{"id":48838,"date":"2025-01-02T09:00:00","date_gmt":"2025-01-02T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48838"},"modified":"2025-01-20T15:00:21","modified_gmt":"2025-01-20T15:00:21","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-304","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48838","title":{"rendered":"O futuro dos discursos: para uma reconex\u00e3o simbi\u00f3tica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Ricardo Rodrigues,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo?fbid=913229777670120&amp;set=a.568810682112033&amp;locale=pt_PT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:20px;height:auto\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/facebook107.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" style=\"width:26px;height:auto\" title=\"Ficheiro PDF\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>De que priva\u00e7\u00f5es escapam as identidades hegem\u00f3nicas? O que diz o social sobre as identidades n\u00e3o-hegem\u00f3nicas e contra-hegem\u00f3nicas? O que somos nos espa\u00e7os de n\u00e3o ser? Quais as expectativas sociais e os rem\u00e9dios? Que motivos leg\u00edtimos est\u00e3o associados \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de desempenhos? Questionar \u00e9 o caminho? Vamos debater discurso?<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Escrever e falar sobre liberdades em exerc\u00edcio implica necessariamente discorrer sobre rela\u00e7\u00f5es de poder no tempo e no espa\u00e7o, exige deslindar as malhas dos discursos e transcorrer sobre localiza\u00e7\u00e3o e representatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia de g\u00e9nero, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es conexas, como contra identidades LGBTQIAPN+, a viol\u00eancia \u00e9tnico-racial, a xenofobia, entre tantas outras express\u00f5es identit\u00e1rias abafadas, neutralizadas pelo social, pelo todo, por subjetivismos perniciosos, perenes formas estruturais e multifacetadas, perpassando subtilmente a filigrana de prop\u00f3sitos de sistemas e tecnologias geneticamente infetados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratam-se, pois de manifesta\u00e7\u00f5es persistentes de desigualdades hist\u00f3ricas, estruturais e culturais, alavancadas por discursos de \u00f3dio (<em>sentido amplo<\/em>) direcionados, oportunamente amplificados por l\u00edderes pol\u00edticos, de vi\u00e9s carism\u00e1tico (como Donald Trump, Jair Bolsonaro, Viktor Orb\u00e1n, Andr\u00e9 Ventura, Marine Le Pen, Giorgia Meloni, etc.), personalidades ve\u00edculo (como Richard Spencer e Alex Jones, etc.), magnatas (como <em>Mark Zuckerberg, Elon Musk, Robert Mercer, Steven Bannon, Rupert Murdoch<\/em>, etc.), feixes de interesses obscuros, sustentados por holofotes medi\u00e1ticos e mecanismos mercadol\u00f3gicos de valida\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da proposta:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>problematizar cirurgicamente t\u00f3picos relativos a dimens\u00f5es, express\u00f5es e problem\u00e1ticas diretamente ligadas a fen\u00f3menos cr\u00edticos de viol\u00eancia relacional, nomeadamente, o sexo e o g\u00e9nero, o racismo e a xenofobia, culminando com breves considera\u00e7\u00f5es sobre os impactos dos discursos de \u00f3dio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Boas leituras:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol style=\"list-style-type:upper-roman\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Subs\u00eddios sobre <em>sexo<\/em> e <em>g\u00e9nero<\/em>:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Muito al\u00e9m das considera\u00e7\u00f5es inerentes ao <em>sexo<\/em>, uma constru\u00e7\u00e3o social normatizada a partir de marcadores biol\u00f3gicos e de discursos e pr\u00e1ticas socioculturais, cient\u00edficas, cl\u00ednicas-m\u00e9dicas e, igualmente, pol\u00edticas, assim interpretado e categorizado, entre inevit\u00e1veis desafios e ambiguidades, o <em>g\u00e9nero<\/em>, igualmente, resultado de constru\u00e7\u00f5es socioculturais, que determinam pap\u00e9is, comportamentos e expectativas, n\u00e3o se