{"id":48939,"date":"2025-02-13T09:00:00","date_gmt":"2025-02-13T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48939"},"modified":"2025-03-12T20:52:52","modified_gmt":"2025-03-12T20:52:52","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-313","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48939","title":{"rendered":"O \u201cNovo\u201d vil\u00e3o digital: O Cliente Fraudador"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Aldo Andretta,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo\/?fbid=942410728085358&amp;set=pb.100069493190653.-2207520000&amp;locale=pt_PT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Facebook110.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" style=\"width:26px;height:auto\" title=\"Ficheiro PDF\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><em>Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que clientes considerados \u201cricos\u201d admitem ter praticado fraudes online, gerando altos custos para empresas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. Al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com fraudadores externos, as empresas agora precisam lidar com esse comportamento criminoso, que muitos sequer reconhecem como tal.<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Em minhas cr\u00f4nicas sobre crimes digitais, tenho abordado fraudes cometidas por meio eletr\u00f4nico. Reiteradamente, destaco a crescente preocupa\u00e7\u00e3o de empresas e indiv\u00edduos com a sofistica\u00e7\u00e3o dos golpes e a criatividade dos criminosos, que utilizam ferramentas avan\u00e7adas para enganar suas v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m defendo que grande parte da popula\u00e7\u00e3o precisa de mais educa\u00e7\u00e3o sobre o uso seguro da tecnologia e deve ser conscientizada sobre os riscos crescentes do ambiente digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Para minha surpresa, me deparei recentemente com uma publica\u00e7\u00e3o em um grande ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o no Brasil com o seguinte t\u00edtulo: <strong>\"Metade dos ricos da gera\u00e7\u00e3o Z e Y admitem ter cometido \u2018furtos digitais\u2019 em lojas online\"<\/strong> (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DFuplo1t0qV\/?img_index=7&amp;igsh=MWtoZmp0a3IwNWhtbQ==\">fonte<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse dado alarmante vem de um estudo realizado pela empresa de antifraude Socure, que entrevistou cerca de dois mil norte-americanos. A pesquisa revelou que metade dos entrevistados, pertencentes \u00e0s gera\u00e7\u00f5es Y e Z (nascidos entre 1980 e 2010), com rendimentos acima de US$ 100 mil anuais, admitiu ter cometido furtos digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica ocorre quando um cliente recebe um produto e alega n\u00e3o t\u00ea-lo recebido, contesta a compra junto \u00e0 administradora do cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou afirma que a transa\u00e7\u00e3o foi feita por engano.<\/p>\n\n\n\n<p>Como justificativa, os entrevistados apontaram fatores como o impacto da infla\u00e7\u00e3o, influenciadores ensinando como obter reembolsos e a leni\u00eancia dos comerciantes ao devolver o dinheiro. Como sempre, todo ato criminoso encontra uma justificativa, por mais absurda que pare\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o bastasse a preocupa\u00e7\u00e3o com os fraudadores, agora as empresas precisam monitorar tamb\u00e9m alguns de seus \u201cbons clientes\u201d, que alegam ser v\u00edtimas de um \u201cmau servi\u00e7o\u201d? A resposta \u00e9 sim.<\/p>\n\n\n\n<p>E essa pr\u00e1tica n\u00e3o se restringe aos Estados Unidos. No Brasil, esse tipo de golpe \u00e9 mais comum do que parece.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns fatores incentivam esse comportamento abusivo, entre eles a prote\u00e7\u00e3o oferecida pelo C\u00f3digo de Defesa do Consumidor. N\u00e3o quero aqui criticar a legisla\u00e7\u00e3o, que, sem d\u00favida, protege a parte mais vulner\u00e1vel da rela\u00e7\u00e3o de consumo. No entanto, essa prote\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m abre brechas para que pessoas mal-intencionadas se aproveitem da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos um exemplo semelhante ao da pesquisa dos EUA: um consumidor recebe um produto e alega que ele veio avariado. Onde ocorreu a avaria? Ele pode simplesmente afirmar que n\u00e3o recebeu a encomenda. Mas onde est\u00e1 o comprovante de entrega? O entregador cumpriu seu papel corretamente?<\/p>\n\n\n\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o comum: o consumidor decide que n\u00e3o quer mais o produto. Vale a pena para a empresa arcar com os custos da devolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o protege o consumidor em todas essas circunst\u00e2ncias, mas a m\u00e1-f\u00e9 cabe \u00e0 empresa provar, e nem sempre isso \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os custos log\u00edsticos s\u00e3o altos. A pesquisa citada aponta que a devolu\u00e7\u00e3o de um produto pode custar at\u00e9 <strong>3,75 vezes o seu valor<\/strong>, levando muitas empresas a optarem por n\u00e3o realizar a log\u00edstica reversa, deixando o item com o consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que torna esse tipo de fraude ainda mais atraente no Brasil \u00e9 a rapidez na devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro. Muitas empresas reembolsam o valor da compra em quest\u00e3o de segundos, facilitando ainda mais a pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas companhias ainda n\u00e3o perceberam o tamanho do preju\u00edzo causado por essa nova modalidade de golpe, possivelmente porque as fraudes cometidas por cibercriminosos ainda representam uma perda maior. No entanto, est\u00e1 claro que medidas precisam ser adotadas urgentemente para mitigar essa nova amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 triste. Como se n\u00e3o bastasse a luta contra os crimes cibern\u00e9ticos, agora tamb\u00e9m precisamos nos preocupar com os maus clientes. Mas essa \u00e9 a realidade de quem escolheu essa batalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, continuo acreditando que o investimento na <strong>educa\u00e7\u00e3o digital<\/strong> pode melhorar o ambiente online. Informar as pessoas de que esse tipo de pr\u00e1tica \u00e9 crime pode contribuir para a conscientiza\u00e7\u00e3o e, quem sabe, para a redu\u00e7\u00e3o dessas fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero ter dado minha contribui\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aldo Andretta, OBEGEF Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que clientes considerados \u201cricos\u201d admitem ter praticado fraudes online, gerando altos custos para empresas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. 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