{"id":47817,"date":"2023-11-04T17:18:00","date_gmt":"2023-11-04T17:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47817"},"modified":"2023-11-05T17:22:20","modified_gmt":"2023-11-05T17:22:20","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47817","title":{"rendered":"O nosso Fiat j\u00e1 voltou a ser apanhado pelo Mercedes da Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/o-nosso-fiat-ja-voltou-a-ser-apanhado-pelo-mercedes-da-uniao-europeia-17275922.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:16px;height:16px\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>Como tenho referido neste mesmo espa\u00e7o, o potencial de crescimento da Economia portuguesa \u00e9 significativamente inferior ao da m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia (UE).<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias maneiras de medir o crescimento potencial e uma delas, talvez a mais f\u00e1cil, acess\u00edvel e compreens\u00edvel, \u00e9 ver o crescimento tendencial, ou seja, a din\u00e2mica de crescimento econ\u00f3mico num per\u00edodo relativamente alargado, que \u00e9 o que deve ser considerado quando se analisa o fen\u00f3meno do crescimento econ\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio do mil\u00e9nio (entre 1999 e 2022), a economia portuguesa cresceu a um ritmo m\u00e9dio anual de apenas 0,9% (varia\u00e7\u00e3o em volume), significativamente abaixo dos 1,5% da UE e, sobretudo, das designadas economias de Leste, algumas com subidas na ordem dos 4% ao ano, j\u00e1 para n\u00e3o falar da Irlanda, cuja din\u00e2mica foi ainda superior (5,6%). Com essas taxas, Portugal leva 77 anos para duplicar o PIB, enquanto a UE atinge essa marca em 46 anos, partindo de um patamar significativamente mais elevado. Por outro lado, algumas economias do Leste Europeu dobram os respetivos PIB em apenas 17 anos, e a Irlanda consegue duplicar o PIB em apenas 12 anos, partindo de um n\u00edvel de PIB tamb\u00e9m substancialmente superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa imagem mais f\u00e1cil de perceber, tenho referido que esta diferen\u00e7a de andamento corresponde a Portugal ter uma economia com a pot\u00eancia de um Fiat 500, que compara com a pot\u00eancia do Mercedes classe C no que se refere \u00e0 economia da UE - ou um carro de gama ainda superior no caso das economias mais din\u00e2micas da UE.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9, por isso, de espantar que Portugal tenha sido ultrapassado em n\u00edvel de vida por muitas das economias de Leste - passando da 15.\u00aa posi\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio do mil\u00e9nio, para a 21.\u00aa posi\u00e7\u00e3o, em 2022, a s\u00e9tima pior, j\u00e1 muito perto da cauda da UE. As economias de Leste que, note-se, est\u00e3o muito menos endividadas do que a economia portuguesa e receberam muito menos fundos europeus, porque entraram muito mais tarde na UE.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, com muito menos recursos - menor endividamento e menos fundos europeus -, os governos das economias de Leste t\u00eam sabido geri-los muito melhor para convergir rapidamente com o padr\u00e3o de vida m\u00e9dio europeu, porque sabem que um baixo n\u00edvel de vida se reflete em:<\/p>\n\n\n\n<p>. menor rendimento das fam\u00edlias no final do m\u00eas face ao n\u00edvel de pre\u00e7os do respetivo pa\u00eds;<\/p>\n\n\n\n<p>. emigra\u00e7\u00e3o de jovens qualificados;<\/p>\n\n\n\n<p>. menos receitas p\u00fablicas para financiar o Estado social, exigindo um aumento permanente da carga fiscal face ao PIB para financiar a despesa com o Estado social, que se n\u00e3o for aplicada de forma eficiente, levar\u00e1 \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos - sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a, entre outros -, como infelizmente se verifica em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, a economia portuguesa tem beneficiado do turismo, favorecido pela retoma do setor com o fim da pandemia e com a imagem de um pa\u00eds bonito e seguro, longe da guerra na Ucr\u00e2nia. A imagem que dei \u00e9 a de que o Fiat 500 apanhou uma \"descida\" (o turismo) e ultrapassou momentaneamente o Mercedes classe C que ia naturalmente \u00e0 frente, mas teve um furo (maior sensibilidade \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia).<\/p>\n\n\n\n<p>Curioso, no entanto, \u00e9 o facto de que, mesmo durante a performance do nosso Fiat 500 na \"descida\", o n\u00edvel de vida n\u00e3o melhorou porque o benef\u00edcio do turismo foi desviado a favor do Estado (mais impostos e menos investimento p\u00fablico) contra as fam\u00edlias e as empresas (menos rendimento e piores servi\u00e7os p\u00fablicos).