{"id":49372,"date":"2025-10-29T16:48:41","date_gmt":"2025-10-29T16:48:41","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49372"},"modified":"2025-11-02T16:51:22","modified_gmt":"2025-11-02T16:51:22","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-368","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49372","title":{"rendered":"QR codes: tecnologia \u00fatil ou isco invis\u00edvel?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;\">S\u00f3nia Lima, Jornal SOL<\/span><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/sol.sapo.pt\/2025\/10\/29\/qr-codes-tecnologia-util-ou-isco-invisivel\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em><em>Os QR codes podem esconder um risco de quishing, uma forma de fraude digital que se serve da nossa confian\u00e7a na tecnologia<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>H\u00e1 poucos dias, voltei de uma escapadinha a Praga. O tempo estava perfeito, a cidade vibrava com turistas e m\u00fasica nas ruas. Mas o que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi a beleza das pontes nem o aroma do caf\u00e9. Foi outra coisa: a presen\u00e7a constante de <em>QR codes<\/em>.<br>Nas vitrinas, nas mesas dos restaurantes, em placares informativos, at\u00e9 no quarto do hotel \u2014 um c\u00f3digo que ligava diretamente \u00e0 Netflix. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de pura comodidade. Mas essa mesma facilidade \u00e9 o que abre espa\u00e7o para abusos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O truque por tr\u00e1s do c\u00f3digo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a pandemia, os <em>QR codes<\/em> tornaram-se uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, simples e economica, para evitar contacto f\u00edsico. Hoje, escanear um <em>QR code<\/em> tornou-se um ato autom\u00e1tico, quase inconsciente. E \u00e9 precisamente isso que os criminosos exploram.<br>No <em>quishing<\/em>, o golpe \u00e9 engenhoso: um c\u00f3digo adulterado \u00e9 colado sobre o verdadeiro. \u00c0 primeira vista, nada parece fora do normal. Mas o utilizador \u00e9 levado para um site falso, que imita \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o o original, e onde fornece dados pessoais, banc\u00e1rios ou at\u00e9 autoriza\u00e7\u00f5es de pagamento. Noutros casos, basta o clique para instalar um v\u00edrus no telefone.<\/p>\n\n\n\n<p>Relat\u00f3rios de ciberseguran\u00e7a mostram que o problema est\u00e1 a crescer. Na Alemanha, Austr\u00e1lia, Reino Unido e Estados Unidos, multiplicam-se as queixas. No Reino Unido, segundo a Action Fraud, registaram-se entre 2024 a abril de 2025, 784 den\u00fancias de <em>quishing<\/em>, com preju\u00edzos de cerca de 4 milh\u00f5es de euros. A maioria ocorreu em parques de estacionamento, onde autocolantes com <em>QR codes<\/em> falsos foram colados nas m\u00e1quinas de pagamento. Tamb\u00e9m surgiram casos de <em>emails<\/em> fraudulentos em nome das finan\u00e7as brit\u00e2nicas, com <em>links<\/em> disfar\u00e7ados de c\u00f3digos leg\u00edtimos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A fraude que n\u00e3o parece fraude<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a do <em>quishing<\/em> est\u00e1 precisamente na apar\u00eancia de normalidade. Um <em>QR code<\/em> transmite confian\u00e7a: \u00e9 limpo, visualmente coerente e sem os erros t\u00edpicos de mensagens de <em>spam<\/em>. E \u00e9 isso que o torna t\u00e3o eficaz.<br>Num restaurante, num cartaz ou num parqu\u00edmetro, basta um pequeno autocolante para enganar dezenas de pessoas num s\u00f3 dia. Alguns esquemas chegam a enviar brindes ou pacotes falsos com <em>QR codes<\/em> impressos, simulando campanhas promocionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dicas simples para minimizar o risco de sermos v\u00edtimas de<em> quishing<\/em>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tenha uma atitude c\u00e9ptica quando for convidado a <em>scannear <\/em>um <em>QR code<\/em>, pois nem tudo o que \u00e9 r\u00e1pido \u00e9 seguro.<\/li>\n\n\n\n<li>Observe com aten\u00e7\u00e3o se o c\u00f3digo em causa parece dealinhado ou foi colado por cima de outro.<\/li>\n\n\n\n<li>Evite <em>scannear<\/em> c\u00f3digos em locais p\u00fablicos sem garantia da sua origem.<\/li>\n\n\n\n<li>Procure o site diretamente no navegador em vez de aceder via <em>QR code<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>O desafio da era digital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os <em>QR codes<\/em> s\u00e3o, sem d\u00favida, uma ferramenta pr\u00e1tica, pois substituem menus, simplificam pagamentos e aceleram processos. Mas o pre\u00e7o da conveni\u00eancia \u00e9 a vigil\u00e2ncia. Num mundo em que tudo se digitaliza, a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o nosso melhor antiv\u00edrus.<br>Por isso, da pr\u00f3xima vez que vir um <em>QR code<\/em>, talvez valha a pena fazer uma pausa e perguntar: <em>quem o colocou ali e com que inten\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia evolui mais depressa do que a nossa capacidade de a questionar. Cada nova facilidade traz uma nova vulnerabilidade, e o equil\u00edbrio entre conforto e seguran\u00e7a \u00e9 cada vez mais fr\u00e1gil. Talvez o verdadeiro sinal de maturidade digital n\u00e3o esteja em usar tudo o que a tecnologia nos oferece, mas em aprender a questionar quando algo parece demasiado f\u00e1cil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3nia Lima, Jornal SOL Os QR codes podem esconder um risco de quishing, uma forma de fraude digital que se serve da nossa confian\u00e7a na tecnologia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,303],"tags":[],"class_list":["post-49372","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-sol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49372","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49372"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49373,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49372\/revisions\/49373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}