{"id":48471,"date":"2024-07-21T22:00:00","date_gmt":"2024-07-21T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48471"},"modified":"2024-07-27T22:03:49","modified_gmt":"2024-07-27T22:03:49","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48471","title":{"rendered":"Estado da Na\u00e7\u00e3o. Uma reflex\u00e3o sobre o debate parlamentar e o futuro de Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/5080612952\/estado-da-nacao-uma-reflexao-sobre-o-debate-parlamentar-e-o-futuro-de-portugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:16px;height:16px\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>No passado dia 17, o Parlamento portugu\u00eas foi palco de um debate intenso sobre o Estado da Na\u00e7\u00e3o. Este debate, realizado anualmente, evidenciou as diverg\u00eancias entre os principais partidos pol\u00edticos e sublinhou os desafios e oportunidades que Portugal enfrenta. Esta cr\u00f3nica visa analisar as interven\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes partid\u00e1rios, a din\u00e2mica do debate e as implica\u00e7\u00f5es para o futuro pol\u00edtico e econ\u00f3mico do pa\u00eds.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>O primeiro-ministro, tamb\u00e9m l\u00edder do PSD, abriu o debate com uma estrat\u00e9gia clara: mostrar que o Governo est\u00e1 pronto para liderar e colaborar. Ao anunciar um dia antes do debate que iniciar\u00e1 as negocia\u00e7\u00f5es do Or\u00e7amento de Estado para 2025 (OE 25) com os partidos apenas dois dias ap\u00f3s o debate, procurou desfazer as cr\u00edticas de falta de di\u00e1logo e reduzir a crispa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Esta jogada foi uma resposta imediata ao an\u00fancio de Pedro Nuno Santos (PNS), l\u00edder do PS, que se mostrou disposto a negociar de boa-f\u00e9, mandatado pela Comiss\u00e3o Nacional do PS para tal. A prontid\u00e3o do primeiro-ministro em avan\u00e7ar com as negocia\u00e7\u00f5es sinaliza uma tentativa de reposicionar o Governo e o PSD\/AD como abertos ao di\u00e1logo e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o, caracter\u00edsticas essenciais num contexto pol\u00edtico cada vez mais polarizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro-ministro come\u00e7ou por garantir que o Governo est\u00e1 a cumprir os compromissos assumidos no Parlamento. Entre as medidas destacadas, mencionou a proposta de redu\u00e7\u00e3o do IRS, que, embora chumbada pela oposi\u00e7\u00e3o, foi cumprida pelo Governo. Esta medida foi apresentada como um esfor\u00e7o para aliviar a carga fiscal sobre os cidad\u00e3os. Al\u00e9m disso, destacou os esfor\u00e7os do Governo para pagar aos fornecedores, negociar com professores e outras classes profissionais, e abrir a Concerta\u00e7\u00e3o Social para discutir aumentos de rendimentos. Estas a\u00e7\u00f5es foram apresentadas como exemplos do compromisso do Governo com a estabilidade e o desenvolvimento econ\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a interven\u00e7\u00e3o do primeiro-ministro n\u00e3o ficou isenta de cr\u00edticas ao PS. O l\u00edder do PSD acusou o PS de se aliar ao Chega para governar a partir do Parlamento, uma op\u00e7\u00e3o que considera desleal e n\u00e3o s\u00e9ria na atividade pol\u00edtica. Esta acusa\u00e7\u00e3o visou sublinhar a necessidade de um alinhamento mais coeso entre os partidos tradicionais, evitando a influ\u00eancia de for\u00e7as pol\u00edticas extremistas. Argumentou que a colabora\u00e7\u00e3o entre o PS e o Chega mina a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e compromete a capacidade do Parlamento de funcionar de maneira eficaz e transparente.<\/p>\n\n\n\n<p>PNS, por sua vez, respondeu \u00e0s cr\u00edticas com uma ret\u00f3rica igualmente contundente. Acusou o primeiro-ministro de arrog\u00e2ncia, sublinhando que as derrotas nas europeias e as sondagens deveriam ter levado a uma atitude mais humilde. Enfatizou que, apesar dos desafios, Portugal est\u00e1 a crescer acima da m\u00e9dia europeia, mas que \u00e9 necess\u00e1rio acelerar a transforma\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o da economia. Este ponto \u00e9 crucial num contexto global onde a competitividade e a inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o determinantes para o crescimento sustent\u00e1vel. Defendeu uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica que inclui setores como energia, mobilidade, metalomec\u00e2nicas e sa\u00fade, \u00e1reas que considera fundamentais para o futuro econ\u00f3mico de Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos mais controversos do debate