{"id":49812,"date":"2026-09-10T00:34:00","date_gmt":"2026-09-10T00:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49812"},"modified":"2026-09-11T15:43:27","modified_gmt":"2026-09-11T15:43:27","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-2-31-9-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-155","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49812","title":{"rendered":"O apAIg\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><span><span style=\"font-weight: bold; color: rgb(216, 7, 15);\">Edgar Pimenta, <span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" style=\"width:26px;height:auto\" title=\"Ficheiro PDF\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo\/?fbid=1398152292511197&amp;set=pb.100069493190653.-2207520000&amp;locale=pt_PT\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p>\"Quanto mais delegamos determinadas tarefas, menos as praticamos. E quanto menos as praticamos, mais dependentes ficamos da tecnologia que as pratica por n\u00f3s. (...)\"<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Existem momentos na nossa vida que marcam um antes e depois. S\u00e3o momentos ou eventos que nos fazem pensar, olhar para as coisas de outra maneira e aprender. Alguns s\u00e3o pessoais e outros coletivos. O COVID19\/pandemia \u00e9, sem d\u00favida, um dos momentos coletivos mais marcantes para todos n\u00f3s. Mas mais recentemente, outro surgiu c\u00e1 em Portugal e que est\u00e1&nbsp;bem presente: o apag\u00e3o. Quem n\u00e3o se lembra onde estava no exato momento do apag\u00e3o? E mais tarde, todas as aprendizagens que da\u00ed tiramos: ter dinheiro vivo em casa, ter os r\u00e1dios a pilhas e as respetivas pilhas, um pequeno <em>stock<\/em>&nbsp;de enlatados, etc\u2026 Basicamente, aprendemos que para lidar com eventos disruptivos \u00e9 preciso estar preparado. \u00c9 assim na vida pessoal e \u00e9 assim nas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A continuidade de neg\u00f3cio (BCM em ingl\u00eas) \u00e9 um tema que tem ganho destaque nos \u00faltimos anos em resultado dos v\u00e1rios eventos pouco prov\u00e1veis, mas altamente disruptivos (tamb\u00e9m designados como cisnes negros pela sua raridade). \u00c9 tamb\u00e9m por isso que recentemente a EU lhe dedicou legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica: Regulamento Ciber-Resili\u00eancia (Cyber Resilience Act ou CRA). E se \u00e9 verdade que para muitas empresas os temas de continuidade de neg\u00f3cio est\u00e3o j\u00e1 inclu\u00eddos na sua estrat\u00e9gia e processos de neg\u00f3cio, para a grande maioria \u00e9 um tema que n\u00e3o tem a devida aten\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A continuidade de neg\u00f3cio preocupa-se, tradicionalmente, com uma pergunta relativamente simples: o que acontece se aquilo de que dependemos deixar de estar dispon\u00edvel?<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, para implementar a Continuidade de Neg\u00f3cio \u00e9 necess\u00e1rio saber claramente quais os processos cr\u00edticos que suportam a atividade principal&nbsp;da empresa e para esses, saber os recursos de que depende e para esses, avaliar os riscos -&nbsp;o que pode correr mal. Posteriormente, face aos riscos identificados, tomar decis\u00f5es (por vezes dif\u00edceis) de investir na redu\u00e7\u00e3o desse risco ou simplesmente aceit\u00e1-lo. Por fim, com base na informa\u00e7\u00e3o recolhida, definir planos de continuidade: o que fazer se determinado evento acontecer. Continuidade de Neg\u00f3cio \u00e9 acima de tudo prepara\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>A continuidade de neg\u00f3cio \u00e9 muitas vezes associada a fatores externos e que fogem do controle da organiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso dos problemas ambientais (pandemias, terramotos) ou estruturais (falta de eletricidade). No entanto, devem ser considerados tamb\u00e9m cen\u00e1rios mais internos e organizacionais (perda s\u00fabita do CEO, aus\u00eancia de recursos cr\u00edticos, etc..).