{"id":48634,"date":"2024-10-05T14:18:44","date_gmt":"2024-10-05T14:18:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48634"},"modified":"2024-10-06T14:22:16","modified_gmt":"2024-10-06T14:22:16","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-5-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48634","title":{"rendered":"O Relat\u00f3rio Draghi: Diagn\u00f3stico certeiro, solu\u00e7\u00f5es irrealistas e omiss\u00f5es cr\u00edticas"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/2477059885\/o-relatorio-draghi-diagnostico-certeiro-solucoes-irrealistas-e-omissoes-criticas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:16px;height:16px\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>Come\u00e7o este artigo por endere\u00e7ar os sinceros parab\u00e9ns a M\u00e1rio Draghi pelo extenso relat\u00f3rio que produziu, encomendado pela Comiss\u00e3o Europeia, onde acerta nas principais falhas de competitividade da Uni\u00e3o Europeia (UE) e aponta caminhos para a sua resolu\u00e7\u00e3o, que aqui discuto de forma cr\u00edtica.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio sobre o futuro da competitividade europeia, com mais de 400 p\u00e1ginas no conjunto das suas duas partes, denota imenso trabalho e articula\u00e7\u00e3o com m\u00faltiplas entidades, capitalizando a j\u00e1 longa experi\u00eancia de Draghi enquanto economista reputado em cargos da maior import\u00e2ncia, com realce para a presid\u00eancia do BCE, durante a qual foi o principal respons\u00e1vel for \u2018salvar\u2019 o projeto do euro \u2013 ap\u00f3s afirmar que tudo faria nesse sentido, o que acabou por se tornar numa profecia autossatisfazente ao gerar a confian\u00e7a necess\u00e1ria nos mercados atrav\u00e9s de medidas decisivas de pol\u00edtica monet\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, lamento n\u00e3o poder acompanhar totalmente, em termos de subst\u00e2ncia, novidade e realismo, os muitos elogios que tem recebido o relat\u00f3rio. De facto, considero que n\u00e3o \u00e9 nenhuma panaceia e apenas nos relembra de falhas e solu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 conhec\u00edamos, com dados atualizados, apresentando essa informa\u00e7\u00e3o de forma sistematizada e propondo colmatar os d\u00e9fices de competitividade da UE face aos EUA e China em dom\u00ednios chave com mais investimento, incluindo atrav\u00e9s da emiss\u00e3o de d\u00edvida comum, mas que dificilmente \u2013 ainda mais do que no passado \u2013 ser\u00e1 conseguido, como explicarei mais abaixo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O relat\u00f3rio prop\u00f5e tr\u00eas \u00e1reas principais de a\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>(i) Eliminar o d\u00e9fice de inova\u00e7\u00e3o face aos EUA e China, promovendo um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o mais din\u00e2mico e reduzindo barreiras regulat\u00f3rias que impedem as&nbsp;<em>startups<\/em>&nbsp;de crescerem na Europa;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) Um plano conjunto de descarboniza\u00e7\u00e3o e competitividade para baixar os pre\u00e7os de energia e acelerar a transi\u00e7\u00e3o para fontes de energia limpas, a par com a prote\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias europeias de tecnologias verdes contra a concorr\u00eancia desleal, especialmente da China;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(iii) O refor\u00e7o da seguran\u00e7a e redu\u00e7\u00e3o de depend\u00eancias, criando cadeias de abastecimento de mat\u00e9rias-primas e tecnologias cr\u00edticas mais seguras e ampliando a capacidade industrial e de defesa da UE.