<\/p>\n\n\n\n<p>Disse tamb\u00e9m que, face \u00e0 pot\u00eancia dos motores, depois da \"descida\", o nosso Fiat 500 voltaria naturalmente a ficar para tr\u00e1s. Os dados mais recentes das contas nacionais j\u00e1 come\u00e7aram a revelar que o embalo da \"descida\", que beneficiou o nosso Fiat 500, parece tender para o fim, pelo que rapidamente o Mercedes estar\u00e1 outra vez \u00e0 frente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dados divulgados h\u00e1 poucos dias pelo INE e pelo Eurostat, ainda provis\u00f3rios, o PIB portugu\u00eas diminuiu 0,2% no terceiro trimestre face ao anterior (varia\u00e7\u00e3o em volume), enquanto na UE se verificou uma subida de 0,1%, evidenciando a din\u00e2mica mais recente.<\/p>\n\n\n\n<p>Naturalmente, a subida hom\u00f3loga do nosso PIB \u00e9 ainda superior (1,9% face a 0,1% na UE) devido ao efeito da din\u00e2mica passada, mas o abrandamento foi bem maior (0,7 pontos percentuais, p.p., de 2,6% para 1,9%; que compara com menos 0,3 p.p. na UE, de 0,4% para 0,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o havendo ainda dados quantificados das componentes de despesa do PIB, o INE apresenta uma descri\u00e7\u00e3o qualitativa das rubricas que mais contribu\u00edram para as din\u00e2micas recentes. Assim, a queda trimestral de 0,2% do PIB resultou da redu\u00e7\u00e3o do \"contributo da procura externa l\u00edquida para a taxa de varia\u00e7\u00e3o em cadeia do PIB\", que \"passou a negativo (...), refletindo a redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es quer de bens, quer de servi\u00e7os, incluindo o turismo\". Essa evolu\u00e7\u00e3o mais do que compensou a melhoria do \"contributo da procura interna\", que \"passou de negativo a positivo no 3\u00ba trimestre, observando-se aumentos do consumo privado e do investimento\".<\/p>\n\n\n\n<p>Por outras palavras, o INE refere que o turismo j\u00e1 contribuiu negativamente para a din\u00e2mica econ\u00f3mica no terceiro trimestre, o que tamb\u00e9m j\u00e1 era evidente pela perda de dinamismo dos dados das dormidas de estrangeiros, at\u00e9 porque as dos portugueses j\u00e1 vinham a ser penalizadas pela deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es vida, em face da subida das taxas de juro e a perda acumulada de poder de compra, devido aos elevados valores de infla\u00e7\u00e3o passada. De notar que a queda trimestral do PIB j\u00e1 incorpora um ajustamento de sazonalidade, tal como o referido contributo negativo do turismo para o andamento da economia no 3.\u00ba trimestre, pelo que as conhecidas oscila\u00e7\u00f5es sazonais desse setor j\u00e1 foram descontadas nesse c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, que parece ter passado o grande impulso recente do turismo, deixo a seguinte reflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento da nossa depend\u00eancia do setor do turismo no per\u00edodo mais recente traz problemas a prazo, como j\u00e1 tenho vindo a referir, dado estar muito sujeito a fortes oscila\u00e7\u00f5es da procura internacional e, em particular, por se tratar de um setor de baixa produtividade, at\u00e9 porque Portugal est\u00e1 situado sobretudo num segmento de turismo de massa, competindo com pre\u00e7os relativamente baixos face a concorrentes diretos, embora haja exce\u00e7\u00f5es em alguns segmentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, para aumentarmos a pot\u00eancia do nosso \"motor\" econ\u00f3mico, \u00e9 preciso criar condi\u00e7\u00f5es de diversifica\u00e7\u00e3o da economia para setores mais intensivos em tecnologia e conhecimento, procurando ao mesmo tempo fazer evoluir o turismo para que se torne um setor mais qualificado e de maior produtividade - atuando em gamas mais altas e novos mercados, que permitam reduzir a sazonalidade e baixar o risco de oscila\u00e7\u00f5es da procura -, o que tamb\u00e9m libertaria recursos humanos para atividades de maior valor acrescentado como as referidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma aposta crucial que j\u00e1 deveria ter sido feita, mas que continua adiada porque exige reformas estruturais - as tais a que o Primeiro-ministro se diz avesso e n\u00e3o faz, como se comprova -, para onde deveriam ser canalizados maioritariamente os recursos dos fundos europeus. S\u00f3 desse modo \u00e9 poss\u00edvel aumentar a \"pot\u00eancia do motor\", trocando o nosso j\u00e1 desgastado Fiat 500 por um autom\u00f3vel mais robusto e mais pr\u00f3ximo do Mercedes da UE.