{"id":49360,"date":"2025-10-23T08:16:00","date_gmt":"2025-10-23T08:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49360"},"modified":"2025-10-26T19:19:26","modified_gmt":"2025-10-26T19:19:26","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-366","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49360","title":{"rendered":"S\u00f3 vou saber quando eu chutar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;\">Marcus Braga, Jornal SOL<\/span><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/sol.sapo.pt\/2025\/10\/23\/so-vou-saber-quando-eu-chutar\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>O ato de chutar a bola e perder o gol pode ter consequ\u00eancias irrevers\u00edveis, mas s\u00f3 saberemos se o goleiro \u00e9 bom se chutarmos<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>O ano de 2025 marca no Brasil a comemora\u00e7\u00e3o dos oitenta anos de Gonzaga J\u00fanior, o Gonzaguinha, cantor e compositor brasileiro, filho do Rei do Bai\u00e3o, falecido em um acidente automobil\u00edstico no ano de 1991 no Estado do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Dono de um cancioneiro vasto e diverso, destaca-se para a discuss\u00e3o aqui posta a m\u00fasica \u201cGeraldinos e Arquibaldos\u201d, de 1975, em especial o trecho : \u201cVoc\u00ea me diz que esse goleiro \u00e9 titular da sele\u00e7\u00e3o, mas s\u00f3 vou saber \u00e9 quando eu chutar\u201d, que ilustra no nosso contexto a possibilidade de o gestor p\u00fablico assumir riscos, situa\u00e7\u00e3o que dialoga, inclusive, com a agenda anticorrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O administrador p\u00fablico interage no cotidiano com os riscos que ele percebe, mas tamb\u00e9m \u00e9 objeto de alertas, fruto de indica\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os de auditoria e reguladores em geral, o que lhe imp\u00f5e a onerosa necessidade de rever decis\u00f5es, fortalecer salvaguardas, por vezes aplicar puni\u00e7\u00f5es, e ainda, abandonar projetos, em um contexto que causa natural resist\u00eancia, at\u00e9 por que o risco \u00e9 algo que pode acontecer, e o fantasma do alarmismo sempre ronda essa discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 o que se falar em assumir riscos diante de descumprimento de normas ou quest\u00f5es \u00e9ticas, ainda que esses aspectos tenham v\u00e1rios tons de cinza, mas no mundo discricion\u00e1rio da gest\u00e3o p\u00fablica, o administrador toma, e deve tomar, decis\u00f5es cotidianas para a entrega de resultados, e isso implica em lidar com riscos, enfrentando posteriormente os chamados \u201cengenheiros de obra pronta\u201d, a avaliarem a pertin\u00eancia ou n\u00e3o de suas decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse contexto complexo gera administradores conservadores em excesso nos governos, pouco ousados e inovadores, travados, burocratizados, apegados a letra das normas, temerosos de assumir riscos com uma racionalidade difusa, que pode ser substitu\u00edda por outras abordagens, e nesse sentido, a discuss\u00e3o de gest\u00e3o de riscos pode ser de extrema utilidade no processo decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Risco \u00e9 contexto, \u00e9 conhecer as possibilidades e valorar estas pela sua magnitude, e as normas internacionais sobre o tema falam do conceito de \u201capetite ao risco\u201d, ou seja, a predisposi\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o e de seus dirigentes em assumir certos riscos frente aos cen\u00e1rios e as peculiaridades do seu neg\u00f3cio, o que no ambiente governamental se reveste de grande peculiaridade, pelas suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas de extrema regula\u00e7\u00e3o e de resultados por vezes difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tema complexo e que demanda aprofundamento esse do apetite ao risco dos dirigentes no setor p\u00fablico, mas o fato \u00e9 que sem assumir riscos, temos poucos resultados e isso afeta diretamente a popula\u00e7\u00e3o benefici\u00e1ria, de modo que as decis\u00f5es que impliquem a assun\u00e7\u00e3o de riscos devem se revestir de reflex\u00e3o, de estudo, fugindo de improvisos, de bravatas e de vis\u00f5es superficiais e enviesadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato de chutar a bola e perder o gol pode ter consequ\u00eancias irrevers\u00edveis, mas s\u00f3 saberemos se o goleiro \u00e9 bom se chutarmos, e esse dilema permeia a gest\u00e3o p\u00fablica e privada, demandando uma reflex\u00e3o n\u00e3o apenas dos gestores, mas tamb\u00e9m de quem os fiscaliza, na constru\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios de empatia, de contextualiza\u00e7\u00e3o, para que a efici\u00eancia n\u00e3o desapare\u00e7a para dar lugar ao burocratismo, e por vezes, a injusti\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcus Braga, Jornal SOL O ato de chutar a bola e perder o gol pode ter consequ\u00eancias irrevers\u00edveis, mas s\u00f3 saberemos se o goleiro \u00e9 bom se 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