{"id":47508,"date":"2023-05-25T10:00:00","date_gmt":"2023-05-25T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47508"},"modified":"2023-06-05T20:41:34","modified_gmt":"2023-06-05T20:41:34","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-151","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47508","title":{"rendered":"A ordem \u00e9 rica e os frades s\u00e3o poucos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Jorge Ant\u00f3nio Moreira,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/obegef\/photos\/a.527449700680396\/6345042405587734\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Facebook65.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" width=\"16\" height=\"16\" title=\"Ficheiro PDF\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Quanto \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, sim, estou frustrado. Com o caso TAP, obviamente, mas tamb\u00e9m por n\u00e3o compreender como, face a t\u00e3o pungente evid\u00eancia, ainda h\u00e1 tantos concidad\u00e3os meus que advogam a nacionaliza\u00e7\u00e3o de unidades empresariais.&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Cresci com o prov\u00e9rbio popular que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 presente cr\u00f3nica a ecoar-me nos ouvidos. Hoje, n\u00e3o conhe\u00e7o vivalma que o utilize. Embora a sabedoria que lhe est\u00e1 subjacente continue v\u00e1lida, o prov\u00e9rbio parece ter passado de moda.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembro-me dele sempre que assisto a mais um epis\u00f3dio da \u201cnovela\u201d Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito \u00e0 TAP. Um destes dias, ap\u00f3s mais uma sess\u00e3o, quando o prov\u00e9rbio se expandia na minha mente, uma pergunta borbulhou: \u201cSer\u00e1 que ele tem para as pessoas que o conhecem ou que alguma vez o ouviram o mesmo significado que tem para ti?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Formular uma pergunta \u00e9 mais de meio caminho andado para aumentar o conhecimento pessoal. Ideia que frequentemente passo aos meus alunos, at\u00e9 porque, parece-me, ao longo das suas ainda curtas vidas, num qualquer momento, o sistema de ensino encarregou-se de lhes eliminar a capacidade de gerar perguntas e de ir \u00e0 procura das respostas. Como em muitas outras situa\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m nesta, a ideia transmitida \u00e9 abafada pelos seus comprometedores sil\u00eancios, onde fazem ricochete as perguntas e onde n\u00e3o medram respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Parti em busca dela. Consultei o or\u00e1culo da moda, o <em>ChatGPT<\/em>. \u00c0 minha interroga\u00e7\u00e3o \u201cQual o significado do prov\u00e9rbio popular \u2018A ordem \u00e9 rica e os frades s\u00e3o poucos\u2019?\u201d, ele devolveu-me a sua profunda sabedoria: \u201c<em>Este prov\u00e9rbio significa que h\u00e1 muito trabalho a ser feito, mas h\u00e1 poucas pessoas dispostas a faz\u00ea-lo. \u00c9 comumente usado para expressar a escassez de recursos humanos em uma determinada situa\u00e7\u00e3o. A palavra \"frades\" pode ser substitu\u00edda por qualquer grupo de pessoas que sejam poucas em n\u00famero em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tarefa que precisa ser realizada.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e3o querido este <em>ChatGPT<\/em>. Veja-se se era isso que a minha m\u00e3ezinha queria significar quando, depois de eu provocar algum estrago \u2013 como, por exemplo, partir uma pe\u00e7a de lou\u00e7a \u2013 ela me atirava (em sentido figurado) com o referido prov\u00e9rbio, em tom de voz que deixava entender a sua profunda preocupa\u00e7\u00e3o por ver recursos escassos de uma ordem pobre a serem desperdi\u00e7ados. N\u00e3o era esse o sentido, pois n\u00e3o?!