foi a proposta de redu\u00e7\u00e3o do IRC, que PNS criticou. Ele argumentou que esta medida beneficiaria principalmente as grandes empresas, sobretudo da banca, e grande distribui\u00e7\u00e3o, questionando a efic\u00e1cia da mesma para o desenvolvimento econ\u00f3mico mais amplo e considerando que \u201credu\u00e7\u00e3o de IRC transversal e sem crit\u00e9rio \u00e9 errada, injusta e ineficaz\u201d. \u00c9 conhecida a sua posi\u00e7\u00e3o a este respeito, defendendo a redu\u00e7\u00e3o do IRC condicional \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de emprego, investimento e moderniza\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro-ministro, no entanto, defendeu a redu\u00e7\u00e3o do IRC como uma medida necess\u00e1ria para atrair capital f\u00edsico e humano qualificado. Segundo Montenegro, o modelo de desenvolvimento do PS n\u00e3o vingou devido ao baixo crescimento econ\u00f3mico do pa\u00eds neste mil\u00e9nio (onde o PS governou grande parte dos anos) e \u00e9 urgente criar um ambiente mais favor\u00e1vel ao investimento. Manifestou disponibilidade para discutir solu\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, lembrando o acordo de 2014 entre PSD\/CDS e PS para a redu\u00e7\u00e3o do IRC e desafiando PNS a um consenso semelhante. Argumentou que a maioria das empresas benefici\u00e1rias da redu\u00e7\u00e3o do IRC seriam PME, contrariando a narrativa de que esta medida favoreceria apenas as grandes corpora\u00e7\u00f5es. Este ponto \u00e9 central para a argumenta\u00e7\u00e3o do primeiro-ministro, que procura mostrar que a sua vis\u00e3o de desenvolvimento econ\u00f3mico \u00e9 inclusiva e beneficia a maioria dos portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do IRC \u00e9 consensual na literatura econ\u00f3mica do crescimento econ\u00f3mico como uma medida que pode estimular o investimento e a cria\u00e7\u00e3o de emprego. Ao diminuir a carga fiscal sobre as empresas, estas ficam com mais recursos para reinvestir no neg\u00f3cio, aumentar a sua competitividade e contratar mais trabalhadores. Isto \u00e9 particularmente importante num pa\u00eds como Portugal, onde as PME representam o grosso do tecido empresarial e a dimens\u00e3o m\u00e9dia das empresas \u00e9 muito inferior \u00e0 das cong\u00e9neres europeias, sendo a falta de escala uma grande desvantagem que penaliza as nossas empresas e a competitividade da economia. A diminui\u00e7\u00e3o do IRC pode, assim, contribuir para um ambiente econ\u00f3mico mais din\u00e2mico e competitivo, atraindo n\u00e3o s\u00f3 investimentos nacionais como tamb\u00e9m internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das diverg\u00eancias, houve pontos de concord\u00e2ncia. Ambos os l\u00edderes reconheceram a necessidade de reformar a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e combater a burocracia, problemas que t\u00eam sido obst\u00e1culos persistentes ao desenvolvimento econ\u00f3mico e \u00e0 efici\u00eancia governamental. Houve, pois, algum consenso quanto a \u00e1reas onde a coopera\u00e7\u00e3o interpartid\u00e1ria pode ser frut\u00edfera.<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo destacou-se pelos acordos com professores, funcion\u00e1rios judiciais e for\u00e7as de seguran\u00e7a, bem como pela decis\u00e3o sobre a localiza\u00e7\u00e3o do novo aeroporto \u2013 que resultou de uma articula\u00e7\u00e3o com o PS, na altura ainda liderado por Ant\u00f3nio Costa. Outras medidas importantes incluem a recupera\u00e7\u00e3o de listas de espera na sa\u00fade, o alargamento do Complemento Solid\u00e1rio para Idosos e a apresenta\u00e7\u00e3o de uma Agenda Anticorrup\u00e7\u00e3o. Estas iniciativas foram apresentadas como evid\u00eancias de um Governo que est\u00e1 a trabalhar ativamente para melhorar a qualidade de vida dos cidad\u00e3os e refor\u00e7ar a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, persistem desafios significativos. A falta de um programa abrangente de combate \u00e0 burocracia e uma reforma profunda e eficaz da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica s\u00e3o quest\u00f5es prementes. Al\u00e9m disso, a retirada de discuss\u00e3o parlamentar das medidas de IRS Jovem e desagravamento do IRC, apesar de anunciada como uma estrat\u00e9gia para facilitar a aprova\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento, poder\u00e1 ter um impacto negativo se n\u00e3o forem alcan\u00e7ados consensos duradouros. Estas medidas s\u00e3o vistas como essenciais para atrair e reter talento jovem no pa\u00eds, um fator cr\u00edtico para o futuro econ\u00f3mico de Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>A confian\u00e7a e a estabilidade s\u00e3o fundamentais para a atra\u00e7\u00e3o de investimentos e para a reten\u00e7\u00e3o de capital humano. Um acordo interpartid\u00e1rio pode garantir a continuidade destas pol\u00edticas, evitando a incerteza e a instabilidade que t\u00eam marcado a pol\u00edtica econ\u00f3mica portuguesa. Para que medidas como a redu\u00e7\u00e3o do IRC e o IRS Jovem tenham um impacto significativo, \u00e9 crucial alcan\u00e7ar consensos entre os principais partidos. A capacidade de negociar e encontrar solu\u00e7\u00f5es comuns ser\u00e1 determinante para o sucesso destas pol\u00edticas e para o futuro do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre o Estado da Na\u00e7\u00e3o revelou um Governo empenhado em cumprir os seus compromissos e uma oposi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, mas disposta a negociar, de um modo geral. A antecipa\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es do Or\u00e7amento do Estado \u00e9 um passo positivo, mas ser\u00e1 necess\u00e1rio mais di\u00e1logo e compromisso para enfrentar os desafios econ\u00f3micos e sociais de Portugal. A colabora\u00e7\u00e3o entre os partidos pode ser a chave para desbloquear novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento, colocando os interesses nacionais acima das diverg\u00eancias partid\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de grande destaque no debate foi a quest\u00e3o da sa\u00fade, que continua a ser uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es dos portugueses. PNS criticou a falta de investimento adequado no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS), sublinhando que \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 aumentar o financiamento, mas tamb\u00e9m melhorar a gest\u00e3o e a efici\u00eancia dos servi\u00e7os. Argumentou que o subfinanciamento cr\u00f3nico do SNS est\u00e1 a levar a um aumento das listas de espera e a uma diminui\u00e7\u00e3o da qualidade dos cuidados prestados. Defendeu a implementa\u00e7\u00e3o de um plano de recupera\u00e7\u00e3o que inclua a contrata\u00e7\u00e3o de mais profissionais de sa\u00fade, a moderniza\u00e7\u00e3o das infraestruturas e a digitaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, medidas que s\u00e3o essenciais para garantir um SNS sustent\u00e1vel e de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro-ministro, por sua vez, reconheceu os problemas no SNS, mas criticou a abordagem do PS, argumentando que o aumento do financiamento por si s\u00f3 n\u00e3o resolver\u00e1 os problemas estruturais do sistema de sa\u00fade. Defendeu a necessidade de uma reforma mais abrangente, que inclua a promo\u00e7\u00e3o de parcerias p\u00fablico-privadas e a introdu\u00e7\u00e3o de mecanismos de gest\u00e3o mais eficientes. Sublinhou que \u00e9 essencial criar um sistema de sa\u00fade que seja capaz de responder \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o de forma eficaz e sustent\u00e1vel, e que para isso \u00e9 necess\u00e1rio implementar reformas corajosas e inovadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o foi outro focodo debate. PNS destacou a import\u00e2ncia de investir na educa\u00e7\u00e3o como um motor de desenvolvimento econ\u00f3mico e social. Argumentou que \u00e9 essencial garantir o acesso universal a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, desde o ensino b\u00e1sico at\u00e9 ao superior, e que para isso \u00e9 necess\u00e1rio aumentar o financiamento e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos professores. Defendeu a implementa\u00e7\u00e3o de programas de forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua para os professores, a moderniza\u00e7\u00e3o das infraestruturas escolares e a renova\u00e7\u00e3o de curr\u00edculos, de modo a preparar os alunos para os desafios do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro-ministro concordou com a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o, mas criticou o que considera ser a falta de vis\u00e3o estrat\u00e9gica do PS nesta \u00e1rea. Defendeu a necessidade de uma reforma mais profunda do sistema educativo, que inclua a promo\u00e7\u00e3o de parcerias com o setor privado e a introdu\u00e7\u00e3o de mecanismos de avalia\u00e7\u00e3o mais rigorosos. Argumentou que \u00e9 essencial criar um sistema educativo que seja capaz de formar cidad\u00e3os competentes e preparados para o mercado de trabalho, e que para isso \u00e9 necess\u00e1rio implementar reformas corajosas e inovadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m um tema de destaque