{"id":47821,"date":"2023-10-27T17:23:00","date_gmt":"2023-10-27T17:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47821"},"modified":"2023-11-05T17:26:40","modified_gmt":"2023-11-05T17:26:40","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-36","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47821","title":{"rendered":"O drama das A\u00e7\u00f5es Contraproducentes"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/o-drama-das-acoes-contraproducentes-17275995.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:16px;height:16px\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>Os pol\u00edticos portugueses s\u00e3o em geral incapazes de tomar e implementar as medidas que conduzam aos resultados que desejam e anunciam. Normalmente por manifesta incompet\u00eancia, outras vezes por desonestidade, sempre porque os meios usados levam necessariamente a consequ\u00eancias diferentes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Estas a\u00e7\u00f5es que produzem resultados diferentes e at\u00e9 contr\u00e1rios das consequ\u00eancias esperadas designam-se a\u00e7\u00f5es contraproducentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Recordam-se de Ant\u00f3nio Guterres que, como primeiro-ministro, decidiu acabar com a nossa moeda, o escudo, e adotar o euro. Tomou essa decis\u00e3o para que Portugal convergisse com as economias europeias e atingisse a m\u00e9dia europeia em 10 anos. A medida revelou-se contraproducente. Portugal n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o convergiu como divergiu e hoje est\u00e1 na cauda da Europa. Uma medida contraproducente de que ainda hoje pagamos a consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta semana tamb\u00e9m soubemos que o grande des\u00edgnio do Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa de eliminar os sem-abrigo, anunciado com pompa, comunicado com afeto, divulgado em excurs\u00f5es e refei\u00e7\u00f5es junto dos infelizes na presen\u00e7a da comunica\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o se vai concretizar. Pior o n\u00famero de sem-abrigo que resultaram dos nobres, bem-intencionados e intensos esfor\u00e7os do nosso Presidente \u00e9 o dobro dos que existiam antes. Outra a\u00e7\u00e3o contraproducente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos estes casos o pa\u00eds estaria melhor se estes pol\u00edticos nada fizessem, pois com as suas a\u00e7\u00f5es s\u00f3 conseguem piorar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De onde v\u00eam estas a\u00e7\u00f5es contraproducentes? Na verdade a racionalidade define-se como a capacidade de encontrar os meios que nos permitam atingir um determinado fim\/objetivo. Uma pessoa racional \u00e9 aquela que consegue com as suas a\u00e7\u00f5es obter o resultado a que se prop\u00f5e. Temos que as a\u00e7\u00f5es contraproducentes s\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, irracionais. Uma pessoa globalmente racional pode tomar, em certas circunst\u00e2ncias, decis\u00f5es irracionais. Por ignor\u00e2ncia, por falta de informa\u00e7\u00e3o, por precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas onde est\u00e1 o erro destas a\u00e7\u00f5es de que fal\u00e1mos? Na defini\u00e7\u00e3o do objetivo? Nos meios empregues para alcan\u00e7ar o objetivo? Nos dois?<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes dois casos o objetivo era e \u00e9 alcan\u00e7\u00e1vel. E mesmo desej\u00e1vel. \u00c9 poss\u00edvel convergir para a m\u00e9dia europeia e \u00e9 poss\u00edvel eliminar os sem-abrigo. O erro n\u00e3o esteve na defini\u00e7\u00e3o do objetivo, mas na escolha dos meios para os alcan\u00e7ar. No primeiro caso, o Euro n\u00e3o ajudou o pa\u00eds, ao contr\u00e1rio do que pensava Guterres, a convergir antes nos atrasou e, no segundo caso, a atua\u00e7\u00e3o lenta e ineficaz do Presidente n\u00e3o acautelou a possibilidade de cada vez mais pessoas ficarem sem casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o drama da classe pol\u00edtica portuguesa. N\u00e3o consegue tomar decis\u00f5es, quer face aos grandes problemas (como no caso da moeda nacional), quer nos de menor dimens\u00e3o (caso dos sem-abrigo), sem falhar redondamente. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas n\u00e3o encontramos muitos exemplos de medidas que tenham obtido os resultados pretendidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral os governantes portugueses tomam muitas decis\u00f5es sem a informa\u00e7\u00e3o suficiente, sem terem estudado os temas a fundo. E quantas vezes os estudos que encomendam s\u00e3o enviesados - feitos para justificar uma decis\u00e3o j\u00e1 tomada e n\u00e3o para enformar uma decis\u00e3o a tomar. O exemplo do aeroporto \u00e9 gritante - existem estudos para todos os gostos e localiza\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma falta de profissionalismo, uma incompet\u00eancia. Este \u00e9 um dos dramas do nosso pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo Os pol\u00edticos portugueses s\u00e3o em geral incapazes de tomar e implementar as medidas que conduzam aos resultados que desejam e anunciam. 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