<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 precisamente um tema organizacional que gerou esta cr\u00f3nica: a crescente depend\u00eancia que as empresas t\u00eam da Intelig\u00eancia Artificial (IA). A depend\u00eancia cada vez maior que temos da tecnologia n\u00e3o \u00e9 nova e diria que \u00e9 inevit\u00e1vel. Vivemos num mundo digital e a indisponibilidade de um qualquer servi\u00e7o pode ter v\u00e1rios impactos. Quem nunca ouviu: volte amanh\u00e3 que estamos sem sistema. Por isso, sistemas de IA poderiam ser apenas mais um nesta mir\u00edade de sistemas. E se de certa forma assim \u00e9, tamb\u00e9m tem algumas especificidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Muita da tecnologia que dependemos at\u00e9 agora \u00e9 um suporte \u00e0 atividade. Ou seja, pode ajudar ou acelerar um processo, e quando toma decis\u00f5es, f\u00e1-lo de forma determin\u00edstica com base em regras claras e\/ou \u00e1rvores de decis\u00e3o -&gt; para o mesmo <em>input<\/em>, o resultado \u00e9 o mesmo. Sempre!! Com IA, a realidade muda. Temos cada vez mais fun\u00e7\u00f5es que dependem de IA, n\u00e3o apenas como suporte, mas como decisores n\u00e3o determin\u00edsticos e com poder de execu\u00e7\u00e3o. E aqui come\u00e7am algumas das diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira diferen\u00e7a \u00e9 a total indisponibilidade de IA. Obviamente, a alternativa natural \u00e9 ser um humano a resolver o problema. Mas essa alternativa pode n\u00e3o ser f\u00e1cil, seja porque (i) os processos e decis\u00f5es est\u00e3o j\u00e1 de tal forma alavancados em IA que n\u00e3o se torna exequ\u00edvel uma pessoa ser capaz de rapidamente obter o mesmo resultado, (ii) porque o volume de informa\u00e7\u00e3o para analisar \u00e9 enorme, (iii) porque as vari\u00e1veis de decis\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o claras ou (iv) porque simplesmente, deixamos de saber fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais delegamos determinadas tarefas, menos as praticamos. E quanto menos as praticamos, mais dependentes ficamos da tecnologia que as executa por n\u00f3s. N\u00e3o ser\u00e1 propriamente uma novidade. As calculadoras fizeram-nos deixar de fazer algumas contas mentalmente. Os contactos nos telem\u00f3veis fizeram-nos esquecer n\u00fameros de telefone que anteriormente sab\u00edamos de mem\u00f3ria. E provavelmente poucos de n\u00f3s conseguiriam hoje conduzir numa cidade desconhecida utilizando apenas um mapa de papel.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda diferen\u00e7a \u00e9 quando a IA n\u00e3o fica indispon\u00edvel, mas come\u00e7a a tomar decis\u00f5es erradas ou a inventar coisas com enorme confian\u00e7a - as chamadas alucina\u00e7\u00f5es. Essas alucina\u00e7\u00f5es podem n\u00e3o ser detetadas durante muito tempo (ou n\u00e3o serem detetadas de todo) e levar a efeitos indesejados, podendo p\u00f4r em causa, no caso das organiza\u00e7\u00f5es, a sua capacidade de continuar a operar. J\u00e1 para n\u00e3o falar de quem \u00e9 respons\u00e1vel quando isso acontece.<\/p>\n\n\n\n<p>E este \u00e9 um paradigma diferente: como detetarmos que a IA est\u00e1 a tomar decis\u00f5es erradas ou fora dos par\u00e2metros definidos de tal forma que possa ter impacto negativo na organiza\u00e7\u00e3o e na sua capacidade de operar?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, talvez seja necess\u00e1rio come\u00e7ar a identificar quais os processos cr\u00edticos que j\u00e1 dependem de Intelig\u00eancia Artificial e eventualmente garantir que existem formas alternativas de os executar. Preservar conhecimento suficiente nas organiza\u00e7\u00f5es e nas equipas para que essas alternativas sejam realmente poss\u00edveis. E, principalmente, perceber onde uma resposta da Intelig\u00eancia Artificial pode ser utilizada diretamente e onde deve existir valida\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque colocar um aviso num procedimento dizendo \"em caso de falha executar manualmente\" serve de pouco se j\u00e1 ningu\u00e9m souber como executar manualmente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edgar Pimenta, OBEGEF &#8220;Quanto mais delegamos determinadas tarefas, menos as praticamos. E quanto menos as praticamos, mais dependentes ficamos da tecnologia que as pratica por n\u00f3s. 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