<\/p>\n\n\n\n<p>Procurei confirma\u00e7\u00e3o, navegando por mundos menos inteligentes, mas mais diversificados. Busquei, qui\u00e7\u00e1, sabedoria da minha idade, em detrimento da de um imberbe or\u00e1culo. Como \u201cquem procura sempre alcan\u00e7a\u201d, a resposta estava num modesto blog com morada <a href=\"https:\/\/urzeira.blogspot.com\/2006\/05\/expresses-idiomticas-onomatopeias.html\">https:\/\/urzeira.blogspot.com<\/a>: \u201c<em>Esta express\u00e3o utiliza-se sempre em sentido ir\u00f3nico. Diz-se acerca de algu\u00e9m que, n\u00e3o tendo, gasta como se tivesse.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez seja isto que o <em>ChatGPT<\/em> ainda n\u00e3o domina: a ironia. Quem sabe se um dia, numa luta tit\u00e2nica entre a \u201cintelig\u00eancia natural\u201d e a \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d, a ironia vir\u00e1 a ser a arma que a primeira esgrimir\u00e1 para abortar a tentativa de dom\u00ednio de um qualquer \u201c<em>big brother<\/em>\u201d qu\u00e2ntico. O prov\u00e9rbio, esse, \u00e9 amassado nela, na ironia, obviamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sorriso na cara do leitor deixa-me entender \u2013 assim quero acreditar \u2013 que j\u00e1 viu qual a liga\u00e7\u00e3o entre a lembran\u00e7a do prov\u00e9rbio e o caso TAP. A ironia que me invade quando olho esse folhetim talvez seja uma forma de me proteger, para n\u00e3o sofrer um qualquer colapso nervoso. A alternativa seria proferir umas quantas impreca\u00e7\u00f5es, daquelas \u201ccabeludas\u201d que em texto escrito aparecem substitu\u00eddas por s\u00edmbolos gr\u00e1ficos especiais, mas que a educa\u00e7\u00e3o ministrada por uma s\u00e1bia m\u00e3e nunca deixou que ganhassem em mim funda\u00e7\u00f5es como forma de express\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouve-se, v\u00ea-se. A dimens\u00e3o da m\u00e1 gest\u00e3o desta empresa p\u00fablica, a TAP, aparece com todos os seus contornos. Aquilo que se sonhava, mas era demasiado assustador para se aceitar como realidade, afinal existia mesmo. N\u00e3o era apenas mais um sonho mau do qual se acorda pela manh\u00e3, com o sol a entrar pela janela. E quando se pensa que este pode ser apenas um caso ilustrativo do que se passa nas restantes empresas p\u00fablicas, a respira\u00e7\u00e3o passa a ser feita com dificuldade, o cora\u00e7\u00e3o bate descompassado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo vamos sair deste po\u00e7o sem fundo, que suga os miser\u00e1veis c\u00eantimos de uma ordem falida, atafulhada de gordos frades irrespons\u00e1veis que se banqueteiam a expensas do Povo, como se o amanh\u00e3 n\u00e3o existisse?\u201d \u2013 perguntei ao or\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Como IA, n\u00e3o sou capaz de fazer an\u00e1lises pol\u00edticas ou econ\u00f3micas profundas, mas entendo sua frustra\u00e7\u00e3o. No entanto, para sair deste po\u00e7o sem fundo, \u00e9 essencial: (1) medidas econ\u00f3micas inteligentes e bem planejadas que promovam o crescimento econ\u00f3mico e a cria\u00e7\u00e3o de empregos; (2) uma lideran\u00e7a respons\u00e1vel e comprometida que possa implementar mudan\u00e7as positivas; (3) um foco na educa\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento de habilidades para equipar as pessoas para enfrentar as mudan\u00e7as econ\u00f3micas; (4) uma cultura de responsabilidade e transpar\u00eancia para garantir que os tomadores de decis\u00e3o sejam responsabilizados pelo seu comportamento.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e1bio <em>ChatGPT<\/em>. Das sugest\u00f5es avan\u00e7adas, bastava-nos a (4). A responsabiliza\u00e7\u00e3o daqueles que, supostamente, deviam atuar em nome do Povo. Quanto \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, sim, estou frustrado. Com o caso TAP, obviamente, mas tamb\u00e9m por n\u00e3o compreender como, face a t\u00e3o pungente evid\u00eancia, ainda h\u00e1 tantos concidad\u00e3os meus que advogam a nacionaliza\u00e7\u00e3o de unidades empresariais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Ant\u00f3nio Moreira, OBEGEF Quanto \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, sim, estou frustrado. 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