{"id":49785,"date":"2026-08-27T12:50:09","date_gmt":"2026-08-27T12:50:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49785"},"modified":"2026-08-29T12:57:16","modified_gmt":"2026-08-29T12:57:16","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-2-31-9-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-154","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49785","title":{"rendered":"\u00a0Para l\u00e1 do Per\u00edmetro das Seguradoras"},"content":{"rendered":"\n<p><span><span style=\"font-weight: bold; color: rgb(216, 7, 15);\">Alda Correia, <span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/facebook150.pdf\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" style=\"width:26px;height:auto\" title=\"Ficheiro PDF\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Mais de uma d\u00e9cada ap\u00f3s refletir sobre a preven\u00e7\u00e3o da fraude em Portugal, a quest\u00e3o central mant\u00e9m-se: combater este fen\u00f3meno n\u00e3o \u00e9 apenas uma responsabilidade das entidades seguradoras, mas uma exig\u00eancia coletiva para proteger o consumidor que cumpre.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>H\u00e1 poucos dias, ao revisitar alguns dos meus arquivos, reencontrei um artigo que escrevi para a revista da APS, intitulado \u201cReflex\u00e3o sobre seis anos de Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Fraude\u201d. Ao rel\u00ea-lo, reencontrei preocupa\u00e7\u00f5es, casos e interroga\u00e7\u00f5es que, apesar dos anos passados, continuam surpreendentemente atuais. Foi inevit\u00e1vel perguntar-me: o que mudou desde ent\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Houve avan\u00e7os vis\u00edveis. O setor segurador tem vindo a refor\u00e7ar a forma\u00e7\u00e3o e o conhecimento sobre o fen\u00f3meno, consolidando a capacidade de dete\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o. A pr\u00f3pria regula\u00e7\u00e3o passou a exigir \u00e0s seguradoras pol\u00edticas expl\u00edcitas de preven\u00e7\u00e3o, dete\u00e7\u00e3o e reporte de situa\u00e7\u00f5es de fraude. No entanto, perante a sofistica\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno, ser\u00e1 suficiente?<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez esta seja a quest\u00e3o que importa colocar hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Falamos muito de combate \u00e0 fraude. Temos vindo a desenvolver mecanismos, a aprofundar conhecimento e a procurar melhorar a capacidade de resposta. Mas, quando falamos especificamente de fraude aos seguros, n\u00e3o continuamos a encar\u00e1-la sobretudo como um problema das seguradoras?<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de outros pa\u00edses mostra que pode existir uma abordagem diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>No Reino Unido, por exemplo, a fraude aos seguros \u00e9 integrada numa resposta mais ampla, envolvendo ind\u00fastria, autoridades, reguladores e Governo. Existem estruturas de coopera\u00e7\u00e3o, mecanismos de partilha respons\u00e1vel de informa\u00e7\u00e3o e iniciativas de preven\u00e7\u00e3o dirigidas tamb\u00e9m aos cidad\u00e3os. N\u00e3o se trata, naturalmente, de importar modelos. Trata-se de reconhecer que \u00e9 chegado o momento de avan\u00e7ar em Portugal para uma nova fase.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos, sem d\u00favida, de um enquadramento legal e regulat\u00f3rio mais claro e ajustado \u00e0s necessidades atuais. Precisamos de balizas jur\u00eddicas que permitam uma partilha respons\u00e1vel de informa\u00e7\u00e3o, conciliando a preven\u00e7\u00e3o da fraude com a prote\u00e7\u00e3o dos dados e dos direitos dos cidad\u00e3os. Precisamos de uma articula\u00e7\u00e3o mais s\u00f3lida entre entidades e do reconhecimento inequ\u00edvoco de que a preven\u00e7\u00e3o e o combate \u00e0 fraude aos seguros s\u00e3o uma quest\u00e3o de puro interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>E, sobretudo, precisamos de assumir categoricamente que a fraude aos seguros \u00e9 uma quest\u00e3o que ultrapassa o per\u00edmetro das seguradoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Este fen\u00f3meno pode come\u00e7ar num comportamento aparentemente isolado e oportunista, mas pode tamb\u00e9m alimentar redes organizadas. Pode surgir na contrata\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas como o ghost broking, ou manifestar-se no momento do sinistro.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu impacto n\u00e3o fica confinado \u00e0s seguradoras. Num sistema assente na mutualiza\u00e7\u00e3o dos riscos, os custos da fraude acabam por repercutir-se no conjunto da carteira e, em \u00faltima an\u00e1lise, nos segurados que cumprem e na sociedade em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo a fraude aos seguros um fen\u00f3meno em cont\u00ednua transforma\u00e7\u00e3o, a forma como olhamos para ela tamb\u00e9m precisa de acompanhar esse ritmo e avan\u00e7armos em Portugal para uma nova fase no combate a esta realidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alda Correia, OBEGEF Mais de uma d\u00e9cada ap\u00f3s refletir sobre a preven\u00e7\u00e3o da fraude em Portugal, a quest\u00e3o central mant\u00e9m-se: combater este fen\u00f3meno n\u00e3o \u00e9 apenas uma responsabilidade das entidades seguradoras, mas uma exig\u00eancia coletiva para proteger o consumidor que cumpre.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[72,284],"tags":[],"class_list":["post-49785","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-obegef-facebook"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49785"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49785\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49787,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49785\/revisions\/49787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}