{"id":47485,"date":"2023-05-10T10:22:32","date_gmt":"2023-05-10T10:22:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47485"},"modified":"2023-05-10T10:23:44","modified_gmt":"2023-05-10T10:23:44","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-149","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47485","title":{"rendered":"O ESG e os Desafios de Auditoria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">F\u00e1tima Geada, Jornal i online<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/798798\/o-esg-e-os-desafios-de-auditoria?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Deve existir nas organiza\u00e7\u00f5es, em perman\u00eancia, uma verdadeira cultura de mudan\u00e7a, em que os auditores possam assumir a pilotagem de processos transformacionais internos, reorientando, nessa medida, o foco da auditoria, para aquelas que s\u00e3o as prioridades e linhas estrat\u00e9gicas de atua\u00e7\u00e3o da empresa<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>O processo de transposi\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o relativa aos tr\u00eas pilares do Environment, Social and Governance (ESG) para a legisla\u00e7\u00e3o portuguesa e a sua aplica\u00e7\u00e3o no seio das organiza\u00e7\u00f5es, bem como o calend\u00e1rio institu\u00eddo para a sua implementa\u00e7\u00e3o em termos de reporting, constitui um desafio significativo n\u00e3o s\u00f3 para o setor financeiro e segurador, mas tamb\u00e9m para as Empresas cotadas e a breve prazo os restantes setores empresariais. O calend\u00e1rio previsto para a CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) preconiza que as empresas reportem o impacto das suas atividades no ambiente e sociedade e requer a verifica\u00e7\u00e3o em sede de auditoria da fiabilidade da informa\u00e7\u00e3o reportada.<\/p>\n\n\n\n<p>O objectivo ultimo \u00e9 ter a Europa como o primeiro continente neutral ambiente at\u00e9 2050. O CSRD altera a Diretiva de Reporte de informa\u00e7\u00e3o N\u00e3o Financeira (NFDR) , a Diretiva de Transpar\u00eancia e a Diretiva de Auditoria e dever\u00e1 estar transposta paara os Estados membros at\u00e9 6 julho de 2024, sendo o primeiro reporte CSRD efetuado em 2025, sobre o exercicio financeiro de 2025, para as empresas j\u00e1 sujeitas \u00e0 NFRD.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;As empresas obrigadas a reporte s\u00e3o as grandes empresas, PME da UE com valores admitidos \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o (em 2027, sobre exerc\u00edcio financeiro de 2026) e empresas fora da UE com filiais na UE (2029 sobre exerc\u00edcio financeiro de 2028).<\/p>\n\n\n\n<p>O relato de sustentabilidade deve ser integrado no relat\u00f3rio de gest\u00e3o e ser produzido em formato eletr\u00f3nico com comunica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, das quais se destacam: a pol\u00edtica de sustentabilidade, due diligence da cadeia de valor, conhecimentos, compet\u00eancia dos administradores, volume de neg\u00f3cios, capex e opex e descri\u00e7\u00e3o dos principais riscos ESG e qual a forma de resposta a esses riscos, explorando indicadores que relevem o risco n\u00e3o financeiro e adequa\u00e7\u00e3o do modelo de gest\u00e3o de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>O risco n\u00e3o financeiro \u00e9 uma \u00e1rea ampla, complexa e hol\u00edstica, onde os riscos ainda n\u00e3o est\u00e3o devidamente considerados nas organiza\u00e7\u00f5es, colocando-se a este n\u00edvel v\u00e1rias quest\u00f5es para reflex\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>- De que forma os atuais modelos de gest\u00e3o de risco (ERM- Enterprise Risk Management) est\u00e3o preparados para dar resposta?<\/p>\n\n\n\n<p>- Ser\u00e1 que neste \u00e2mbito a Auditoria Interna poder\u00e1 providenciar inputs relevantes, dado o seu conhecimento das organiza\u00e7\u00f5es, bem como no \u00e2mbito de novas medidas e op\u00e7\u00f5es a adoptar como mitigadoras dos riscos?<\/p>\n\n\n\n<p>Porqu\u00ea este novo desafio para a Auditoria Interna? A Auditoria Interna tem uma vis\u00e3o especializada, t\u00e9cnica e hol\u00edstica das organiza\u00e7\u00f5es, nas suas multiplas facetas, inclu\u00edndo as amea\u00e7as e oportunidades a que as empresas est\u00e3o sujeitas, podendo constituir um interessante interveniente e desempenhar um relevante papel, assegurando um papel critico relativo \u00e0 conformidade e fiabilidade da informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o financeira disponibilizada pelas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Auditoria Interna pode vir a ter aqui um papel unico potenciado em termos de governa\u00e7\u00e3o das Empresas, com a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Especializada de Sustentabilidade, e decorrente das suas caracteristicas de objetividade, garantia e independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A articula\u00e7\u00e3o entre Auditoria Interna, Comiss\u00e3o de Auditoria, Comiss\u00e3o de Sustentabilidade poder\u00e1 ser uma forma eficaz de trazer para o topo das organiza\u00e7\u00f5es as preocupa\u00e7\u00f5es de ESG e coloc\u00e1-las no \u00e2mbito das discuss\u00f5es estrat\u00e9gicas no seio dos Conselhos de Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1tima Geada, Jornal i online Deve existir nas organiza\u00e7\u00f5es, em perman\u00eancia, uma verdadeira cultura de mudan\u00e7a, em que os auditores possam assumir a pilotagem de processos transformacionais internos, reorientando, nessa medida, o foco da auditoria, para aquelas que s\u00e3o as prioridades e linhas estrat\u00e9gicas de atua\u00e7\u00e3o da empresa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-47485","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47485"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47485\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47489,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47485\/revisions\/47489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}