{"id":4913,"date":"2013-07-05T15:38:50","date_gmt":"2013-07-05T15:38:50","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=4913"},"modified":"2015-12-04T19:07:39","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:39","slug":"a-riqueza-e-a-felicidade-o-caso-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=4913","title":{"rendered":"A riqueza e a felicidade: o caso portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso, <span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jornal i<\/strong><\/span><\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iOpiniao\/riqueza-felicidade-caso-portugues\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/I_Fraude262.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 que adoptar uma abordagem de vida equilibrada, entre indiv\u00edduos e sociedade. Como indiv\u00edduos, somos felizes quando nos \u00e9 permitido satisfazer necessidades b\u00e1sicas<!--more--><br \/>\nEmbora o mundo disponha de uma riqueza total sem precedentes, vivemos num tempo de grande ansiedade, de ampla inseguran\u00e7a, de muita agita\u00e7\u00e3o, de insatisfa\u00e7\u00e3o, de pessimismo, de desigualdade e, claro, de significativa corrup\u00e7\u00e3o. Somos ref\u00e9ns da \"cultura do consumismo\", temos crise de alimenta\u00e7\u00e3o, crise de energia, crise clim\u00e1tica e crise financeira. A raiz de tudo isso s\u00f3 pode naturalmente ser o sistema econ\u00f3mico de acumula\u00e7\u00e3o do sup\u00e9rfluo, de cria\u00e7\u00e3o de necessidades desnecess\u00e1rias, de gan\u00e2ncia ilimitada e de m\u00e1ximo lucro. Na verdade e em linha com Shakespeare, podemos afirmar que essa riqueza foi capaz de transformar o negro em branco e a corrup\u00e7\u00e3o em virtude, de honrar o ladr\u00e3o, e de dar import\u00e2ncia e influ\u00eancia ao corrupto. Assim se compreende que, apesar da riqueza existente, na maioria dos pa\u00edses ditos desenvolvidos os seus habitantes n\u00e3o parecem acreditar que se v\u00e1 \"no caminho certo\".<\/p>\n<p>Neste contexto, ser\u00e1 que n\u00e3o chegou a hora de reconsiderar os objectivos econ\u00f3micos? Dito de outro modo, em lugar da maximiza\u00e7\u00e3o do lucro e da utilidade (baseada no consumo) que nos tem conduzido ao cen\u00e1rio descrito, n\u00e3o haver\u00e1 antes que maximizar a felicidade, a satisfa\u00e7\u00e3o na vida e o estar bem? \u00c9 certo que o progresso econ\u00f3mico \u00e9 crucial e pode melhorar a qualidade de vida, mas n\u00e3o ser\u00e1 de experimentar uma abordagem alternativa e hol\u00edstica de desenvolvimento, que enfatiza o crescimento da economia, mas tamb\u00e9m a vida humana, o emprego, a cultura, a sa\u00fade mental, a verdade, a honestidade, a compet\u00eancia, a verdadeira liberdade e a comunidade?<\/p>\n<p>Se acreditamos que sim, como alcan\u00e7ar ent\u00e3o a felicidade no mundo actual? Acredito que passa por colocar o observado progresso econ\u00f3mico ao servi\u00e7o de todos, evitando o sofrimento de alguns e, em particular, a fome, a pobreza, a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e outras necessidades b\u00e1sicas, como \u00e1gua pot\u00e1vel, atendimento m\u00e9dico e educa\u00e7\u00e3o, e empregos dignos. No fundo, h\u00e1 que adoptar uma abordagem de vida equilibrada, entre indiv\u00edduos e sociedade. Como indiv\u00edduos, somos felizes quando nos \u00e9 permitido satisfazer as necessidades b\u00e1sicas materiais e valorizar a fam\u00edlia, os amigos, a comunidade e o equil\u00edbrio interno. Como sociedade, as pol\u00edticas econ\u00f3micas devem ser capazes de manter padr\u00f5es de vida em alta, sem subordinar todos os valores da sociedade \u00e0 busca do lucro.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 isso uma utopia? Provavelmente sim. Mas acredito que tudo passa por governos compostos por indiv\u00edduos competentes e honestos, que colocam o bem comum acima do interesse particular, que previligiam a felicidade de todos \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o particular. Conseguir esse pa\u00eds imagin\u00e1rio em que tudo estaria organizado de uma forma superior parece ser de facto uma miss\u00e3o imposs\u00edvel, mas n\u00e3o pode ser.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito de Portugal, interrogo-me como \u00e9 poss\u00edvel que, havendo portugueses t\u00e3o qualificados e incompar\u00e1veis em todas as \u00e1reas a n\u00edvel mundial, seja a nobre actividade pol\u00edtica dominada pela mentira, o interesse pr\u00f3prio, a incompet\u00eancia, e por duvidosos e desonestos doutores e engenheiros. Como \u00e9 poss\u00edvel a \"m\u00e1 moeda\" expulse sempre a \"boa moeda\" e que, como h\u00e1 dias ouvi de um conterr\u00e2neo meu, reine a l\u00f3gica \"para os amigos tudo, para os inimigos nada e para os outros cumpra-se a lei.\"?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal i, H\u00e1 que adoptar uma abordagem de vida equilibrada, entre indiv\u00edduos e sociedade. Como indiv\u00edduos, somos felizes quando nos \u00e9 permitido satisfazer necessidades b\u00e1sicas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-4913","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4913"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4913\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8433,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4913\/revisions\/8433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}