{"id":48831,"date":"2024-12-23T14:52:07","date_gmt":"2024-12-23T14:52:07","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48831"},"modified":"2024-12-29T14:55:56","modified_gmt":"2024-12-29T14:55:56","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-54","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48831","title":{"rendered":"Taxas de juro, infla\u00e7\u00e3o e o futuro econ\u00f3mico de Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/7838234867\/taxas-de-juro-inflacao-e-o-futuro-economico-de-portugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:16px;height:16px\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>Na passada quinta-feira, dia 11 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um corte de 0,25 pontos percentuais (p.p.) na principal taxa de juro diretora (a taxa principal de refinanciamento, \u2018refi\u2019), fixando-a em 3,15%. Esta decis\u00e3o, amplamente antecipada pelos mercados \u2013 como tive oportunidade de referir no dia anterior no programa \u201cNeg\u00f3cios da Semana\u201d do Jos\u00e9 Gomes Ferreira, na SIC not\u00edcias \u2013, visa ajudar uma economia do euro muito enfraquecida pelas dificuldades na Alemanha e na Fran\u00e7a, tanto a n\u00edvel econ\u00f3mico como pol\u00edtico.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Como o BCE s\u00f3 tem uma meta estatut\u00e1ria, que \u00e9 a estabilidade de pre\u00e7os (ao contr\u00e1rio da Reserva Federal dos EUA, que tamb\u00e9m visa o m\u00e1ximo emprego), aliviar os encargos financeiros numa Europa economicamente fragilizada s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque a infla\u00e7\u00e3o da zona euro se tem aproximado do objetivo de m\u00e9dio prazo de 2%, a que est\u00e1 associada essa meta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a Presidente do BCE sublinhou, na confer\u00eancia de imprensa que se seguiu \u00e0 decis\u00e3o, que a trajet\u00f3ria futura das taxas de juro diretoras depender\u00e1 dos dados econ\u00f3micos que surgirem. Com as pol\u00edticas protecionistas e inflacionistas anunciadas pelo novo Presidente dos EUA, Donald Trump, \u00e9 bem poss\u00edvel que Christine Lagarde e o BCE queiram \u2018esperar para ver\u2019 o que verdadeiramente acontece daqui para a frente, pois h\u00e1 o risco de um ressurgimento da infla\u00e7\u00e3o nos EUA e de que a UE importe alguma dessa infla\u00e7\u00e3o, o que significaria taxas de juro mais altas ou, pelo menos, que parassem de descer, prejudicando fam\u00edlias e empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Portugal, onde as taxas de juro t\u00eam um impacto pronunciado no dia a dia das fam\u00edlias e no tecido empresarial, este an\u00fancio traz benef\u00edcios imediatos, mas exp\u00f5e, igualmente, riscos e desafios estruturais que permanecem por resolver.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A descida das taxas de juro ter\u00e1 um impacto direto nas fam\u00edlias portuguesas, particularmente naquelas que contra\u00edram cr\u00e9dito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o ou ao consumo a taxas vari\u00e1veis (indexadas \u00e0 Euribor). A redu\u00e7\u00e3o nas presta\u00e7\u00f5es mensais representa um al\u00edvio tang\u00edvel nos or\u00e7amentos familiares, libertando rendimento dispon\u00edvel que poder\u00e1 ser canalizado para consumo e\/ou poupan\u00e7a. Contudo, a redu\u00e7\u00e3o das taxas tamb\u00e9m diminui os rendimentos dos dep\u00f3sitos banc\u00e1rios, ainda a principal forma de poupan\u00e7a dos portugueses, at\u00e9 porque tradicionalmente os bancos em Portugal se mostram muito mais r\u00e1pidos a ajustar as taxas de dep\u00f3sito para baixo do que para cima, como \u00e9 sabido. Esta din\u00e2mica desincentiva a poupan\u00e7a tradicional e sublinha a necessidade de aumentar a literacia financeira, incentivando as fam\u00edlias a explorarem op\u00e7\u00f5es mais rent\u00e1veis, como fundos de a\u00e7\u00f5es \u2013 como os Planos Poupan\u00e7a Reforma, PPR, se o objetivo for esse, tendo ainda um benef\u00edcio fiscal associado \u2013, que permitem baixar o risco de perda devido \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o (\u2018n\u00e3o p\u00f4r os ovos todos na mesma cesta\u2019).