{"id":48095,"date":"2024-02-13T10:00:00","date_gmt":"2024-02-13T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48095"},"modified":"2024-02-15T10:03:29","modified_gmt":"2024-02-15T10:03:29","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-215","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=48095","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da \u00c9tica da IA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Ant\u00f3nio da Costa Alexandre, Jornal i online<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/810796\/a-import-ncia-da-etica-da-ia-?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em><em>Em \u201c88 vozes sobre Intelig\u00eancia Artificial - O que fica para a m\u00e1quina e o que fica para o homem?\u201d destaca-se a crescente import\u00e2ncia que v\u00e1rios autores atribuem \u00e0s quest\u00f5es \u00e9ticas associadas \u00e0 IA<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Foi lan\u00e7ado recentemente pelo ISCTE, o livro \u201c88 vozes sobre Intelig\u00eancia Artificial - O que fica para a m\u00e1quina e o que fica para o homem?\u201d, de autores de diferentes \u00e1reas, da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e0 medicina e cuidados de sa\u00fade, passando pela comunica\u00e7\u00e3o social, publicidade, direito, administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, filosofia, cultura e pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra re\u00fane artigos de <em>experts<\/em> nacionais que tra\u00e7am cen\u00e1rios e p\u00f5em \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o em Portugal um conjunto de<em> \u201celementos de reflex\u00e3o s\u00e9rios e s\u00f3lidos\u201d. <\/em>Permitindo construir um pensamento estruturado, que inclua a feitura das leis e se debruce sobre pr\u00e1ticas que os sistemas de Intelig\u00eancia Artificial (IA) em setores diversificados evidenciam a capacidade de \u201ccompreender, racionalizar e tomar decis\u00f5es\u201d, objetivo bem delineado no pref\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n<p>O pioneirismo \u00e9 a pedra de toque inicial a dar nota da relev\u00e2ncia desta publica\u00e7\u00e3o, com testemunhos de especialistas que trabalham com a IA e aceitaram partilhar os seus conhecimentos, experi\u00eancias, d\u00favidas, anseios e motiva\u00e7\u00f5es. Merece tamb\u00e9m destaque a reda\u00e7\u00e3o cuidada, mas acess\u00edvel a leigos. O livro procura e consegue dirigir-se ao p\u00fablico em geral, sem descurar o rigor e a exig\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o de ensino superior que o edita.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio de base lan\u00e7ado n\u00e3o deixa ningu\u00e9m indiferente, ao sublinhar que face \u00e0 tecnologia temos duas hip\u00f3teses: \u201c<em>Ou nos juntamos a ela ou nos juntamos a ela. Em particular em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Intelig\u00eancia Artificial (IA)<\/em>. Com efeito, a presen\u00e7a da IA alcan\u00e7ou j\u00e1 o estatuto de inevitabilidade. Pode considerar-se estar perto da omnipresen\u00e7a em todos os dom\u00ednios da nossa vida, particularmente nas \u00e1reas dos cuidados de sa\u00fade, ensino, energia ou transportes - em alguns casos com decis\u00f5es aut\u00f3nomas sem intermedia\u00e7\u00e3o humana -, mas tamb\u00e9m no apoio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica tem sido considerada o \u201cmotor\u201d da implementa\u00e7\u00e3o da IA, ideia j\u00e1 defendida em 2020, por exemplo na publica\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/publications.jrc.ec.europa.eu\/repository\/handle\/JRC120399\">The use of AI in public services: results from a preliminary mapping across the EU<\/a>. Por um lado, a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica produz uma enorme quantidade de dados, indispens\u00e1veis para a conce\u00e7\u00e3o dos sistemas de IA, considerados por <em>The Economist<\/em> o novo petr\u00f3leo<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Mas tamb\u00e9m \u00e9 o \u201cprimeiro comprador\u201d, papel que facilmente se percebe, quer pela ampla dimens\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e das diversas \u00e1reas que abarca, quer pela quantidade de entidades que gravitam na sua esfera.