assume, <em>per se<\/em>, uma identidade interna, uma ess\u00eancia fixa ou imut\u00e1vel, antes performativo, din\u00e2mico, em constru\u00e7\u00e3o, reconstru\u00e7\u00e3o, desconstru\u00e7\u00e3o, uma movimenta\u00e7\u00e3o a partir de a\u00e7\u00f5es, omiss\u00f5es, atitudes, comportamentos, discursos,&nbsp; etc., que confirmam, reafirmam, reiteram ou refor\u00e7am, ou, alternativamente, questionam, contestam, desafiam, subvertem, etc., categorias. \u00c9, pois, fluido, contextual e m\u00faltiplo, um processo cont\u00ednuo de socializa\u00e7\u00e3o e normatiza\u00e7\u00e3o, que opera sobre corpos e subjetividades (v. Simone de Beauvoir, Raewyn Connell, Judith Butler, et. al.), estando al\u00e9m das amarras da anatomia ou biologia, dos pap\u00e9is tradicionais e das categorias preestabelecidas (bin\u00e1rias), amplamente sustentadas e refor\u00e7adas, entre constru\u00e7\u00f5es, vis\u00f5es, express\u00f5es dualistas ou dicot\u00f3micas r\u00edgidas \u2014 frequentemente exclusivistas, conflituais e reducionistas \u2014, por diversas tradi\u00e7\u00f5es religiosas (v. sistemas de controlo social), tais como, e sem preju\u00edzo de eventuais varia\u00e7\u00f5es internas ou correntes divergentes e progressistas, o catolicismo, o islamismo e o hindu\u00edsmo tradicionais, o cristianismo evang\u00e9lico conservador, o juda\u00edsmo ortodoxo, etc. (v. Judith Butler, et. al.). Da boa base dogm\u00e1tica religiosa o refor\u00e7o de um processo social <em>dogmaticamente<\/em> segmentador-categorizador, contribuindo, assim, para a obstaculiza\u00e7\u00e3o da plenitude e expansividade dos \u201ceus\u201d. A partir das vis\u00f5es tradicionais (herm\u00e9ticas) de pap\u00e9is, categorias e desempenhos, in\u00fameras barreiras artificiais estruturais edificadas, promovidas e perpetuadas, como em benef\u00edcio do \u201cser\u201d e do \u201ctodo\u201d, em boa verdade, contra o \u201cser\u201d em constru\u00e7\u00e3o, reconstru\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o, o \u201cestar\u201d, no devir, e os processos decisionais significativos (fortemente comprometidos) (v. proje\u00e7\u00e3o individual e social). Por efeito, entre n\u00edveis e camadas de permissividade, as respostas sociais qualificativas e de valida\u00e7\u00e3o admiss\u00edveis, que compreendem: a repress\u00e3o e condena\u00e7\u00e3o violentas; a desconfian\u00e7a nos desempenhos individuais fora dos estritos pap\u00e9is sociais atribu\u00eddos e esperados e correspondentes diferenciais de aceitabilidade de atitudes e comportamentos; formas mais sutis de controlo; e, veladamente, os processos de viol\u00eancia simb\u00f3lica, que refor\u00e7am &nbsp;estigmas e hierarquias sociais (v. Pierre Bourdieu, Teun A. van Dijk, et. al.), com resultados estruturalmente nocivos, sobretudo para as franjas desalinhadas com essas <em>determina\u00e7\u00f5es sociais<\/em> (a saber, normas patriarcais, heteronormativas e cisnormativas), em especial, e sem desconsiderar outras camadas, as mulheres e indiv\u00edduos da comunidade LGBTQIAPN+ (l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, transsexuais, queer, intersexo, assexuais, pansexuais e n\u00e3o-bin\u00e1rios, entre outros (+)) (v. Adrienne Rich, Kimberl\u00e9 Crenshaw, et. al.), isto apesar das pol\u00edticas, estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o, medidas e compromissos internacionais e nacionais, efetivos promotores hol\u00edsticos da igualdade e da n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fechando:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sexo<\/em> e <em>g\u00e9nero<\/em> dever\u00e3o, pois, ser acolhidos como construtos identit\u00e1rios complementares da experi\u00eancia-exist\u00eancia humana. Dever\u00e3o, pois, ser trabalhados integradamente, conjugando equidade e respeito pelas identidades e suas express\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conceitos recorrentemente utilizados, como \u201cideologia de g\u00e9nero\u201d, etc., que, sustentados em vis\u00f5es essencialistas, entre outras propostas e perfis de posicionamento, simplificam, banalizam, contorcem e distorcem quer o g\u00e9nero e as suas