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para tal, o relat\u00f3rio estima que ser\u00e1 necess\u00e1rio um investimento adicional anual m\u00ednimo, p\u00fablico e privado, \u201cde 750 a 800 mil milh\u00f5es de euros\u201d, o correspondente a 4,4% a 4,7% do PIB da UE em 2023, salientando ainda que esse intervalo compara com um valor de 1% a 2% do PIB no Plano Marshall, que financiou a reconstru\u00e7\u00e3o europeia ap\u00f3s a 2\u00aa Grande Guerra, o que, desde logo, sugere algum grau de irrealismo. O investimento mais alto refor\u00e7aria o seu peso no PIB da UE de 22% para 27%, revertendo a trajet\u00f3ria descendente das \u00faltimas d\u00e9cadas, com origem sobretudo nas grandes economias europeias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O principal contributo do relat\u00f3rio, quanto a mim, \u00e9 dizer \u2018olhos nos olhos\u2019 aos decisores da UE, com conhecimento dos cidad\u00e3os europeus, que estamos em acentuado decl\u00ednio econ\u00f3mico e que, no fundo, a \u2018bela rainha UE\u2019, com todas as suas virtudes \u2013 valores humanistas e progressos no desenvolvimento sustent\u00e1vel \u2013, desfila j\u00e1 literalmente \u2018despida\u2019 na cada vez mais complexa \u2018passadeira\u2019 geopol\u00edtica e comercial global, arriscando tornar-se irrelevante e mesmo indigente, sem qualquer r\u00e9stia de brilho, sem uma mudan\u00e7a clara de pol\u00edticas, pois n\u00e3o h\u00e1 valores que resistam se \u2018n\u00e3o houver comida na mesa\u2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que, no atual contexto ser\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel, a UE conseguir angariar os montantes de investimento propostos e atuar no sentido estrat\u00e9gico que Draghi prop\u00f5e, pois para al\u00e9m da falta de vontade pol\u00edtica \u2013 que j\u00e1 se verifica h\u00e1 muito tempo \u2013 para implementar solu\u00e7\u00f5es, estamos cada vez mais perante uma situa\u00e7\u00e3o de incapacidade pol\u00edtica para as tomar se n\u00e3o alterarmos o contexto. Aponto, a seguir, v\u00e1rios aspetos que me levam a considerar o relat\u00f3rio irrealista:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em primeiro lugar, porque as falhas e as solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o, na sua generalidade, j\u00e1 conhecidas h\u00e1 bastante tempo e, entretanto, n\u00e3o foram alcan\u00e7ados progressos significativos, em parte por culpa das defici\u00eancias dos mecanismos de decis\u00e3o numa Europa a 27 e da falta de solidariedade, n\u00e3o se conseguindo ultrapassar muitas vezes os ego\u00edsmos nacionais. Veja-se, por exemplo, o caso do Mercado \u00danico de Capitais (MUC), cuja conclus\u00e3o tem emperrado, sobretudo, pela falta de acordo num mecanismo \u00fanico de garantia de dep\u00f3sitos na UE, pois os pa\u00edses mais ricos do Norte n\u00e3o querem financiar \u2018corridas aos dep\u00f3sitos\u2019 ap\u00f3s eventuais fal\u00eancias banc\u00e1rias em pa\u00edses do Sul, quando com o mecanismo implementado n\u00e3o h\u00e1 incentivo para tal, sendo essa a vantagem do mesmo. Se a nova comiss\u00e1ria portuguesa com este pelouro conseguir avan\u00e7os neste aspeto, j\u00e1 seria bom, mas ter\u00e1 ainda de convencer os pol\u00edticos que a fus\u00e3o de bancos \u00e9 um pressuposto do MUC \u2013 a rea\u00e7\u00e3o negativa do chanceler alem\u00e3o \u00e0 compra do banco alem\u00e3o Commerzbank pelo italiano Unicredit diz muito das dificuldades que o MUC ainda enfrenta \u2013, no qual o relat\u00f3rio Draghi deposita grande esperan\u00e7a para alavancar o investimento privado na UE. De um modo geral, sem uma altera\u00e7\u00e3o dos mecanismos de decis\u00e3o da UE, pelo menos nas \u00e1reas econ\u00f3micas, duvido muito que seja poss\u00edvel implementar solu\u00e7\u00f5es j\u00e1 conhecidas e sucessivamente adiadas.