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro \u201c88 vozes sobre Intelig\u00eancia Artificial\u201d destaca-se ainda pela import\u00e2ncia expressa que v\u00e1rios autores atribuem \u00e0s quest\u00f5es \u00e9ticas que a IA tem vindo a suscitar. Merece particular aten\u00e7\u00e3o o artigo de M\u00e1rio Campolargo, Secret\u00e1rio de Estado da Digitaliza\u00e7\u00e3o e da Moderniza\u00e7\u00e3o Administrativa, com o artigo: \u201c\u00c9tica, valores e o fator humano na era da IA\u201d. \u00c9 salutar perceber que ao mais alto n\u00edvel das pol\u00edticas p\u00fablicas o respons\u00e1vel por estas mat\u00e9rias reconhece a import\u00e2ncia das quest\u00f5es \u00e9ticas envolvidas na implementa\u00e7\u00e3o e uso destas tecnologias. Neste artigo real\u00e7a a privacidade, a seguran\u00e7a, a transpar\u00eancia dos sistemas de IA e a necessidade de serem evitadas pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias. Refere ainda a import\u00e2ncia da inclus\u00e3o de pessoas de diferentes origens, culturas e perspetivas nas equipas que trabalham no desenvolvimento destas tecnologias. Merecem tamb\u00e9m destaque os efeitos da IA no mercado de trabalho, capacita\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e a import\u00e2ncia das pol\u00edticas p\u00fablicas na transi\u00e7\u00e3o para uma nova economia.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rio Figueiredo, professor catedr\u00e1tico no Instituto Superior T\u00e9cnico (IST), reputado especialista internacional em machine learning \u2013 aprendizagem autom\u00e1tica - que permite que as m\u00e1quinas aprendam entre si -, faz um breve enquadramento hist\u00f3rico sobre a IA. Importa ler com aten\u00e7\u00e3o a reflex\u00e3o deste autor sobre a alegada amea\u00e7a existencial trazida pela IA, que considera, como muitos outros especialistas, irrealista tanto a curto como a m\u00e9dio prazo. O autor entende at\u00e9 que este temor ofusca outros riscos, esses sim significativos, nomeadamente algumas quest\u00f5es globais da atualidade, como os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u201cEm vez de se concentrar em riscos futuros incertos, a aten\u00e7\u00e3o deve ser dada aos problemas prementes que o uso da IA de forma respons\u00e1vel j\u00e1 est\u00e1 a causar; amplifica\u00e7\u00e3o de desigualdades e preconceitos, limita\u00e7\u00e3o de liberdade e de privacidade, perturba\u00e7\u00e3o dos mercados de trabalho, produ\u00e7\u00e3o de grandes quantidades de desinforma\u00e7\u00e3o que podem desestabilizar as sociedades democr\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No artigo: \u201cIA (bons) desafios, (algumas) amea\u00e7as e muitas (oportunidades)\u201d, Paulo Quaresma, vice-reitor da Universidade de \u00c9vora e ex-vogal do Conselho Diretivo da Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e Tecnologia, fala do Chat GPT4, tema presente nos \u00faltimos tempos tanto na comunica\u00e7\u00e3o social, como na sociedade em geral. Come\u00e7ando logo por referir que \u201c\u00e9 importante alertar que os sistemas baseados em <em>large language models<\/em> n\u00e3o s\u00e3o \u00abor\u00e1culos\u00bb baseados em representa\u00e7\u00e3o do conhecimento. \u00c9 previs\u00edvel que as lacunas existentes venham a ser suprimidas com a evolu\u00e7\u00e3o dos atuais modelos e, sendo certo que estamos num momento de disrup\u00e7\u00e3o em termos do uso da intelig\u00eancia artificial \u00e9 importante ter uma no\u00e7\u00e3o clara das limita\u00e7\u00f5es existentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Noutro dom\u00ednio fundamental, dos cuidados de sa\u00fade, s\u00e3o v\u00e1rios os depoimentos neste livro que nos permitem perceber algumas oportunidades que justificam a utiliza\u00e7\u00e3o da IA. Estas tecnologias podem fazer face \u00e0 falta, para as necessidades, de m\u00e9dicos, enfermeiros e de outros profissionais de sa\u00fade, a escassez de profissionais nesta \u00e1rea pode atingir n\u00edveis preocupantes, de acordo com os dados disponibilizados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. A IA pode tamb\u00e9m permitir \u201c<em>melhorias de produtividade, efici\u00eancia e resultados, na presta\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade, como curiosamente aumentar a sua humaniza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d. Neste momento, j\u00e1 nos \u00e9 prometido que a IA pode ir al\u00e9m da dete\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, conseguindo prever que determinada pessoa venha a desenvolver uma qualquer patologia. O livro refere ainda outras potencialidades: <em>deep learning<\/em> em imagiologia m\u00e9dica e dete\u00e7\u00e3o de cancro e tumores com <em>computer vision<\/em>; sinais vitais e monitoriza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade; reabilita\u00e7\u00e3o de doentes em casa; sistemas de orienta\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, apoio a pacientes com limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas; administra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade e medicina \u00e0 dist\u00e2ncia (teleconsultas), entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 uma \u00e1rea muito sens\u00edvel em que as quest\u00f5es \u00e9ticas se colocam com grande acutil\u00e2ncia e em v\u00e1rias dimens\u00f5es: privacidade, seguran\u00e7a, responsabilidade, \u00e9tica dos dados, \u00e9tica de algoritmos, \u00e9tica na aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. No artigo \u201cA Intelig\u00eancia Artificial