express\u00f5es, quer os contributos dos estudiosos, acad\u00e9micos, cientistas, etc., para constru\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas, t\u00e9cnica, cient\u00edfica e eticamente sustentadas, promotoras de n\u00edveis plenos de compreens\u00e3o do mundo, do humano, das suas caracter\u00edsticas, necessidades, etc., libertando-o das amarras da ignor\u00e2ncia, do desconhecimento, da desinforma\u00e7\u00e3o, libertando-o do significado da condena\u00e7\u00e3o a uma categoria predat\u00f3ria da sua exist\u00eancia, permitindo a boa supera\u00e7\u00e3o dos limites impostos por vis\u00f5es reducionistas, amplamente prejudiciais. Tratam-se, pois, de contributos, constru\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u201cideol\u00f3gicas\u201d, no sentido de fantasiosas ou impratic\u00e1veis, sem fundamento te\u00f3rico ou pr\u00e1tico, antes \u201csistema\u201d(s)\u201dde ideias, valores e princ\u00edpios que definem uma determinada vis\u00e3o do mundo, fundamentando e orientando a forma de agir de uma pessoa ou de um grupo social (\u2026)\u201d (Porto&nbsp;Editora \u2013&nbsp;\u201cideologia\u201d). N\u00e3o se tratam, tamb\u00e9m, de f\u00f3rmulas impositivas, sobre g\u00e9nero e identidade, etc., antes reveladoras, esclarecedoras e libert\u00e1rias. Pelo exposto, urge combater o discurso predat\u00f3rio, opressor das vidas e dos corpos, com esclarecimento sustentado e de largo espectro.<\/p>\n\n\n\n<p>A par, a cr\u00edtica confus\u00e3o entre identidade de <em>g\u00e9nero<\/em>, entendida como autoconhecimento pessoal ou perce\u00e7\u00e3o pessoal-interna de g\u00e9nero, coincidente ou n\u00e3o com o sexo atribu\u00eddo (com particular destaque, casos de especial ambiguidade de marcadores biol\u00f3gicos que desafiam os conceitos bin\u00e1rios (macho-masculino \/ f\u00eamea \u2013 feminino) (v. <em>intersexo, nas suas express\u00f5es<\/em>)), acomodando, conjugando ou rejeitando as categorias tradicionais ou outras; express\u00e3o de g\u00e9nero, enquanto forma de apresenta\u00e7\u00e3o, express\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00e3o do g\u00e9nero ao \u201cmundo\u201d, ao \u201coutro\u201d e aos \u201coutros\u201d(incluindo indument\u00e1ria, penteado, comportamentos, linguagem corporal, outras formas de apresenta\u00e7\u00e3o visual), que poder\u00e1 ser influenciada pelas normas e expectativas sociais de g\u00e9nero; e, finalmente, orienta\u00e7\u00e3o sexual, como sendo o modo como os indiv\u00edduos se relacionam emocional, rom\u00e2ntica e\/ou sexualmente com outros indiv\u00edduos, incluindo, formas, camadas e n\u00edveis de intensidade de atra\u00e7\u00e3o. Conceitos que merecem, seguramente, cont\u00ednua clarifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Questione-se, seriamente, a quem prejudicaria uma vis\u00e3o de mundo inclusiva, integradora, igualit\u00e1ria e humanizadora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Posicionar-se contra a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero, identidade e orienta\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 o \u00fanico caminho \u00e9tico a seguir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol style=\"list-style-type:upper-roman\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Subs\u00eddios sobre racismo:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Primeiramente, firmar o absoluto abandono do conceito de \u201cra\u00e7a\u201d enquanto realidade biol\u00f3gica precisa, reconhecendo-o, no entanto, como construto psicossocial, hist\u00f3rico, de suporte e manuten\u00e7\u00e3o de desigualdades estruturais (v. Rui Pena Pires, et. al.).