{"id":47848,"date":"2023-11-10T18:21:00","date_gmt":"2023-11-10T18:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47848"},"modified":"2023-11-12T18:26:09","modified_gmt":"2023-11-12T18:26:09","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-37","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47848","title":{"rendered":"Portugal nas bocas do Mundo"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/portugal-nas-bocas-do-mundo-17316451.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:16px;height:16px\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>Esta semana Portugal alcan\u00e7ou, finalmente, reconhecimento mundial. Muitos jornais, numerosas r\u00e1dios, bastantes televis\u00f5es, in\u00fameros sites, blogues e podcasts da Europa, da \u00c1frica, das m\u00faltiplas Am\u00e9ricas e mesmo da mais long\u00ednqua \u00c1sia, informaram os seus leitores, ouvintes e espetadores sobre os casos de corrup\u00e7\u00e3o no Governo portugu\u00eas. A not\u00edcia correu mundo, foi comentada em tantas l\u00ednguas, sempre com o mesmo tom de condena\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Influentes \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o de alcance internacional como o<em> The Economist<\/em>, o<em> The Guardian,<\/em> o <em>Financial Times<\/em>, o <em>China Daily<\/em>, o <em>Le Monde<\/em>, a Folha de S\u00e3o Paulo, etc., etc. todos relataram os acontecimentos. Mas tamb\u00e9m as ag\u00eancias de an\u00e1lise econ\u00f3mica de alcance planet\u00e1rio como a <em>Reuters <\/em>ou a <em>Bloomberg<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas destas not\u00edcias referem a consequente instabilidade econ\u00f3mica e a dificuldade de implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias econ\u00f3micas s\u00f3lidas. Alguns \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o estrangeiros referem-se \u00e0 nossa sociedade como a do \"capitalismo da sardinha\" devido \u00e0 excessiva depend\u00eancia do setor do turismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor do que uma ampla e dispendiosa campanha de Marketing o comunicado da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica colocou Portugal no mapa. Como um pa\u00eds \u00e0 deriva, como um pa\u00eds com uma elite governante corrupta, como um pa\u00eds a evitar para neg\u00f3cios, onde as empresas estrangeiras que entram (como as do l\u00edtio e as das novas tecnologias) acabam envolvidas em neg\u00f3cios obscuros, em processos de corrup\u00e7\u00e3o que chegam ao topo da hierarquia do Estado e t\u00eam grande visibilidade internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Que consequ\u00eancias advir\u00e3o desta nova imagem do nosso pa\u00eds? Quem querer\u00e1 investir no nosso pa\u00eds? Os bar\u00f5es colombianos? Que neg\u00f3cios atrai Portugal com esta imagem? Os mais duvidosos?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sabemos se esta imagem tem por base factos e acontecimentos reais ou apenas suspeitas sem fundamento. S\u00f3 o julgamento o apurar\u00e1. Mas o mal infligido a todos n\u00f3s, \u00e0 nossa economia, \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, esse mal, est\u00e1 feito. De forma leviana atrevo-me a dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal faltam mecanismos institucionais que permitam carrear eventuais provas de corrup\u00e7\u00e3o de governantes para \u00f3rg\u00e3o adequado - Supremo Tribunal ou outro - sem alaridos p\u00fablicos. Este \u00f3rg\u00e3o confrontaria os infratores e for\u00e7aria a demiss\u00e3o desses governantes e s\u00f3 depois os processos se tornariam p\u00fablicos, o que tamb\u00e9m ocorreria se estes recusassem sair.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio julgar e punir os governantes corruptos. Mas, simultaneamente, \u00e9 preciso evitar que sejamos todos a pagar por esses crimes. \u00c9 preciso evitar manchar a reputa\u00e7\u00e3o de Portugal, pa\u00eds onde a maioria das pessoas \u00e9 s\u00e9ria, honesta e trabalhadora. A forma de conciliar estes dois interesses ainda n\u00e3o est\u00e1 devidamente compreendida em Portugal. Mas basta olhar para geografias pr\u00f3ximas para aprender como devem ser conciliados estes dois objetivos, que s\u00f3 aparentemente s\u00e3o divergentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Como em Portugal n\u00e3o se combate, com o vigor necess\u00e1rio, a corrup\u00e7\u00e3o esta vai-se infiltrando a todos os n\u00edveis do poder pol\u00edtico. Como alert\u00e1mos mais de uma vez, vamos gastar a bazuca do PRR, verbas imensas de fundos p\u00fablicos europeus, e o pa\u00eds e os portugueses est\u00e3o a tornar-se cada vez mais pobres. O dinheiro esvai-se para o sup\u00e9rfluo, para o in\u00fatil, para o bolso de uns quantos, sem verdadeiramente melhorar a produtividade ou a aflu\u00eancia do povo portugu\u00eas. Um desastre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo Esta semana Portugal alcan\u00e7ou, finalmente, reconhecimento mundial. 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