{"id":49654,"date":"2026-04-09T09:00:00","date_gmt":"2026-04-09T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49654"},"modified":"2026-04-07T20:49:14","modified_gmt":"2026-04-07T20:49:14","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-2-31-9-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-142","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49654","title":{"rendered":"Reformas? Bastava uma \u201cpequenina\u201d \u2026"},"content":{"rendered":"\n<p><span><span style=\"font-weight: bold; color: rgb(216, 7, 15);\">Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, <span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/facebook140.pdf\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" style=\"width:26px;height:auto\" title=\"Ficheiro PDF\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Bastaria uma \"pequenina\" reforma para agitar o setor banc\u00e1rio: criar um quadro legal que permitisse a portabilidade do n\u00famero de conta. O cliente deveria poder mudar de institui\u00e7\u00e3o mantendo o seu IBAN.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, o tema das \u201creformas estruturais\u201d regressou em for\u00e7a ao debate p\u00fablico, impulsionado, em particular, pelas interven\u00e7\u00f5es de Pedro Passos Coelho e An\u00edbal Cavaco Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Em minha opini\u00e3o, falar de reformas estruturais em Portugal \u00e9, quase sempre, pregar no deserto. Salvo em situa\u00e7\u00f5es de exce\u00e7\u00e3o \u2014 como sob o dom\u00ednio da <em>troika<\/em> \u2014 sempre que um governo ousa pronunciar a palavra \u201creforma\u201d, assistimos de imediato a um \u201clevantamento de rancho\u201d. A oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo recente: a altera\u00e7\u00e3o das regras de acesso ao ensino superior. Estamos perante uma medida que mal merece o r\u00f3tulo de \u201creforma\u201d, quanto mais o de \u201cestrutural\u201d. Ainda assim, o clamor de desaprova\u00e7\u00e3o foi tal que dificilmente veremos esta proposta chegar \u00e0s p\u00e1ginas do Di\u00e1rio da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudando de assunto \u2014 ou talvez n\u00e3o. Enquanto tomava o pequeno-almo\u00e7o e folheava o jornal, um t\u00edtulo interrompeu-me a mastiga\u00e7\u00e3o: <em>\u201cBanca portuguesa fecha o ano de 2025 como a mais rent\u00e1vel da zona euro\u201d<\/em> (P\u00fablico).<\/p>\n\n\n\n<p>Esclare\u00e7o, antes que se tirem conclus\u00f5es precipitadas, que defendo a rentabilidade das empresas. Defendo que elas devem ser saud\u00e1veis, gerando mais rendimento do que gastos. Agrada-me, por isso, que a nossa banca acumule reservas para tempos dif\u00edceis. No entanto, sou visceralmente contra rentabilidades que florescem em contextos de quase-monop\u00f3lio, onde o lucro resulta de \"depenar\" clientes que t\u00eam pouca ou nenhuma margem de manobra.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhemos para os factos: o cr\u00e9dito banc\u00e1rio \u00e0 economia \u00e9 modesto face ao volume de dep\u00f3sitos; a remunera\u00e7\u00e3o destes \u00e9 das piores da Europa; e o peso das comiss\u00f5es \u00e9 asfixiante \u2014 tudo tem um custo. Se houvesse concorr\u00eancia real, estas rentabilidades \"esplendorosas\" seriam imposs\u00edveis. Dir-me-\u00e3o que o cliente \u00e9 livre de mudar de banco, mas a burocracia envolvida torna essa liberdade te\u00f3rica. Mesmo para um cidad\u00e3o comum, unicamente detentor de uma mera conta-ordenado, o processo \u00e9 pesado.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltei \u00e0 minha fatia de p\u00e3o, mas n\u00e3o me sa\u00eda da cabe\u00e7a a ideia de reforma. Pensei que bastaria uma \"pequenina\" para agitar o setor: criar um quadro legal que permitisse a portabilidade do n\u00famero de conta. O cliente deveria poder mudar de institui\u00e7\u00e3o mantendo o seu IBAN, a exemplo do que acontece nas telecomunica\u00e7\u00f5es ou na energia com os respetivos n\u00fameros de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Terminei o pequeno-almo\u00e7o bem-disposto. Pode ser apenas um sonho, mas tenho esperan\u00e7a de um dia esta \"pequenina\" reforma se tornar realidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, OBEGEF Bastaria uma &#8220;pequenina&#8221; reforma para agitar o setor banc\u00e1rio: criar um quadro legal que permitisse a portabilidade do n\u00famero de conta. 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