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais importante, o risco de perda diminui muito ou desaparece num horizonte de investimento suficientemente longo (de v\u00e1rios anos), em que as a\u00e7\u00f5es t\u00eam historicamente as maiores taxas de rentabilidade. Por isso, a coisa mais importante a decidir numa aplica\u00e7\u00e3o com risco, al\u00e9m de se perceber como funciona \u2013 nesse particular, um fundo de a\u00e7\u00f5es \u00e9 relativamente simples, at\u00e9 nas obriga\u00e7\u00f5es fiscais, e permite uma diversifica\u00e7\u00e3o que mitiga o risco (a\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias empresas, setores e pa\u00edses, preferencialmente), da\u00ed o exemplo \u2013, \u00e9 quanto dinheiro podemos dispor de lado e queremos aplicar, no m\u00ednimo, v\u00e1rios anos, significando que n\u00e3o precisamos dele no dia-a-dia durante esse per\u00edodo. Al\u00e9m disso, devemos dispor de poupan\u00e7as mais l\u00edquidas (facilmente mobiliz\u00e1veis sem risco de perda) que constituam um fundo de emerg\u00eancia para, pelo menos, seis meses, de modo a fazer face a imprevistos como desemprego ou doen\u00e7a, isto para n\u00e3o termos de mobilizar o instrumento com risco numa altura em que possa estar a apresentar perdas potenciais. \u00c9 isto que nos dizem os manuais, fica alguma pedagogia e literacia a este respeito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m do impacto nas presta\u00e7\u00f5es, a descida das taxas de juro poder\u00e1 levar ao aumento da procura por cr\u00e9dito. As fam\u00edlias poder\u00e3o sentir-se incentivadas a contrair novos empr\u00e9stimos, seja para adquirir habita\u00e7\u00e3o ou para consumo. Embora esta seja uma forma de est\u00edmulo \u00e0 economia, tamb\u00e9m levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre o endividamento excessivo e a sua sustentabilidade a m\u00e9dio prazo, sobretudo num cen\u00e1rio em que os riscos de instabilidade econ\u00f3mica global permanecem altos. \u00c9 tamb\u00e9m esse o papel do regulador, o Banco de Portugal, que possui instrumentos de regula\u00e7\u00e3o junto a banca para diminuir esse risco, mas tamb\u00e9m pode procurar sensibilizar e influenciar o comportamento dos agentes econ\u00f3micos com o seu discurso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para as empresas, a descida das taxas de juro representa uma oportunidade importante para refinanciar d\u00edvidas existentes a custos mais baixos, melhorando o fluxo de caixa e permitindo maior liquidez. Setores intensivos em capital, como a constru\u00e7\u00e3o e a ind\u00fastria transformadora, em particular, poder\u00e3o beneficiar de condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para realizar investimentos, o que \u00e9 crucial para um pa\u00eds que h\u00e1 anos regista n\u00edveis insuficientes de investimento privado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, a possibilidade de deprecia\u00e7\u00e3o do euro associada \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria expansionista do BCE melhora a competitividade-pre\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es portuguesas. No entanto, as importa\u00e7\u00f5es, nomeadamente de energia e mat\u00e9rias-primas, tornam-se mais caras, o que pode pressionar em alto os custos de produ\u00e7\u00e3o das empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, a economia portuguesa no seu conjunto beneficia do est\u00edmulo proporcionado pela descida das taxas de juro, sobretudo ao n\u00edvel do consumo e do investimento no setor privado. Em particular, o consumo privado, pelo peso de mais de 60% no PIB, ser\u00e1 o principal est\u00edmulo a um maior crescimento econ\u00f3mico no curto prazo, enquanto o investimento \u00e9 fundamental para o crescimento econ\u00f3mico no longo prazo, o que mais importa para o progresso do n\u00edvel de vida.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, as proje\u00e7\u00f5es de crescimento econ\u00f3mico para 2025 apontam para uma subida de cerca de 2%, ritmo que n\u00e3o ser\u00e1 ultrapassado nos anos seguintes e pode at\u00e9 ser considerado bastante otimista a partir de 2026 sem reformas, dada a redu\u00e7\u00e3o dos fundos europeus com o fim do PRR.