{"id":49039,"date":"2025-03-27T16:12:27","date_gmt":"2025-03-27T16:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49039"},"modified":"2025-03-30T16:15:41","modified_gmt":"2025-03-30T16:15:41","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-325","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=49039","title":{"rendered":"As novas Normas Globais de Auditoria Interna e a Independ\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Gabriel de Magalh\u00e3es, Jornal i online<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/2025\/03\/27\/as-novas-normas-globais-de-auditoria-interna-e-a-independencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em><em>O conceito de Independ\u00eancia est\u00e1 naturalmente contemplado nas Normas Globais de Auditoria Interna, e \u00e9 definido como a \u201caus\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es que prejudiquem a capacidade da fun\u00e7\u00e3o de auditoria interna para desempenhar as suas responsabilidades de forma imparcial<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>As novas Normas Globais de Auditoria Interna (GIAS) foram publicadas pelo <em>Institute of Internal Auditors<\/em> (IIA) em janeiro de 2024 e entraram em vigor em janeiro de 2025. T\u00eam como intuito a orienta\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica profissional da Auditoria Interna em todo o mundo, constituindo uma base s\u00f3lida para avaliar e elevar a qualidade da Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna nas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As GIAS fazem parte integrante do renovado \u201cEnquadramento Internacional de Pr\u00e1ticas Profissionais\u201d (<em>International Professional Practice Framework<\/em> \u2013 IPPF) do IIA - o anterior remontava a 2017 \u2013 que inclui tamb\u00e9m os Requisitos Tem\u00e1ticos e as Orienta\u00e7\u00f5es Globais.<\/p>\n\n\n\n<p><a>O conceito de Independ\u00eancia est\u00e1 naturalmente contemplado nas GIAS, sendo desde logo mencionado num dos cap\u00edtulos introdut\u00f3rios, o respeitante ao Gloss\u00e1rio, no qual a Independ\u00eancia \u00e9 definida como a \u201caus\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es que prejudiquem a capacidade da Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna para desempenhar as suas responsabilidades de forma imparcial\u201d.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No Dom\u00ednio III: Governar a Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna das GIAS, existe o Princ\u00edpio 7 \u2013 Posicionada de Forma Independentemente: \u201cO Conselho de Administra\u00e7\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por permitir a independ\u00eancia da Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna. Ainda segundo as GIAS, a \u201cFun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna s\u00f3 \u00e9 capaz de cumprir o Prop\u00f3sito da Auditoria Interna quando o diretor executivo de auditoria reporta diretamente ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, \u00e9 qualificado e est\u00e1 posicionado em um n\u00edvel dentro da organiza\u00e7\u00e3o que permite que a Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna cumpra seus servi\u00e7os e responsabilidades sem interfer\u00eancia\u201d. Inerente ao Princ\u00edpio 7 \u2013 Posicionada de Forma Independentemente encontra-se relacionada, entre outras, a seguinte Norma:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Norma 7.1 \u2013 Independ\u00eancia Organizacional: \u201cO diretor executivo de auditoria deve confirmar ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o a independ\u00eancia organizacional da Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna pelo menos uma vez por ano. Tal inclui a comunica\u00e7\u00e3o de incidentes em que a independ\u00eancia possa ter sido prejudicada e as a\u00e7\u00f5es ou salvaguardas utilizadas para fazer face ao preju\u00edzo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O diretor executivo de auditoria deve documentar, no estatuto de auditoria interna, as rela\u00e7\u00f5es de reporte e o posicionamento organizacional da Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna, conforme determinado pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor executivo de auditoria deve discutir com o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e com a gest\u00e3o s\u00e9nior, quaisquer fun\u00e7\u00f5es e responsabilidades atuais ou propostas, que possam prejudicar a independ\u00eancia da Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna, quer de facto, quer de apar\u00eancia. O diretor executivo de auditoria deve aconselhar o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o s\u00e9nior sobre os tipos de salvaguardas para gerir preju\u00edzos reais, potenciais ou percebidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o diretor executivo de auditoria tem uma ou mais fun\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas al\u00e9m da auditoria interna, as responsabilidades, a natureza do trabalho e as salvaguardas estabelecidas devem ser documentadas no estatuto de auditoria interna. Se essas \u00e1reas de responsabilidade estiverem sujeitas a auditoria interna, devem ser estabelecidos processos alternativos para obter garantias, tais como a contrata\u00e7\u00e3o de um prestador de garantia externo, objetivo e competente, que responda de forma independente ao conselho de administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando as responsabilidades n\u00e3o relacionadas com a auditoria do diretor executivo de auditoria s\u00e3o tempor\u00e1rias, a garantia para essas \u00e1reas deve ser fornecida por um terceiro independente, durante a afeta\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e durante os 12 meses subsequentes. Al\u00e9m disso, o diretor executivo de auditoria deve estabelecer um plano de transi\u00e7\u00e3o dessas responsabilidades para a gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a estrutura de governa\u00e7\u00e3o n\u00e3o apoiar a independ\u00eancia organizacional, o diretor executivo de auditoria deve documentar as caracter\u00edsticas da estrutura de governa\u00e7\u00e3o que limitam a independ\u00eancia e quaisquer salvaguardas que possam ser empregues para alcan\u00e7ar esse princ\u00edpio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, existem outros Dom\u00ednios e Princ\u00edpios das GIAS que se referem \u00e0 tem\u00e1tica da Independ\u00eancia, bem como outros documentos, alguns deles relativos ao papel da Auditoria Interna na avalia\u00e7\u00e3o da Governa\u00e7\u00e3o, Cultura e valores pelos quais se regem as organiza\u00e7\u00f5es, incluindo o tema da preven\u00e7\u00e3o, dete\u00e7\u00e3o e sana\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno da fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda neste contexto, devem tamb\u00e9m ser consideradas a Legisla\u00e7\u00e3o Nacional e Internacional, bem como, os requisitos impostos pelas Autoridades Reguladoras, de Supervis\u00e3o e de Inspe\u00e7\u00e3o dos Estados ou entidades Supranacionais, sobre (i) a Fun\u00e7\u00e3o de Auditoria Interna, (ii) os Auditores Internos e (iii) quaisquer entidades que prestem servi\u00e7os de auditoria interna (em regimes de <em>Co-Sourcing<\/em> ou <em>Outsourcing<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Artigo baseado no documento \u201cGlobal Internal Audit Standards\u201d do IIA de 9 de janeiro de 2024<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriel de Magalh\u00e3es, Jornal i online O conceito de Independ\u00eancia est\u00e1 naturalmente contemplado nas Normas Globais de Auditoria Interna, e \u00e9 definido como a \u201caus\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es que prejudiquem a capacidade da fun\u00e7\u00e3o de auditoria interna para desempenhar as suas responsabilidades de forma imparcial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-49039","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49039"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49039\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49041,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49039\/revisions\/49041"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}