no debate. PNS sublinhou a import\u00e2ncia de garantir o acesso a habita\u00e7\u00e3o digna e a pre\u00e7os acess\u00edveis para todos os cidad\u00e3os. Defendeu a implementa\u00e7\u00e3o de programas de constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o social, a promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de arrendamento acess\u00edvel e a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado imobili\u00e1rio para combater a especula\u00e7\u00e3o e a gentrifica\u00e7\u00e3o. Argumentou que \u00e9 essencial criar um ambiente habitacional que seja inclusivo e sustent\u00e1vel, e que para isso \u00e9 necess\u00e1rio aumentar o investimento p\u00fablico e promover a colabora\u00e7\u00e3o entre o setor p\u00fablico e o privado.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro-ministro, por sua vez, criticou a abordagem do PS, argumentando que as pol\u00edticas de habita\u00e7\u00e3o do Governo t\u00eam sido ineficazes e insuficientes. Defendeu a necessidade de uma reforma mais abrangente, que inclua a promo\u00e7\u00e3o de parcerias p\u00fablico-privadas e a introdu\u00e7\u00e3o de mecanismos de gest\u00e3o mais eficientes. Sublinhou que \u00e9 essencial criar um mercado imobili\u00e1rio que seja capaz de responder \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o de forma eficaz e sustent\u00e1vel, e que para isso \u00e9 necess\u00e1rio implementar reformas corajosas e inovadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, o futuro de Portugal depende da capacidade dos seus l\u00edderes em trabalhar juntos para um objetivo comum: um pa\u00eds mais forte, pr\u00f3spero e justo. O debate sobre o Estado da Na\u00e7\u00e3o foi um momento crucial para avaliar o estado atual do pa\u00eds e tra\u00e7ar um caminho para o futuro. Atrav\u00e9s do di\u00e1logo e da coopera\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel construir um Portugal onde todos possam prosperar e onde a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas seja refor\u00e7ada. Este \u00e9 o desafio e a oportunidade que se apresentam aos l\u00edderes pol\u00edticos, e o sucesso desta empreitada depender\u00e1 da sua capacidade de superar as divis\u00f5es e trabalhar em prol do bem comum.<\/p>\n\n\n\n<p>Este debate sobre o Estado da Na\u00e7\u00e3o trouxe \u00e0 luz as quest\u00f5es mais prementes que Portugal enfrenta atualmente. O imperativo de reter e atrair capital f\u00edsico e humano qualificado, a necessidade de uma reforma abrangente da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e a urg\u00eancia de melhorar o SNS, de investir na educa\u00e7\u00e3o e garantir o acesso a habita\u00e7\u00e3o digna e a pre\u00e7os acess\u00edveis s\u00e3o temas prementes. A capacidade dos l\u00edderes pol\u00edticos de se articularem na busca de solu\u00e7\u00f5es para estes desafios ser\u00e1 crucial para o futuro do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando em perspetiva, \u00e9 claro que Portugal enfrenta desafios significativos, mas tamb\u00e9m tem oportunidades \u00fanicas. A capacidade de atrair investimentos estruturantes, a reten\u00e7\u00e3o de talento jovem, a moderniza\u00e7\u00e3o das infraestruturas e a promo\u00e7\u00e3o de um ambiente econ\u00f3mico favor\u00e1vel s\u00e3o fatores que podem impulsionar o crescimento e o desenvolvimento do pa\u00eds. Atrav\u00e9s de uma colabora\u00e7\u00e3o estreita entre os partidos pol\u00edticos e um compromisso com a implementa\u00e7\u00e3o de reformas corajosas e inovadoras, \u00e9 poss\u00edvel construir um Portugal mais forte, pr\u00f3spero e justo.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre o Estado da Na\u00e7\u00e3o foi um momento crucial para avaliar o estado atual do pa\u00eds e tra\u00e7ar um caminho para o futuro. Atrav\u00e9s do di\u00e1logo e da coopera\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel construir um Portugal onde todos possam prosperar e onde a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas seja refor\u00e7ada. Este \u00e9 o desafio e a oportunidade que se apresentam aos l\u00edderes pol\u00edticos, e o sucesso desta empreitada depender\u00e1 da sua capacidade de superar as divis\u00f5es e trabalhar em prol do bem comum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo No passado dia 17, o Parlamento portugu\u00eas foi palco de um debate intenso sobre o Estado da Na\u00e7\u00e3o. Este debate, realizado anualmente, evidenciou as diverg\u00eancias entre os principais partidos pol\u00edticos e sublinhou os desafios e oportunidades que Portugal enfrenta. 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