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em segundo lugar, porque a dimens\u00e3o proposta do investimento adicional necess\u00e1rio, muito dele p\u00fablico, ultrapassa largamente a do Plano Marshall \u2013 sendo que este foi financiado pelos EUA, conv\u00e9m n\u00e3o esquecer \u2013 e nunca foi poss\u00edvel ir al\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o de 1% do PNB dos estados-membros no Or\u00e7amento anual da Uni\u00e3o, pelo que n\u00e3o ser\u00e1 no atual dif\u00edcil contexto pol\u00edtico da Alemanha e Fran\u00e7a que tal suceder\u00e1. Assim, e dada a incapacidade demonstrada pela Uni\u00e3o de gerar novas receitas pr\u00f3prias relevantes, a emiss\u00e3o de d\u00edvida comum para financiar o novo investimento proposto \u2013 sendo que muito dele, em particular na \u00e1rea da defesa, embora necess\u00e1rio, pouco refor\u00e7a a produtividade das empresas e as receitas dos estados \u2013 apenas significa que haver\u00e1 menos fundos de coes\u00e3o para distribuir no futuro, em particular para os pa\u00edses que j\u00e1 receberam mais no passado, como Portugal, pois ter\u00e3o prioridade os novos entrantes previstos nos pr\u00f3ximos anos, incluindo a Ucr\u00e2nia, bem como as novas \u00e1reas priorit\u00e1rias.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em terceiro lugar, porque no investimento proposto, pelo que percebo \u2013 se estiver enganado, pe\u00e7o que me corrijam \u2013, n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda a reconstru\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia ap\u00f3s o desejado fim da guerra. A n\u00e3o ser que haja uma participa\u00e7\u00e3o internacional relevante de pa\u00edses extra-UE nessa reconstru\u00e7\u00e3o, os fundos de coes\u00e3o da UE ser\u00e3o uma migalha face aos desafios da Ucr\u00e2nia, exceto se forem todos a\u00ed alocados \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 politicamente poss\u00edvel, porque a arquitetura da Uni\u00e3o est\u00e1 baseada nessas ajudas \u00e0s regi\u00f5es menos desenvolvidas, funcionando ainda, mais recentemente, como arma de dissuas\u00e3o importante face a posi\u00e7\u00f5es dissonantes de alguns pa\u00edses com governos mais extremistas, pela amea\u00e7a de suspens\u00e3o desses fundos.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em quarto lugar, de forma relacionada, caso a guerra na Ucr\u00e2nia n\u00e3o termine brevemente, a economia da UE e o seu or\u00e7amento ser\u00e3o ainda mais penalizados e os custos de reconstru\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia ser\u00e3o superiores, reduzindo a margem or\u00e7amental da Uni\u00e3o para apoiar esse pa\u00eds \u2013 que corre o risco do seu territ\u00f3rio encolher ainda mais com o prolongar da guerra e a redu\u00e7\u00e3o dos apoios para que continue, como se v\u00ea no forte corte de verba associada no or\u00e7amento alem\u00e3o \u2013, al\u00e9m das pol\u00edticas europeias no seu conjunto. A solu\u00e7\u00e3o para o fim da guerra na Ucr\u00e2nia dever\u00e1, por isso, ter um envolvimento forte e decisivo das inst\u00e2ncias europeias qualquer que seja o desfecho das elei\u00e7\u00f5es norte-americanas, pois \u00e9 todo o futuro da Uni\u00e3o que est\u00e1 em jogo. Sem o fim da guerra, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel planear e priorizar investimentos de forma adequada na UE, mesmo os relativos \u00e0 defesa, que n\u00e3o podem ser relegados para segundo plano num cen\u00e1rio de paz sob pena de voltarmos a ter novas guerras no espa\u00e7o europeu pela falta desse elemento dissuasor, pois n\u00e3o h\u00e1 economia sem seguran\u00e7a, como nos tem ensinado o conflito na Ucr\u00e2nia.\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Em suma, h\u00e1 importantes omiss\u00f5es no relat\u00f3rio Draghi, que apenas nos mostra que a UE est\u00e1 \u00e0 beira da irrelev\u00e2ncia econ\u00f3mica se n\u00e3o adotar solu\u00e7\u00f5es j\u00e1 conhecidas (de um modo geral) at\u00e9 agora n\u00e3o implementadas, o que comporta angariar novo investimento que \u00e9 mais do dobro do que foi necess\u00e1rio para reconstruir a Europa no p\u00f3s-guerra, agora a cargo dos europeus e n\u00e3o dos EUA (Plano Marshall). Se isso n\u00e3o bastasse, faltou explicar que esse novo investimento exige elevar, a prazo, as