<\/p>\n\n\n\n<p>O racismo corresponde, assim, a um sistema autopoi\u00e9tico complexo e multifacetado de opress\u00e3o resultante da categoriza\u00e7\u00e3o social de indiv\u00edduos por caracter\u00edsticas-fundamento (valor e significado social) f\u00edsicas, morfol\u00f3gicas e comportamentais, como, a cor da pele, a textura do cabelo, as fei\u00e7\u00f5es faciais, a ancestralidade, aspetos gen\u00e9ticos, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa categoriza\u00e7\u00e3o resulta o valor social atribu\u00eddo, determinando as intera\u00e7\u00f5es sociais e estruturando as desigualdades, configuradas em construtos (v. potencial reprodutivo), com importantes implica\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel do acesso a recursos, direitos e oportunidades, pelo que configura uma forma estrutural, institucional e intersubjetiva (sistema autopoi\u00e9tico) de discrimina\u00e7\u00e3o e que se manifesta e perp\u00e9tua atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas \u201cconscientes ou inconscientes\u201d (movimentos, din\u00e2micas e intera\u00e7\u00f5es que permitem situar individualidades e determinar atributos) \u201cgeradoras de desvantagens ou privil\u00e9gios\u201d (operando diretamente no tecido social, no concernente \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, estrutura e articula\u00e7\u00e3o de grupos diversos e individualidades) para determinados indiv\u00edduos, consoante o \u201cgrupo racial\u201d de perten\u00e7a&nbsp; (v. Bonilla-Silva; S\u00edlvio Almeida, et. al.). O racismo determina, assim, a organiza\u00e7\u00e3o social e as rela\u00e7\u00f5es de poder entre os diferentes grupos, projetando-se com todo o potencial reprodutivo e de nocividade.<\/p>\n\n\n\n<p>As dimens\u00f5es de a\u00e7\u00e3o sobre as manifesta\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o exigem medidas musculadas contra estere\u00f3tipos, preconceitos, \u201csimples\u201d piadas, microagress\u00f5es, viol\u00eancia simb\u00f3lica, entre outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o, (v. Pierre Bourdieu, Teun A. van Dijk, et. al.), e multin\u00edvel, incluindo outras camadas (v. do \u201ceu\u201d individual e do \u201ceu\u201d social), constitutivas do \u201ceu\u201d espec\u00edfico (em detrimento do \u201ceu\u201d universal \u2013 inquestion\u00e1vel), como sejam a condi\u00e7\u00e3o social, sexo, orienta\u00e7\u00e3o sexual, identidade ou express\u00e3o de g\u00e9nero ou caracter\u00edsticas sexuais, tamb\u00e9m, credo, f\u00e9 ou religi\u00e3o e suas express\u00f5es e simbologias, origens, outras condi\u00e7\u00f5es, etc. Em articula\u00e7\u00e3o, \u00e9 fundamental o desenvolvimento de campanhas e a\u00e7\u00f5es de esclarecimento e promo\u00e7\u00e3o de cidadania ativa plural, atrav\u00e9s da desnaturaliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os e de fun\u00e7\u00f5es, do especial est\u00edmulo \u00e0 promo\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es-express\u00f5es culturais, \u00e0 reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre os privilegiados (entendidos como universais) nas rela\u00e7\u00f5es de poder, \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o dos tempos de exerc\u00edcio com as tem\u00e1ticas e problem\u00e1ticas dos agentes n\u00e3o-hegem\u00f3nicos e contra-hegem\u00f3nicos, dando voz ativa, numa floral legitima\u00e7\u00e3o efetiva. A par, a promo\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as sociais, o est\u00edmulo a posicionamentos antirracistas (posicionamentos \u00e9ticos), atrelados a sistemas efetivos de compliance antidiscriminat\u00f3rio, e, por fim, express\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o positiva ou inclusiva, etc., formas afirmativas de a\u00e7\u00e3o, tendente a corrigir desigualdades hist\u00f3ricas e estruturais (v. Djamila Ribeiro, Sueli Carneiro, Abdias do Nascimento, \u00c2ngela Barreto Xavier, Boaventura de Sousa Santos, Judith Butler, Patricia Hill Collins, Edward Said, Talal Asad, Jorge Amado, Mia Couto, et. al.).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Devemos questionar:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>quem n\u00e3o se beneficia de uma cultura de respeito, empatia, simpatia, igualdade e inclus\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>quem se beneficia da categoriza\u00e7\u00e3o social?<\/p>\n\n\n\n<p>quem se beneficia da objetifica\u00e7\u00e3o estigmatizante dos \u201ceus\u201d e dos corpos do(s) outro(s)?