele.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O contexto atual torna o modelo mais urgente. Esquemas mais sofisticados, fraudes potenciadas pela intelig\u00eancia artificial, trabalho remoto e depend\u00eancia de terceiros aumentam a probabilidade e a severidade dos eventos.<\/p>\n\n\n\n<p>A inevitabilidade da fraude n\u00e3o \u00e9 pretexto para a ina\u00e7\u00e3o, mas raz\u00e3o para agir: preparar, investigar depressa, aprender e melhorar os controlos. A fraude deve ser gerida de forma articulada com os riscos de <em>compliance<\/em>, operacionais, financeiros e estrat\u00e9gicos, e integrada no <em>Risk Appetite Framework<\/em>. Porque a fraude vai chegar; o que est\u00e1 em aberto \u00e9 se a organiza\u00e7\u00e3o estar\u00e1 pronta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Seabra, Jornal SOL A inevitabilidade da fraude n\u00e3o \u00e9 pretexto para a ina\u00e7\u00e3o, mas raz\u00e3o para agir: preparar, investigar depressa, aprender e melhorar os controlos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[72,303],"tags":[],"class_list":["post-49914","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-sol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49914","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49914"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49914\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49915,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49914\/revisions\/49915"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}