{"id":49660,"date":"2026-04-14T17:21:05","date_gmt":"2026-04-14T17:21:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49660"},"modified":"2026-04-16T20:16:50","modified_gmt":"2026-04-16T20:16:50","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-416","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49660","title":{"rendered":"O cessar-fogo n\u00e3o travou a guerra digital"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;\">Ant\u00f3nio da Costa Alexandre, Jornal SOL<\/span><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/sol.iol.pt\/opiniao\/noticias\/antonio-da-costa-alexandre-o-cessar-fogo-nao-travou-a-guerra-digital\/20260414\/69de2f540cf27f6588a68f02\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>A tr\u00e9gua de duas semanas acordada entre os Estados Unidos, Israel e o Ir\u00e3o pode ter travado, temporariamente, a escalada militar direta, mas n\u00e3o travou a guerra digital nem o recurso crescente \u00e0  intelig\u00eancia artificial no conflito.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o dos acontecimentos mostra que este cessar-fogo est\u00e1 longe de<br>representar um abrandamento consistente das tens\u00f5es em conflito. O alcance do<br>acordo foi desde o in\u00edcio contestado, em especial quanto ao L\u00edbano, e os<br>bombardeamentos israelitas sobre Beirute, o Vale do Bekaa e o Sul deste pa\u00eds,<br>imediatamente a seguir \u00e0 sua proclama\u00e7\u00e3o tendem a confirmar que esta tr\u00e9gua<br>pode ser parcial e prec\u00e1ria.<br>Este cessar-fogo deixa em aberto um conjunto de quest\u00f5es importantes. A<br>Associated Press sublinhou que, apesar das tr\u00e9guas, persistem profundas<br>incertezas quanto ao futuro pol\u00edtico e estrat\u00e9gico do Ir\u00e3o, ao destino do ur\u00e2nio<br>altamente enriquecido e ao controlo do Estreito de Ormuz. Segundo a esta ag\u00eancia<br>noticiosa, Donald Trump sugeriu que os ataques dos Estados Unidos e de Israel<br>abriram caminho para uma mudan\u00e7a de regime em Teer\u00e3o. No entanto, a ascens\u00e3o<br>de Mojtaba Khamenei, filho do aiatol\u00e1 Ali Khamenei, l\u00edder supremo do Ir\u00e3o, morto no<br>in\u00edcio da guerra, n\u00e3o dissipou a instabilidade.<br>Esta tr\u00e9gua pode ter travado, temporariamente, a escalada militar direta. Contudo,<br>n\u00e3o travou a guerra que se move nas redes, nos sistemas de vigil\u00e2ncia, nos drones,<br>nas imagens de sat\u00e9lite, nos centros de dados, nas plataformas digitais e nas<br>opera\u00e7\u00f5es cibern\u00e9ticas. Segundo as not\u00edcias mais relevantes, em especial da<br>Associated Press e da Reuters, a intelig\u00eancia artificial tem sido utilizada nesta<br>guerra em v\u00e1rias frentes: na an\u00e1lise de informa\u00e7\u00e3o militar, no apoio \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o<br>de alvos, em opera\u00e7\u00f5es de influ\u00eancia e propaganda, na vigil\u00e2ncia com recurso a<br>imagens de sat\u00e9lite e fontes abertas, no apoio a ciberopera\u00e7\u00f5es e na integra\u00e7\u00e3o<br>crescente em drones e outros sistemas automatizados de combate.<br>Tamb\u00e9m a frente dos ciberataques permanece aberta. A Associated Press noticiou<br>que hackers alinhados com Teer\u00e3o consideram que o cessar-fogo entre o Ir\u00e3o, os<\/p>\n\n\n\n<p>2<br>Estados Unidos e Israel, por ser incerto, n\u00e3o p\u00f5e necessariamente fim aos<br>ciberataques retaliat\u00f3rios. Especialistas norte-americanos em ciberseguran\u00e7a<br>advertiram, por isso, que potenciais alvos nos Estados Unidos e em Israel devem<br>levar a amea\u00e7a a s\u00e9rio.<br>Na verdade, esta liga\u00e7\u00e3o entre tecnologia avan\u00e7ada e defesa est\u00e1 longe de ser<br>nova. A pr\u00f3pria internet nasceu de um projeto com origem militar, pensado em plena<br>guerra fria para garantir comunica\u00e7\u00f5es mais resilientes em caso de ataque.<br>Tamb\u00e9m a intelig\u00eancia artificial mant\u00e9m h\u00e1 d\u00e9cadas uma rela\u00e7\u00e3o estreita com os<br>setores da defesa, da vigil\u00e2ncia e da an\u00e1lise de informa\u00e7\u00e3o. O que mudou foi a<br>escala. Hoje, essa liga\u00e7\u00e3o tornou-se mais estreita, mais sofisticada e mais vis\u00edvel, \u00e0<br>medida que sistemas de intelig\u00eancia artificial passaram a influenciar de forma<br>crescente a vigil\u00e2ncia, a avalia\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as, a coordena\u00e7\u00e3o de meios e o apoio<br>\u00e0 decis\u00e3o militar.