nos cuidados de sa\u00fade: algumas quest\u00f5es \u00e9ticas\u201d, publicado pela revista Human em 28 de mar\u00e7o de 2023<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, t\u00ednhamos j\u00e1 feito uma abordagem introdut\u00f3ria destas quest\u00f5es, nomeadamente no que respeita ao princ\u00edpio da explicabilidade, que ainda esbarra nos algoritmos de \u00abcaixa negra\u00bb; consentimento do paciente no caso do suporte \u00e0 decis\u00e3o baseado em IA, com explica\u00e7\u00e3o quanto aos processos e algoritmos utilizados; e anu\u00eancia para futura utiliza\u00e7\u00e3o dos seus dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra \u00e1rea em que o impacto da IA ser\u00e1 consider\u00e1vel \u00e9 a Educa\u00e7\u00e3o. Nestas \u201c88 vozes\u201d alguns autores falam das v\u00e1rias oportunidades trazidas por estas tecnologias que podem facilitar a aprendizagem, como sistemas tutoriais virtuais que oferecem<em> feedbacks<\/em> personalizados e orienta\u00e7\u00e3o aos alunos, adaptando o conte\u00fado, o ritmo e o estilo de ensino \u00e0s necessidades individuais, melhorando os n\u00edveis de efic\u00e1cia e a motiva\u00e7\u00e3o dos formandos. A IA tamb\u00e9m pode ajudar os professores a preparar aulas, criar fichas de trabalho, avalia\u00e7\u00f5es. \u00c9 encarada como um instrumento para muitos docentes estimularem a criatividade dos seus alunos, estimular as capacidades de reflex\u00e3o e como resolvem os problemas. Jo\u00e3o Paulo Costeira, professor do IST, alerta, no entanto, que se a IA fluir sem regras o desmantelamento do sistema da educa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o pior dos riscos que decorrem da utiliza\u00e7\u00e3o destas tecnologias. \u201cPara um pa\u00eds pequeno como Portugal o risco \u00e9 que, por atavismo ou incompet\u00eancia institucional, a IA venha a desmantelar a forma\u00e7\u00e3o de alto n\u00edvel e tornar-se uma f\u00e1brica de suced\u00e2neos \u2026 em todas as \u00e1reas do saber.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m neste dom\u00ednio s\u00e3o real\u00e7adas as quest\u00f5es \u00e9ticas, afirmando Luis Todo Bom: \u201cNo mundo acad\u00e9mico as quest\u00f5es da \u00e9tica v\u00e3o colocar-se com alguma acutil\u00e2ncia, j\u00e1 que \u00e9 o universo em que estamos a formar cidad\u00e3os de futuro, alunos pregui\u00e7osos tender\u00e3o a utilizar de forma constante, irrespons\u00e1vel, oportunista e desprovida de princ\u00edpios \u00e9ticos, estas ferramentas nos seus trabalhos acad\u00e9micos. E professores pregui\u00e7osos v\u00e3o fingir que n\u00e3o sabem ou n\u00e3o percebem a utiliza\u00e7\u00e3o destas ferramentas, limitando o processo de avalia\u00e7\u00e3o \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o destes trabalhos escritos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos outros artigos desde livro que nos ocupa mereceriam ser igualmente destacados, mas infelizmente a limita\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o n\u00e3o nos permite real\u00e7ar a import\u00e2ncia de outros testemunhos. Para concluir, refor\u00e7amos a ideia de que o livro \u00e9 de leitura f\u00e1cil e bastante interessante para todos os leitores que tenham curiosidade por estas tem\u00e1ticas. Sendo um volume longo, com 698 p\u00e1ginas, cada um dos 88 artigos sintetiza com assertividade as ideias defendidas pelos seus autores. Por \u00faltimo, deve ainda ser real\u00e7ado ter um pre\u00e7o acess\u00edvel, custando apenas 16,90 euros.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.economist.com\/leaders\/2017\/05\/06\/the-worlds-most-valuable-resource-is-no-longer-oil-but-data\">https:\/\/www.economist.com\/leaders\/2017\/05\/06\/the-worlds-most-valuable-resource-is-no-longer-oil-but-data<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.human.pt\/2023\/03\/28\/a-inteligencia-artificial-nos-cuidados-de-saude-algumas-questoes-eticas\/\">https:\/\/www.human.pt\/2023\/03\/28\/a-inteligencia-artificial-nos-cuidados-de-saude-algumas-questoes-eticas\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio da Costa Alexandre, Jornal i online Em \u201c88 vozes sobre Intelig\u00eancia Artificial &#8211; O que fica para a m\u00e1quina e o que fica para o homem?\u201d destaca-se a crescente import\u00e2ncia que v\u00e1rios autores atribuem \u00e0s quest\u00f5es \u00e9ticas associadas \u00e0 IA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-48095","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=48095"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48095\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48097,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/48095\/revisions\/48097"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=48095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=48095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=48095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}