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma din\u00e2mica claramente insuficiente. Como indicou um estudo da FEP, Portugal precisaria de crescer, pelo menos, 3% ao ano durante uma d\u00e9cada para entrar na metade de pa\u00edses mais ricos da UE. Esse crescimento depende, em grande parte, de ganhos de produtividade que exigem reformas estruturais sucessivamente adiadas, como a reforma do Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro benef\u00edcio da descida das taxas \u00e9 o impacto positivo nos encargos com a d\u00edvida p\u00fablica. Com custos de financiamento mais baixos, o Estado pode reduzir a sua fatura com juros, criando alguma folga or\u00e7amental. Este al\u00edvio, contudo, ser\u00e1 limitado e deve ser complementado por uma reforma do Estado que garanta uma maior efici\u00eancia na gest\u00e3o dos recursos p\u00fablicos. Portugal precisa de reduzir o elevado peso da despesa corrente, que restringe a capacidade de baixar a carga fiscal e elevar o investimento p\u00fablico, essenciais para promover o crescimento econ\u00f3mico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos benef\u00edcios imediatos, a pol\u00edtica monet\u00e1ria do BCE n\u00e3o est\u00e1 isenta de riscos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos maiores \u00e9 a possibilidade de bolhas de ativos, particularmente no mercado imobili\u00e1rio. Em Portugal, os pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o e as rendas j\u00e1 se encontram acima dos fundamentais. A descida das taxas pode alimentar ainda mais a procura por im\u00f3veis, agravando o problema do acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, especialmente para as fam\u00edlias de rendimentos m\u00e9dios e baixos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a press\u00e3o inflacionista, embora moderada, n\u00e3o deve ser descartada. O est\u00edmulo ao consumo, combinado com restri\u00e7\u00f5es na oferta em setores espec\u00edficos, pode levar a aumentos pontuais de pre\u00e7os que afetam o poder de compra, especialmente para bens essenciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para aproveitar os benef\u00edcios e mitigar os riscos desta pol\u00edtica monet\u00e1ria, Portugal precisa de agir em algumas frentes com urg\u00eancia para aumentar a resili\u00eancia e potencial da economia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de reformas estruturais, para que o pa\u00eds consiga crescer com cada vez menos fundos europeus. A reforma do Estado \u00e9 primordial para abrir espa\u00e7o para mais investimento p\u00fablico e, em particular, menos carga fiscal, de modo a atrair investimento privado, melhorar a competitividade das empresas e estimular o crescimento econ\u00f3mico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O refor\u00e7o da concorr\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m crucial, como mostra o exemplo do setor das telecomunica\u00e7\u00f5es, onde a entrada da empresa romena Digi levou imediatamente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os por parte dos operadores j\u00e1 instalados e outros tipos de tarif\u00e1rios, inovadores no nosso mercado. Esse exemplo deve ser replicado noutros setores com a remo\u00e7\u00e3o de barreiras \u00e0 entrada e menos carga fiscal, que atraia mais empresas, favorecendo pre\u00e7os mais baixos e mais inova\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o precisas medidas adicionais para tornar a economia portuguesa mais inovadora e intensiva em conhecimento, tornando-a mais din\u00e2mica. A aposta na reindustrializa\u00e7\u00e3o, na inova\u00e7\u00e3o e na qualifica\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho \u2013 incluindo a requalifica\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es menos habilitadas no ativo \u2013 s\u00e3o crucias para elevar os n\u00edveis de produtividade e a especializa\u00e7\u00e3o da economia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, o corte das taxas de juro pelo BCE oferece um al\u00edvio necess\u00e1rio de curto prazo para Portugal, mas n\u00e3o substitui as reformas indispens\u00e1veis para desbloquear o nosso potencial econ\u00f3mico de uma forma duradoura. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo Na passada quinta-feira, dia 11 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um corte de 0,25 pontos percentuais (p.p.) na principal taxa de juro diretora (a taxa principal de refinanciamento, \u2018refi\u2019), fixando-a em 3,15%. 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