<br>Como lembra Kate Crawford em Atlas of AI: Power, Politics, and the Planetary Costs<br>of Artificial Intelligence, editado em portugu\u00eas pela Rel\u00f3gio D\u2019\u00c1gua sob o t\u00edtulo Atlas<br>da IA, a intelig\u00eancia artificial n\u00e3o existe num vazio t\u00e9cnico: assenta em<br>infraestruturas materiais, cadeias de extra\u00e7\u00e3o, sistemas de vigil\u00e2ncia e rela\u00e7\u00f5es de<br>poder que a ligam, desde a origem, a interesses econ\u00f3micos, de seguran\u00e7a e<br>militares. Tamb\u00e9m por isso, a sua aproxima\u00e7\u00e3o ao setor da defesa n\u00e3o deve ser lida<br>como um desvio recente, mas como parte de uma trajet\u00f3ria mais longa destas<br>tecnologias.<br>No meu \u00faltimo artigo no SOL: A guerra algor\u00edtmica: quando os algoritmos come\u00e7am<br>a decidir quem vive e quem morre , referi que a intelig\u00eancia artificial deixou de ser<br>um tema perif\u00e9rico no debate sobre a guerra. Hoje, estas tecnologias integram de<br>forma crescente infraestruturas de vigil\u00e2ncia, an\u00e1lise, coordena\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0<br>decis\u00e3o. O conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Ir\u00e3o confirma essa tend\u00eancia.<br>No imagin\u00e1rio coletivo continua a dominar a ideia da guerra feita de soldados,<br>avi\u00f5es, m\u00edsseis e destrui\u00e7\u00e3o vis\u00edvel. No entanto, os conflitos contempor\u00e2neos t\u00eam<br>outros contornos. Fazem-se tamb\u00e9m nas redes, nos sistemas de vigil\u00e2ncia, nos<br>drones, nas imagens de sat\u00e9lite, nos centros de dados, nas plataformas digitais e<br>nas opera\u00e7\u00f5es cibern\u00e9ticas. Incluem tratamento automatizado de informa\u00e7\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p>3<br>identifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es, reconhecimento de imagem, an\u00e1lise de comunica\u00e7\u00f5es,<br>coordena\u00e7\u00e3o remota de meios e acelera\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es operacionais.<br>\u00c9 precisamente neste plano menos vis\u00edvel que se manifesta a relev\u00e2ncia da IA,<br>desde logo na recolha e tratamento de dados, na vigil\u00e2ncia cont\u00ednua, na dete\u00e7\u00e3o de<br>movimentos considerados suspeitos, na prioriza\u00e7\u00e3o de sinais relevantes e no apoio<br>\u00e0 sele\u00e7\u00e3o de respostas num ambiente marcado pela velocidade, pela incerteza e<br>pela press\u00e3o operacional.<br>Como sublinham Kissinger, Schmidt e Huttenlocher em The Age of AI and Our<br>Human Future, publicado em Portugal pela Dom Quixote com o t\u00edtulo A Era da<br>Intelig\u00eancia Artificial e o Nosso Futuro Humano, quanto mais uma sociedade<br>depende de infraestruturas digitais, mais vulner\u00e1vel se torna a ciberataques e a<br>falhas em cascata, ao ponto de, em cen\u00e1rios extremos, os decisores poderem ser<br>levados a considerar medidas dr\u00e1sticas, como a limita\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de servi\u00e7os<br>essenciais, para conter danos e evitar a propaga\u00e7\u00e3o do ataque.<br>Em termos militares, a Reuters noticiou que o Ir\u00e3o lan\u00e7ou mais de mil drones nas<br>fases iniciais do conflito, ou seja, meios relativamente baratos e produzidos em<br>escala conseguem pressionar sistemas defensivos muito mais caros, sendo<br>evidente uma altera\u00e7\u00e3o estrutural da forma como os conflitos s\u00e3o travados e da<br>rela\u00e7\u00e3o entre custo, escala e capacidade destrutiva.<br>A quest\u00e3o est\u00e1 longe de ser apenas tecnol\u00f3gica: os seus contornos pol\u00edticos,<br>jur\u00eddicos e \u00e9ticos n\u00e3o podem ser descurados. Quando os sistemas automatizados<br>passam a influenciar a identifica\u00e7\u00e3o de alvos, a avalia\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as ou a<br>prioriza\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es operacionais, colocam-se problemas fundamentais de<br>dignidade humana, responsabilidade, proporcionalidade, prud\u00eancia e controlo<br>humano. A efici\u00eancia t\u00e9cnica n\u00e3o pode substituir princ\u00edpios \u00e9ticos, nem a velocidade<br>algor\u00edtmica pode servir de atalho \u00e0 responsabilidade pol\u00edtica.