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Posicionar-se contra o racismo \u00e9 o \u00fanico caminho \u00e9tico a seguir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol style=\"list-style-type:upper-roman\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Subs\u00eddios sobre xenofobia:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Forjada no medo, avers\u00e3o ou hostilidade em rela\u00e7\u00e3o a pessoas de outros pa\u00edses ou culturas, frequentemente associada \u00e0 perce\u00e7\u00e3o (constru\u00edda intersubjetiva, institucional ou estruturalmente) de amea\u00e7a \u00e0 identidade cultural, religiosa e social, \u00e0 economia, \u00e0 sustentabilidade dos sistemas de seguran\u00e7a social e de sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a, entre outros aspetos cr\u00edticos do grupo dominante. Inclui estere\u00f3tipos, preconceitos e discrimina\u00e7\u00e3o (ex.: atitudes, comportamentos, narrativas, discursos, pol\u00edticas, pr\u00e1ticas, etc.) contra indiv\u00edduos ou grupos, percebidos como \"estrangeiros\", pertencentes a uma etnia ou nacionalidade diferente da \"local\" ou \"nativa\". Intensamente nutridos por distor\u00e7\u00f5es da realidade e mentiras, que refor\u00e7am a sensa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a e a exclus\u00e3o. (v. Achille Mbembe, Saskia Sassen, Zygmunt Bauman, Etienne Balibar, et. al.)<\/p>\n\n\n\n<p>Dos movimentos de viol\u00eancia contra o \u201cestrangeiro\u201d podemos cogitar, com maior ou menor intensidade, restri\u00e7\u00f5es \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, fen\u00f3menos de segrega\u00e7\u00e3o social, outras manifesta\u00e7\u00f5es de intoler\u00e2ncia, desrespeito e viol\u00eancia, que promovem inseguran\u00e7a, pela perce\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, perturbadores dos processos de integra\u00e7\u00e3o e da boa convivialidade segura e pac\u00edfica entre diferentes culturas e povos, etc., fatores de desigualdade, exclus\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o. Apresentam um enorme potencial de afeta\u00e7\u00e3o negativa das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, nutrindo nacionalismos, isolacionismos, narrativas e discursos de equivalente teor-valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto manifesta\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de injusti\u00e7a social e econ\u00f3mica, nas mais diversas formas e express\u00f5es, configuram obst\u00e1culos de <em>iure<\/em> e de facto que comprometem a igualdade de direitos, oportunidades e dignidade social, igualmente, desencorajam a imigra\u00e7\u00e3o. Desta forma, limitam as contribui\u00e7\u00f5es dos imigrantes para a economia e para a sociedade em geral, especialmente nos mercados, mais particularmente no mercado do trabalho, onde, claramente, assumem peso e import\u00e2ncia significativos (especialmente nas economias avan\u00e7adas), contribuindo, nos setores p\u00fablico, privado, cooperativo e social (em especial, na produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os p\u00fablicos), com habilidades, qualifica\u00e7\u00f5es (essenciais e inovadoras), para o robustecimento de sistemas de seguran\u00e7a social e rejuvenescimento populacional. Com igual destaque, no plano estrat\u00e9gico, o impacto em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, com todo o potencial de cria\u00e7\u00e3o de novos postos de trabalho, atra\u00e7\u00e3o de talentos e novos investimentos, contribuindo direta e indireta para a riqueza nacional (v. G3E2P, FMI, etc.).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Posicionar-se contra a xenofobia \u00e9 o \u00fanico caminho \u00e9tico a seguir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol style=\"list-style-type:upper-roman\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Subs\u00eddios sobre narrativas e discursos de \u00f3dio:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Inflamam, fraturam, encarnar divis\u00f5es sociais, normalizam estere\u00f3tipos e preconceitos, devastadores para a conviv\u00eancia social, ora, o respeito e n\u00edveis de toler\u00e2ncia alinhados com os valores democr\u00e1ticos, em especial, os direitos e liberdades reconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dos contextos justificadores da viol\u00eancia \u00e0s a\u00e7\u00f5es desencadeadoras das atitudes e comportamentos nocivos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por via da desinforma\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o, associando intencionalidades a a\u00e7\u00f5es comuns ou simples banalidades, sintetizando individualidades e grupos em lineares generaliza\u00e7\u00f5es, subvertendo condi\u00e7\u00f5es de vitimiza\u00e7\u00e3o, ressignificando conceitos, realidades e fen\u00f3menos, condenando sistemas, etc., a cria\u00e7\u00e3o de narrativas ficcionais, m\u00edticas, aleg\u00f3ricas e pseudorrealistas de inimigos e problemas (as \u201camea\u00e7as\u201d) inexistentes, ora, enquanto tal, por sua pr\u00f3pria natureza, insuscet\u00edveis de supera\u00e7\u00e3o por qualquer sistema. Estas narrativas configuram f\u00f3rmulas, intrincadas e subtis, capazes de distorcer ou condicionar perce\u00e7\u00f5es, legitimando a\u00e7\u00f5es radicais protetivas inadi\u00e1veis, atrav\u00e9s de efetivos comandos sum\u00e1rios de culpa e condena\u00e7\u00e3o, tanto individual quanto coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Motores de polariza\u00e7\u00f5es, normalizadores da intoler\u00e2ncia e aceitabilidade da viol\u00eancia (condi\u00e7\u00f5es defensivas).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Barreiras quebradas, um novo espa\u00e7o para renovados tempos de exerc\u00edcio privilegiado de flamejantes abusos, forjados de exerc\u00edcios leg\u00edtimos das liberdades (furiosamente sustentando abordagens defensivas e libert\u00e1rias \u2013 estabilizadoras de <em>status quo<\/em>), ultrapassadas que sejam as famigeradas linhas vermelhas do \u201ct\u00e3o castrador\u201d (- o <em>respons\u00e1vel<\/em>) \u201cpoliticamente correto\u201d, transpondo&nbsp; compromissos, como a reflex\u00e3o cr\u00edtica (eticamente comprometida), condenando a verdade \u00e0s alternativas conspirat\u00f3rias, banalizando o \u201cmal\u201d, o \u201cinjusto\u201d, etc. (- os obst\u00e1culos) (v. Hannah Arendt, et. al.).<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo palco para afirma\u00e7\u00f5es, express\u00f5es expl\u00edcitas, impl\u00edcitas, diretas, indiretas, investidas de um vi\u00e9s hostilizador, muito al\u00e9m dos sentidos de opini\u00e3o ou cr\u00edtica, o mais das vezes, injuriosas, difamat\u00f3rias, desqualificadoras, estigmatizadoras, insinuadoras, corrosivas, etc., igualmente, sedutoras, corruptoras, etc., que rotulam, condenam, que, por forma nociva e insidiosa, provocat\u00f3ria, instigadora, idealizam, constroem, reconstroem, significam e qualificam os perigos ou riscos a evitar, afastar, violentar, estabelecendo, de modo espec\u00edfico ou inespec\u00edfico, os mecanismos, instrumentos e\/ ou protocolos de a\u00e7\u00e3o ou rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito das individualidades e dos grupos, de um modo geral, partindo das caracter\u00edsticas identit\u00e1rias dos \u201ceus\u201d, dos \u201ccorpos\u201d e das unidades de perten\u00e7a (constru\u00e7\u00f5es associadas), das quais se induzem, por forma distorcida, desumanizadora, desempenhos ou expectativas de performance (<em>design<\/em> das \u201camea\u00e7as\u201d), a defini\u00e7\u00e3o dos indicadores de a\u00e7\u00e3o para execu\u00e7\u00e3o dos referidos mecanismos, instrumentos e\/ ou protocolos, que resultam das \u201cagendas\u201d do \u00f3dio, da discrimina\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Do exerc\u00edcio reiterado dos abusos, um processo de modela\u00e7\u00e3o anest\u00e9sica da opini\u00e3o p\u00fablica a margens ampliadas de atua\u00e7\u00e3o, uma atmosfera prop\u00edcia, por normaliza\u00e7\u00e3o, a atitudes e comportamentos estereotipificadores, preconceituosos, discriminat\u00f3rios, etc., atentat\u00f3rios da dignidade (da pessoa) humana nas suas diversas formas de express\u00e3o (v. Jeremy Waldron, Teun A. van Dijk, Gabriella Coleman, Mikko Hypp\u00f6nen, Jonathan Lusthaus, Susan Benesch, Richard Delgado, David Yun, Mari Matsuda, Cass Sunstein, et. al.).