<\/p>\n\n\n\n<p>Proximamente, retornando a uma an\u00e1lise conjuntural da economia, a situa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 complicar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro, o FMI reduziu a sua proje\u00e7\u00e3o de crescimento do PIB mundial para apenas 3,0%, em 2023, e 2,9%, em 2024, bem abaixo do crescimento tendencial de 3,8% desde o in\u00edcio do mil\u00e9nio, mas essas proje\u00e7\u00f5es j\u00e1 ser\u00e3o otimistas. Isto porque, pouco depois, o ataque do Hamas a Israel, mais a pronta resposta de Israel e o risco de alastramento do conflito ao M\u00e9dio Oriente, fizeram subir o pre\u00e7o do petr\u00f3leo, o que pode ser um rastilho para o ressurgimento da infla\u00e7\u00e3o, taxas de juro mais altas ou altas durante mais tempo, bem como menor crescimento econ\u00f3mico. Como se j\u00e1 n\u00e3o bastasse o conflito na Ucr\u00e2nia, a situa\u00e7\u00e3o do M\u00e9dio Oriente vem adensar ainda mais a complexidade e fragmenta\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica e geoecon\u00f3mica em curso, agravando a incerteza e os riscos para a atividade econ\u00f3mica (descendentes) e a infla\u00e7\u00e3o (ascendentes).<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel interno, a evolu\u00e7\u00e3o do consumo privado - que pesa quase dois ter\u00e7os do PIB - poder\u00e1 vir a deteriorar-se. Segundo o INE, o \"indicador de confian\u00e7a dos Consumidores diminuiu entre agosto e outubro\", sendo ainda de real\u00e7ar que as perspetivas dos consumidores sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dispararam para o valor mais alto desde fevereiro, pelo que h\u00e1 um risco de ressurgimento da infla\u00e7\u00e3o, depois de recuar para 2,1% em outubro, um m\u00ednimo de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo inqu\u00e9rito do INE, \"os indicadores de confian\u00e7a diminu\u00edram na Ind\u00fastria Transformadora, na Constru\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas e nos Servi\u00e7os, tendo [apenas] aumentado no Com\u00e9rcio\". Em reflexo, o indicador de clima do INE recuou para 0,8% - apontando para um novo abrandamento hom\u00f3logo do PIB, que subiu 1,9% no 3\u00ba trimestre -, o m\u00ednimo desde abril de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Concluo que tanto a evolu\u00e7\u00e3o passada como as perspetivas de curto, m\u00e9dio e longo prazo da nossa economia n\u00e3o s\u00e3o propriamente boas, ap\u00f3s os dados aqui apresentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem ouvisse o Governo no debate do Or\u00e7amento do Estado de 2024, pensaria que estamos noutro pa\u00eds que n\u00e3o o pa\u00eds real dos portugueses, que os n\u00fameros e an\u00e1lise acima evidenciam.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o Governo n\u00e3o consegue acertar no diagn\u00f3stico da economia e dos problemas que afetam os portugueses, como podemos esperar que o Or\u00e7amento do Estado de 2024 melhore a nossa vida?<\/p>\n\n\n\n<p>O que sabemos \u00e9 que a carga fiscal ser\u00e1 ainda maior e a despesa p\u00fablica tamb\u00e9m, ficando perto de representar metade do PIB nacional, o que \u00e9 uma enormidade e significa que o Estado quer estar cada vez mais presente na vida dos portugueses sem lhes resolver os problemas, asfixiando a iniciativa privada que os poderia solucionar mais eficientemente, com um custo bem menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, com um motor fraquinho, uma d\u00edvida enorme e a incapacidade b\u00e1sica de quem nos governa para realizar reformas estruturais, a manuten\u00e7\u00e3o do Estado social requer que o peso da remunera\u00e7\u00e3o dos fatores geradores de riqueza v\u00e1 encolhendo em favor dos impostos e contribui\u00e7\u00f5es, ao contr\u00e1rio da UE, ajudando tamb\u00e9m a explicar a nossa menor produtividade e o nosso menor crescimento econ\u00f3mico, pois \u00e9 preciso primeiro gerar riqueza antes de a repartir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo Como tenho referido neste mesmo espa\u00e7o, o potencial de crescimento da Economia portuguesa \u00e9 significativamente inferior ao da m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia (UE).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-47817","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47817"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47828,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47817\/revisions\/47828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}