<br>\u00c9 nestes aspetos que importa recentrar o debate. J\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 em causa apenas a<br>autoria do ataque, mas tamb\u00e9m os mecanismos de sele\u00e7\u00e3o, sinaliza\u00e7\u00e3o, prioriza\u00e7\u00e3o<br>e recomenda\u00e7\u00e3o que convertem dados em suspeita, correla\u00e7\u00f5es em alvos e<br>probabilidades em a\u00e7\u00e3o militar. Quanto mais automatizado se torna este processo,<br>maior \u00e9 o risco de erro, de opacidade, de vi\u00e9s e de desresponsabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>4<br>Uma investiga\u00e7\u00e3o da Associated Press mostrou que, ap\u00f3s 7 de outubro de 2023, o<br>uso, pelo ex\u00e9rcito israelita, de tecnologia da Microsoft e da OpenAI teve um<br>aumento significativo, num contexto de recurso crescente a ferramentas de an\u00e1lise,<br>vigil\u00e2ncia, tradu\u00e7\u00e3o e tratamento de informa\u00e7\u00e3o operacional, incluindo apoio \u00e0<br>identifica\u00e7\u00e3o de suspeitos e alvos. Ao mesmo tempo, a pr\u00f3pria Microsoft<br>reconheceu ter fornecido servi\u00e7os avan\u00e7ados de intelig\u00eancia artificial e computa\u00e7\u00e3o<br>em nuvem ao ex\u00e9rcito israelita durante a guerra em Gaza, embora negue que essas<br>tecnologias tenham sido usadas para atingir ou causar dano a pessoas em Gaza.<br>\u00c9 verdade que nem tudo est\u00e1 publicamente demonstrado com o mesmo grau de<br>pormenor. N\u00e3o existe, pelo menos uma base assente em informa\u00e7\u00e3o aberta e<br>verific\u00e1vel que comprove que determinados sistemas espec\u00edficos anteriormente<br>associados a opera\u00e7\u00f5es israelitas tenham sido formalmente identificados neste<br>conflito militar entre Estados Unidos, Israel e Ir\u00e3o. No entanto, esta circunst\u00e2ncia<br>n\u00e3o invalida o aumento, a normaliza\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o progressiva de sistemas de<br>intelig\u00eancia artificial, an\u00e1lise automatizada e ferramentas digitais avan\u00e7adas em<br>cen\u00e1rios militares, conforme investiga\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas e not\u00edcias recentes.<br>Quanto mais a guerra depende destes sistemas, mais dif\u00edcil se torna perceber como<br>se chegou a determinada decis\u00e3o, quem a validou, que margem existiu para a<br>contestar e que responsabilidade pode ser efetivamente apurada quando algo corre<br>mal. E quando est\u00e3o em causa vidas humanas, civis, infraestruturas cr\u00edticas e<br>regi\u00f5es j\u00e1 profundamente inst\u00e1veis, esse problema deixa de ser apenas te\u00f3rico.<br>A IA n\u00e3o elimina a responsabilidade humana, mas pode dilu\u00ed-la, tornando-a mais<br>dif\u00edcil de apurar devido \u00e0 complexidade t\u00e9cnica. E essa talvez seja uma das<br>quest\u00f5es mais inquietantes do nosso tempo: a facilidade com que sistemas<br>tecnologicamente sofisticados come\u00e7am a ser tratados como se fossem neutros,<br>objetivos ou inevit\u00e1veis.<br>O cessar-fogo agora anunciado pode ter criado uma pausa limitada numa parte do<br>conflito. Mas n\u00e3o travou a guerra digital, nem o peso crescente da IA na forma como<br>os conflitos s\u00e3o preparados, conduzidos e legitimados. Perante estas mudan\u00e7as,<br>mais uma vez, o direito, a pol\u00edtica e a democracia parecem correr atr\u00e1s dos factos.<\/p>\n\n\n\n<p>5<br>Se aceitarmos com demasiada facilidade que a efici\u00eancia operacional basta para<br>legitimar o uso destas tecnologias, corremos o risco de normalizar uma guerra cada<br>vez mais opaca, mais afastada do escrut\u00ednio p\u00fablico e mais exposta \u00e0 eros\u00e3o dos<br>limites \u00e9ticos e dos princ\u00edpios democr\u00e1ticos que devem continuar a distinguir um<br>Estado de direito de uma simples l\u00f3gica de poder. Por isso, o debate sobre a IA em<br>contexto militar n\u00e3o deve ficar confinado a investiga\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, ou conversas<br>de circunst\u00e2ncia. Deve ser assumido como uma exig\u00eancia pr\u00f3pria das democracias<br>contempor\u00e2neas. Est\u00e1 em causa a forma como se decide, como se exerce o poder<br>e como se preservam limites \u00e9ticos e jur\u00eddicos em contextos extremos. E essa<br>exig\u00eancia reclama debate p\u00fablico informado, enquadramentos regulat\u00f3rios<br>internacionais e princ\u00edpios \u00e9ticos efetivos que orientem o desenvolvimento e a<br>utiliza\u00e7\u00e3o da IA em contextos militares.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio da Costa Alexandre, Jornal SOL A tr\u00e9gua de duas semanas acordada entre os Estados Unidos, Israel e o Ir\u00e3o pode ter travado, temporariamente, a escalada militar direta, mas n\u00e3o travou a guerra digital nem o recurso crescente \u00e0 intelig\u00eancia artificial no conflito.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,303],"tags":[],"class_list":["post-49660","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-sol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49660"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49661,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49660\/revisions\/49661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}