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimentos e atua\u00e7\u00f5es que servem claramente certos grupos hegem\u00f3nicos, contribuindo, para a manuten\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios e dos correspondentes sistemas de valida\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo exemplificativo, as supostas agendas inquestion\u00e1veis (- as \u201camea\u00e7as\u201d):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>as mulheres querem ter mais direitos que os homens\u201d; \u201ca agenda gay\u201d; \u201ca ideologia de g\u00e9nero\u201d; \"a escola sem partido\"; \u201ca substitui\u00e7\u00e3o populacional\u201d; \u201cos imigrantes v\u00eam \u201croubar\u201d os nossos empregos\u201d; (\u2026)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Demarcadas as barreiras e identificada a atmosfera, ora, os efeitos, como a radicaliza\u00e7\u00e3o dos grupos e individualidades, promovendo extremismos, desencadeando v\u00e1rias formas de viol\u00eancia, com diferentes n\u00edveis e intensidades, retirando do estado de observador passivo agentes-indiv\u00edduos que, ora, dotados de argumentos e orienta\u00e7\u00f5es funcionalmente afetivas, constru\u00eddos a partir da explora\u00e7\u00e3o de gatilhos potenciais (reais ou fict\u00edcios, coletivos ou individuais), atrav\u00e9s de modelos mercadol\u00f3gicos que se prop\u00f5em a responder \u00e0 hiperestimula\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica (diferencial), codificados em mensagens cativantes, sedutoras, recorrentemente, constru\u00eddas sobre toda uma filigrana de uma complexa gama sensorial, com recurso a f\u00f3rmulas de humor p\u00e9rfido, subversivo, hostil (p\u00f3s-ironia, trolling, mem\u00e9tica, etc.) (v. Angela Nagle, Limor Shifman, Whitney Phillips, Ryan Milner, et. al.), muitas vezes sob a veste de uma artificial infantilidade espont\u00e2nea, de f\u00e1cil propaga\u00e7\u00e3o (<em>viral<\/em>), destinadas a uma impactante experi\u00eancia emocional, apta a contrariar um est\u00e1dio latente de in\u00e9rcia, atrelado a uma clara prefer\u00eancia por solu\u00e7\u00f5es prontas, imediatas e pr\u00e1ticas (uma clara fuga \u00e0 reflex\u00e3o cr\u00edtica, eticamente comprometida), independentemente do n\u00edvel de complexidade do tema, assunto, problema ou quest\u00e3o,&nbsp; se veem inebriados na fict\u00edcia sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento a algo maior e vencedor. Protegidos pela cren\u00e7a da impunidade e pela anonimiza\u00e7\u00e3o, e munidos de in\u00fameras armas tecnol\u00f3gicas, <em>convertem-se<\/em> em agentes-advogados do \u00f3dio e da viol\u00eancia (v. <em>script kiddies)<\/em> (v. Gabriella Coleman, Mikko Hypp\u00f6nen, Jonathan Lusthaus, et. al.).<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultados efetivos, a desestabiliza\u00e7\u00e3o social, com grave afeta\u00e7\u00e3o da coes\u00e3o, criando reais fossos, sangu\u00edneas divis\u00f5es (v. Jeremy Waldron, et. al.), aprofundando, de modo significativo, a reatividade pela ressignifica\u00e7\u00e3o do (des)respeito e da (in)toler\u00e2ncia, pelo aumento do estado de alerta nas din\u00e2micas relacionais entre grupos diferentes (v. Teun Van Dijk, et. al.), pelo aumento da perce\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, pela promo\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de estados cr\u00edticos de vulnerabilidade a que s\u00e3o expostos certos grupos e individualidades (v. Susan Benesch, Richard Delgado, David Yun, Mari Matsuda, Jeremy Waldron, et. al.).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos esfor\u00e7os intelectuais, normativos e institucionais, a n\u00edvel nacional, regional, com destaque os promovidos pela Uni\u00e3o Europeia (especialmente, no dom\u00ednio dos servi\u00e7os e dos mercados digitais), e internacional, at\u00e9 ent\u00e3o mobilizados, <strong>urge, sem precedentes, por forma hol\u00edstica, em efetiva coopera\u00e7\u00e3o global (visando um <em>standard<\/em>), e a par do alargado consenso quanto ao reconhecimento dos discursos de \u00f3dio e discriminat\u00f3rios como ve\u00edculos promotores da perpetua\u00e7\u00e3o das desigualdades e da discrimina\u00e7\u00e3o, armas atentat\u00f3rias dos valores e princ\u00edpios