{"id":47494,"date":"2023-05-12T19:18:00","date_gmt":"2023-05-12T19:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47494"},"modified":"2023-05-14T19:23:18","modified_gmt":"2023-05-14T19:23:18","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47494","title":{"rendered":"Uma sucess\u00e3o de oportunidades perdidas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/uma-sucessao-de-oportunidades-perdidas-16340527.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"cc_cursor alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>A Fran\u00e7a, pa\u00eds que apostou durante muito tempo na energia nuclear, parece agora focada na produ\u00e7\u00e3o de baterias el\u00e9tricas para os autom\u00f3veis. Para o Hauts-de France, regi\u00e3o em torno da cidade de Lille no Norte do Fran\u00e7a, est\u00e3o previstas v\u00e1rias gigaf\u00e1bricas.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"t-article-body-1\">\n<div class=\"t-ab-i\">\n<div class=\"t-ab-content js-sshow-sidebar-1-ref-content\">\n<div class=\"t-abc-i\">\n<div class=\"t-abc-i-i js-article-content-rm-full js-sshow-sidebar-1-ref-content-full\">\n<p>A \u00faltima a ser anunciada \u00e9 a da <em>ProLogium<\/em>, uma empresa de Taiwan. Esta \u00e9 a quarta gigaf\u00e1brica que se vai instalar nesta zona de Fran\u00e7a. Um passo importante na re-industrializa\u00e7\u00e3o desse pa\u00eds do centro da Europa.<\/p>\n<p>Apesar de Portugal ter importantes jazidas de l\u00edtio, uma mat\u00e9ria-prima essencial na produ\u00e7\u00e3o de baterias, as f\u00e1bricas est\u00e3o a ser constru\u00eddas um pouco por toda a Europa com exce\u00e7\u00e3o de ... Portugal. Eis outra grande derrota do nosso governo, incapaz de atrair investimento nesta \u00e1rea industrial de ponta.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m perdemos, por falta de a\u00e7\u00e3o do nosso governo, a oportunidade de transformar Sines num grande porto de entrada do g\u00e1s liquefeito vindo das Am\u00e9ricas. Os outros mais \u00e1geis, r\u00e1pidos e expeditos criaram os seus portos e a infraestrutura necess\u00e1ria para a circula\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s. E como pr\u00e9mio de consola\u00e7\u00e3o a Uni\u00e3o Europeia apoia a constru\u00e7\u00e3o de um gasoduto para que possamos importar hidrog\u00e9nio verde da Fran\u00e7a e da Espanha. Uma derrota em toda a linha.<\/p>\n<p>Iremos muito provavelmente enviar portugueses para trabalhar nestes grandes projetos europeus de re-industrializa\u00e7\u00e3o. Portugueses emigrantes que ir\u00e3o povoar as f\u00e1bricas e os portos do centro da Europa.<\/p>\n<p>Quando a mar\u00e9 da globaliza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar, quando a re-industrializa\u00e7\u00e3o surgiu no horizonte que fez o governo portugu\u00eas? Criou equipas para perceber que ind\u00fastrias\/setores seriam priorit\u00e1rias? Que vantagens competitivas s\u00e3o decisivas nesses mercados? Convocou sindicatos e empresas para se organizarem e agirem? Mobilizou a sociedade para se preparar e aproveitar as oportunidades? Desenhou os instrumentos de financiamento necess\u00e1rios? Criou as infraestruturas de apoio?<\/p>\n<p>Nada disso. Ficou \u00e0 espera que os outros nos escolhessem pelos nossos lindos olhos, isto \u00e9 pelos nossos baixos sal\u00e1rios. Mas a nova \u00e9poca da re-industrializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o escolhe a localiza\u00e7\u00e3o dos investimentos s\u00f3 pelos baixos sal\u00e1rios. H\u00e1 outros requisitos e o governo n\u00e3o parece saber quais s\u00e3o.<\/p>\n<p>A economia cresceu pouco mais de 2%. Todos falam de boas not\u00edcias. Mas este valor \u00e9 o que at\u00e9 agora diz\u00edamos ser o n\u00famero da estagna\u00e7\u00e3o. As expetativas portuguesas, as capacidades das nossas elites pol\u00edticas e econ\u00f3micas, s\u00e3o j\u00e1 t\u00e3o baixas que, agora, nos vendem a estagna\u00e7\u00e3o como bom desempenho, como feito a celebrar. Hurra!<\/p>\n<p>Em contrapartida os lucros sobem e as empresas batem recordes de resultados. \u00c9 como no antigo verso do nosso cancioneiro popular \"uns v\u00e3o bem e outros mal\".<\/p>\n<p>No ano em que fomos ultrapassados pela Rom\u00e9nia a estagfla\u00e7\u00e3o em que vivemos passa por uma boa not\u00edcia. Mas ao contr\u00e1rio do que disse o Presidente os efeitos destes resultados econ\u00f3micos j\u00e1 chegaram \u00e0s fam\u00edlias. O empobrecimento, a desagrega\u00e7\u00e3o do SNS e a falta de professores e de aulas nas escolas a\u00ed est\u00e3o para o demonstrar. E n\u00e3o h\u00e1 luz ao fundo do t\u00fanel.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo A Fran\u00e7a, pa\u00eds que apostou durante muito tempo na energia nuclear, parece agora focada na produ\u00e7\u00e3o de baterias el\u00e9tricas para os autom\u00f3veis. 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