contribui\u00e7\u00f5es para o Or\u00e7amento da UE e n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para tal num futuro previs\u00edvel \u2013 dada a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na Alemanha e na Fran\u00e7a em particular \u2013, caso contr\u00e1rio a nova d\u00edvida gerada ser\u00e1 paga \u00e0 custa de fundos de coes\u00e3o futuros e menos verba para as novas \u00e1reas priorit\u00e1rias da Uni\u00e3o. A probabilidade das solu\u00e7\u00f5es e investimentos preconizados no relat\u00f3rio ocorrerem ser\u00e1 tamb\u00e9m muito baixa sem uma remo\u00e7\u00e3o dos principais bloqueios no processo decis\u00f3rio da UE a 27 e, no futuro, com ainda mais pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m faltou dizer que, se a UE n\u00e3o influenciar uma paz r\u00e1pida na Ucr\u00e2nia \u2013 futuro estado-membro, conforme ficou acordado \u2013 e conseguir contributos extra-UE relevantes para a sua reconstru\u00e7\u00e3o, os requisitos de investimento europeu ser\u00e3o ainda maiores do que os previstos no relat\u00f3rio Draghi e a capacidade de financiamento ser\u00e1 menor pela perda econ\u00f3mica e or\u00e7amental agravada da UE num cen\u00e1rio de prolongamento da guerra, significando que os apoios e pol\u00edticas ter\u00e3o de ser reduzidos em conson\u00e2ncia para todos os estados-membros atuais e futuros, incluindo a pr\u00f3pria Ucr\u00e2nia. Esta equa\u00e7\u00e3o tem de ser apresentada pelas autoridades da UE \u00e0 Ucr\u00e2nia na procura de solu\u00e7\u00f5es de paz efetivas e realistas, at\u00e9 porque \u00e9 parte interessada enquanto futuro estado-membro e depende dos demais estados-membros, cujo futuro est\u00e1 tamb\u00e9m em risco com o prolongamento da guerra. Acresce que os fen\u00f3menos populistas, incluindo na Alemanha e Fran\u00e7a, tender\u00e3o a agravar-se ainda mais com o arrastar da guerra e a bloquear decis\u00f5es, constituindo mais um argumento forte para a tentar terminar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, sem seguran\u00e7a n\u00e3o h\u00e1 economia e isso est\u00e1 a prejudicar fortemente a economia europeia para al\u00e9m do que j\u00e1 era a perda de competitividade estrutural evidenciada pelo relat\u00f3rio Draghi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Penso ter demonstrado que, apesar do diagn\u00f3stico certeiro, o futuro alternativo de uma UE competitiva proposto no relat\u00f3rio Draghi \u00e9 irrealista no investimento proposto e na ado\u00e7\u00e3o, sem mais, de solu\u00e7\u00f5es relevantes, mas j\u00e1 conhecidas e n\u00e3o implementadas at\u00e9 aqui. O irrealismo \u00e9 acentuado por fatores relevantes n\u00e3o mencionados, com realce para os custos crescentes (atuais e futuros) para a UE da guerra na Ucr\u00e2nia se esta n\u00e3o terminar brevemente, o que dever\u00e1 acontecer com uma influ\u00eancia decisiva das autoridades da UE, usando o mandato atribu\u00eddo pelos cidad\u00e3os europeus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo Come\u00e7o este artigo por endere\u00e7ar os sinceros parab\u00e9ns a M\u00e1rio Draghi pelo extenso relat\u00f3rio que produziu, encomendado pela Comiss\u00e3o Europeia, onde acerta nas principais falhas de competitividade da Uni\u00e3o Europeia (UE) e aponta caminhos para a sua resolu\u00e7\u00e3o, que aqui discuto de forma cr\u00edtica.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-48634","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48634","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=48634"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48634\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48635,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48634\/revisions\/48635"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=48634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=48634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=48634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}