{"id":48942,"date":"2025-02-10T13:45:27","date_gmt":"2025-02-10T13:45:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48942"},"modified":"2025-02-12T13:49:09","modified_gmt":"2025-02-12T13:49:09","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-314","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48942","title":{"rendered":"Cinco Perplexidades sobre a Economia Portuguesa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"color: #005500\"><span style=\"color: #ff0000\">Jorge Fonseca de Almeida, \u00a0BLOG da Ordem dos Economista<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogeconomistas.pt\/1907-2\/?doing_wp_cron=1738759254.1888010501861572265625\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em><strong>Pol\u00edtica de Imigra\u00e7\u00e3o<\/strong><br>No passado dia 29 de Janeiro, organizou o Observat\u00f3rio do Mundo Isl\u00e2mico um excelente debate sobre a imigra\u00e7\u00e3o paquistanesa em Portugal que contou com as autoridades portuguesas (AIMA), paquistanesas (Embaixada) e v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es de paquistaneses residentes no nosso pa\u00eds.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p> A representante portuguesa insistiu na necessidade do ensino de portugu\u00eas como prioridade da pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o especialmente para acesso ao mercado de trabalho, os l\u00edderes associativos referiram que os seus associados n\u00e3o conseguem assistir \u00e0s aulas de portugu\u00eas por dois motivos: i) n\u00e3o h\u00e1 vagas nas escolas p\u00fablicas; ii) porque est\u00e3o atarefados a trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiquei perplexo: estimula-se a aprendizagem da l\u00edngua como prioridade mas n\u00e3o h\u00e1 vagas e promove-se a l\u00edngua a prop\u00f3sito do mercado de trabalho mas as pessoas conseguem inserir-se facilmente sem falar portugu\u00eas.<br>Por outro lado, as associa\u00e7\u00f5es referiram que os seus associados n\u00e3o pretendem demorar-se em Portugal o que querem \u00e9 reunir as condi\u00e7\u00f5es legais para rumar a outros pa\u00edses em que as condi\u00e7\u00f5es de vida (nomeadamente ao n\u00edvel da sa\u00fade, da habita\u00e7\u00e3o e dos rendimentos) sejam melhores. Para isso est\u00e3o dispon\u00edveis para permanecer no nosso pa\u00eds alguns anos, desde que legalmente (o que dada a inefici\u00eancia da AIMA n\u00e3o acontece).<br>Parece haver uma total dessintonia entre os interesses das empresas (necessidade de m\u00e3o-de-obra), dos imigrantes (desejo de estadia tempor\u00e1ria) e das pol\u00edticas p\u00fablicas. E, no entanto n\u00e3o parece dif\u00edcil estabelecer, concertadamente com todos os parceiros incluindo outros pa\u00edses, uma pol\u00edtica de imigra\u00e7\u00e3o que a todos satisfa\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crescimento econ\u00f3mico<\/strong><br>Portugal cresceu 1,9% em 2024. Valor abaixo do de anos anteriores, abaixo dos an\u00fancios do Governo, abaixo do crescimento m\u00e9dio do mundo (3,2%) e muito abaixo do dos EUA (2,8%) e da China (5%). No entanto o valor portugu\u00eas foi considerado uma extraordin\u00e1ria vit\u00f3ria do executivo de Lu\u00eds Montenegro.<\/p>\n\n\n\n<p>Total perplexidade&nbsp;quando me lembro de que o consenso dos economistas em Portugal era que qualquer crescimento abaixo de 2% devia ser considerado estagna\u00e7\u00e3o. Quando as expectativas s\u00e3o nulas qualquer valor positivo \u00e9 fant\u00e1stico. Infelizmente 2025 vai ser pior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Investimento em Defesa<\/strong><br>Os Estados Unidos exigem agora que os membros da NATO invistam anualmente 5% do PIB em Seguran\u00e7a e Defesa, isto \u00e9 em compras de armamento \u00e0 ind\u00fastria militar norte-americana. O Secret\u00e1rio-geral da NATO veio a Portugal exigi-lo dizendo que este investimento devia ser feito atrav\u00e9s do desinvestimento nas \u00e1reas sociais (sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, reformas, seguran\u00e7a social, etc.). Trata-se de valor t\u00e3o elevado que at\u00e9 o Governo j\u00e1 fez saber que n\u00e3o consegue obt\u00ea-lo imediatamente. Mas, infelizmente, disse que a prazo concordava com o tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Perplexidade: devemos querer pertencer a uma alian\u00e7a que exige tal quota anual? Que exige um tributo, do tipo colonial, t\u00e3o avultado a favor do seu membro mais poderoso? Que ganhamos em pertencer a esta \u201calian\u00e7a\u201d? A economia portuguesa aguenta este custo? Onde iremos cortar? Que impostos seremos obrigados a aumentar? Vamos desmantelar o pouco que temos de Estado Social? Teremos outro colossal aumento de impostos como o de Victor Gaspar?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proteger ou liberalizar<\/strong><br>Nos \u00faltimos anos as economias v\u00e3o-se fechando, por for\u00e7a de alinhamentos geopol\u00edticos for\u00e7ados, atrav\u00e9s de san\u00e7\u00f5es e tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>Perplexidade: neste mundo, Portugal, totalmente a contra corrente, atinge recordes de abertura da sua economia. Um risco elevad\u00edssimo e irracional. No seu af\u00e3 neoliberal anacr\u00f3nico, o Governo pretende tamb\u00e9m vender as \u00faltimas empresas p\u00fablicas portuguesas como a TAP. Acumula-se uma imensa vulnerabilidade que nos torna excessivamente dependentes. Os respons\u00e1veis parecem n\u00e3o se dar conta da evolu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PRR e a redu\u00e7\u00e3o do apoio Europeu<\/strong><br>A Uni\u00e3o Europeia vai enfrentar no futuro pr\u00f3ximo custos colossais com a reconstru\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio que restar \u00e0 Ucr\u00e2nia, com a integra\u00e7\u00e3o de pa\u00edses como a Alb\u00e2nia e outros dessa regi\u00e3o, com a restrutura\u00e7\u00e3o da economia francesa e alem\u00e3. O or\u00e7amento comunit\u00e1rio \u00e9 claramente insuficiente. V\u00e3o fazer-se cortes profundos. Desde logo na Pol\u00edtica Agr\u00edcola Comum e nos Fundos de Coes\u00e3o para pa\u00edses como Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Perplexidade: porque defendemos o alargamento da Uni\u00e3o a Leste? Que fontes de financiamento alternativos podemos construir face \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o dos fundos europeus (numa altura em que os n\u00edveis de investimento s\u00e3o j\u00e1 muito baixos)? O pa\u00eds parece n\u00e3o ter estrat\u00e9gia e andar \u00e0 deriva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, \u00a0BLOG da Ordem dos Economista Pol\u00edtica de Imigra\u00e7\u00e3oNo passado dia 29 de Janeiro, organizou o Observat\u00f3rio do Mundo Isl\u00e2mico um excelente debate sobre a imigra\u00e7\u00e3o paquistanesa em Portugal que contou com as autoridades portuguesas (AIMA), paquistanesas (Embaixada) e v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es de paquistaneses residentes no nosso pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,298],"tags":[],"class_list":["post-48942","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-outras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=48942"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48942\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48943,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48942\/revisions\/48943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=48942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=48942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=48942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}