{"id":4925,"date":"2013-07-26T15:53:19","date_gmt":"2013-07-26T15:53:19","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=4925"},"modified":"2015-12-04T19:07:38","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:38","slug":"a-inteligencia-da-subserviencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=4925","title":{"rendered":"A intelig\u00eancia da subservi\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta,\u00a0[types field=\"pub\" class=\"\" style=\"\"][\/types]<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iOpiniao\/inteligencia-da-subserviencia\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/I_Fraude268.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>As \"elites\" n\u00e3o aprendem com a hist\u00f3ria. A sua incapacidade n\u00e3o \u00e9 intelectual. \u00c9 de subservi\u00eancia pol\u00edtica aos que criaram montanhas de nada (cr\u00e9dito fict\u00edcio)<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>1. H\u00e1 uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre as din\u00e2micas c\u00edclicas dos neg\u00f3cios, da hegemonia de ideologias, da tend\u00eancia para o esquecimento da inevitabilidade das crises, da pr\u00e1tica de crimes de colarinho branco, de comportamento pol\u00edtico face aos \"mercados\" e das concep\u00e7\u00f5es \u00e9ticas.<\/p>\n<p>\u00c9 inequ\u00edvoco o impacto actual da financiariza\u00e7\u00e3o e desindustrializa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses capitalistas centrais; da ideologia neoliberal; das teses do fim da hist\u00f3ria e da supera\u00e7\u00e3o das crises; das fraudes financeiras, da corrup\u00e7\u00e3o, da lavagem de dinheiro e da economia ilegal; da aus\u00eancia de regula\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte do Estado; da debilita\u00e7\u00e3o da moral e da assun\u00e7\u00e3o de que o crime compensa. \u00c9 inequ\u00edvoco o sincronismo destes m\u00faltiplos aspectos na actual crise estrutural do capitalismo.<\/p>\n<p>O entrela\u00e7amento encoberto e espont\u00e2neo das \"m\u00e1fias organizadas\" no funcionamento da economia faz parte do nosso presente.<\/p>\n<p>As \"elites\" n\u00e3o aprendem com a hist\u00f3ria. A sua incapacidade n\u00e3o \u00e9 intelectual. \u00c9 de subservi\u00eancia pol\u00edtica aos que criaram montanhas de nada (cr\u00e9dito fict\u00edcio) e hoje sugam as popula\u00e7\u00f5es para refazerem as montanhas imaginadas. Para a economia deles ir bem tem o pa\u00eds de ir mal.<\/p>\n<p>2. Um livro recente (\"\u00c0 Minha Maneira?\", de Filipe Fernandes) vem revelar-nos acontecimentos similares aos de hoje quando da crise de 1929\/33.<\/p>\n<p>As dificuldades, e o apoio do Estado, n\u00e3o foram com o BPN &amp; C.a mas com um banco estruturante do imp\u00e9rio colonial, o Banco Nacional Ultramarino. Mas as semelhan\u00e7as s\u00e3o gritantes.<\/p>\n<p>Vive-se uma crise de sobreprodu\u00e7\u00e3o que afecta todo o sistema banc\u00e1rio. Durante a fase de expans\u00e3o da economia fizeram-se neg\u00f3cios de curto prazo de elevado risco, privilegiaram-se os amigos que as teias do poder econ\u00f3mico aconselhavam, houve fraudes avultadas, impunes ou quase, mesmo depois de detectadas. A fraude gerou riqueza para quem a praticou.<\/p>\n<p>Na Europa defendiam-se pol\u00edticas de equil\u00edbrio or\u00e7amental, abrindo-se excep\u00e7\u00f5es para a salva\u00e7\u00e3o da banca. Germinavam os conflitos sociais que desembocaram nas ditaduras e na Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Essas dram\u00e1ticas situa\u00e7\u00f5es nada ensinaram. Ent\u00e3o como agora as manifesta\u00e7\u00f5es da crise s\u00e3o semelhantes e os erros pol\u00edticos tamb\u00e9m. Como diz Galbraith, \"os desastres financeiros s\u00e3o rapidamente esquecidos\". Economistas e pol\u00edticos t\u00eam mem\u00f3ria curta.<\/p>\n<p>3. As semelhan\u00e7as entre as duas crises n\u00e3o nos devem fazer esquecer as diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00c9ramos uma sociedade mais atrasada, condicionada e fechada, implantados numa Europa mais preponderante pol\u00edtica, cultural, tecnol\u00f3gica e industrialmente no plano mundial. Ent\u00e3o havia maior capacidade de decis\u00e3o pol\u00edtica nacional e o Banco de Portugal funcionava como financiador de \u00faltima inst\u00e2ncia (pretendia-se respeitar o padr\u00e3o-ouro, mas a crise for\u00e7ou a uma maior autonomia do sistema banc\u00e1rio e sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade).<\/p>\n<p>A mundializa\u00e7\u00e3o ampliou-se, para o bem e para o mal. Hoje prolifera a economia paralela. A criminalidade econ\u00f3mica internacional tem assento no banquete dos neg\u00f3cios \u00e0 escala mundial. A independ\u00eancia nacional diluiu--se nos jogos de poder europeus.<\/p>\n<p>4. O 25 de Abril de 1974 \u00e9 uma ruptura insofism\u00e1vel na passagem da ditadura para a democracia, no fim do imp\u00e9rio colonial, na assun\u00e7\u00e3o da dignidade e da vontade de um povo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o ser\u00e1 a \"ditadura dos mercados\" uma amea\u00e7a \u00e0 efectiva democracia pol\u00edtica? N\u00e3o ser\u00e1 que o actual \"estado de golpe\", de que fala Manuel Alegre, associado \u00e0s graves tens\u00f5es na Europa e na regi\u00e3o mediterr\u00e2nica, uma poss\u00edvel porta de entrada do golpe de Estado?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta,\u00a0[types field=&#8221;pub&#8221; class=&#8221;&#8221; style=&#8221;&#8221;][\/types], As &#8220;elites&#8221; n\u00e3o aprendem com a hist\u00f3ria. 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