democr\u00e1ticos, o aprofundamento e enraizamento dos sistemas normativos; a intensifica\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o das campanhas e a\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o e esclarecimento; a revis\u00e3o, fortalecimento e difus\u00e3o esclarecidos dos protocolos de a\u00e7\u00e3o; o refor\u00e7o da capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e tecnol\u00f3gica, especialmente, dos profissionais das \u00e1reas da seguran\u00e7a e da justi\u00e7a; o fortalecimento dos sistemas de sinaliza\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o; com recurso a uma abordagem colaborativa, a distribui\u00e7\u00e3o equitativa de responsabilidades pelo elenco de agentes-atores, ora, os operadores-prestadores (ex.: prestadores de servi\u00e7os digitais), as entidades de controlo e fiscaliza\u00e7\u00e3o, os utentes-utilizadores-clientes-consumidores-usu\u00e1rios, as comunidade(s), etc., nos diversos ambientes, nos diferentes espa\u00e7os, considerando, entre outros aspetos, a natureza, a sensibilidade, o n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o e o significado do impacto (real e potencial) resultante da afeta\u00e7\u00e3o dos bens jur\u00eddicos em causa; as caracter\u00edsticas das individualidades (esferas de interesses) e da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, tendo em linha de conta, estados de (especial) vulnerabilidade e a assimetria de for\u00e7as, conhecimentos, etc.; o posicionamento estrat\u00e9gico ocupado (nomeadamente, t\u00e9cnico e estrutural); etc.. Fatores que, <em>per se<\/em>, justificam (devem justificar) a boa transfer\u00eancia de um volume significativo de poderes funcionais e deveres operativos pelos operadores-prestadores, entidades de controlo e fiscaliza\u00e7\u00e3o e comunidades.<\/strong> Com especial enfoque, o espa\u00e7o digital que se caracteriza pela interatividade, instantaneidade, fluidez, persist\u00eancia, escala e amplitude (planet\u00e1rias), segmenta\u00e7\u00e3o (por bolhas informacionais em grande escala), anonimiza\u00e7\u00e3o, etc. Por efeito, a redimensionaliza\u00e7\u00e3o expansionista dos exerc\u00edcios das liberdades e consequentes potencialidades de impacto, atreladas a significativos diferenciais de \u201cpoder\u201d e \u201cliteracias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Urge tornar todos os espa\u00e7os lugares acolhedores, prop\u00edcios a uma reconex\u00e3o simbi\u00f3tica fraterna.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Propostas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Promove a desconstru\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as limitantes;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Investe no autoconhecimento;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cria metas de aprofundamento consciencial;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Acolhe as diversidades com naturalidade;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Diversifica as fontes de informa\u00e7\u00e3o e de conhecimento;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Exercita o reconhecimento da ignor\u00e2ncia;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Estabelece compromissos com os destinat\u00e1rios dos teus sil\u00eancios;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Estabelece compromissos com os destinat\u00e1rios das tuas a\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Faz a tua parte!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A pr\u00f3xima linha \u00e9 tua\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026..\u2026\u2026..<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Rodrigues, OBEGEF De que priva\u00e7\u00f5es escapam as identidades hegem\u00f3nicas? O que diz o social sobre as identidades n\u00e3o-hegem\u00f3nicas e contra-hegem\u00f3nicas? O que somos nos espa\u00e7os de n\u00e3o ser? Quais as expectativas sociais e os rem\u00e9dios? Que motivos leg\u00edtimos est\u00e3o associados \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de desempenhos? Questionar \u00e9 o caminho? 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