{"id":47474,"date":"2023-05-02T15:31:06","date_gmt":"2023-05-02T15:31:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47474"},"modified":"2023-05-08T13:33:28","modified_gmt":"2023-05-08T13:33:28","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-147","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47474","title":{"rendered":"O auditor interno e os desafios do futuro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">M\u00e1rio Tavares da Silva, Jornal i online<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Deve existir nas organiza\u00e7\u00f5es, em perman\u00eancia, uma verdadeira cultura de mudan\u00e7a, em que os auditores possam assumir a pilotagem de processos transformacionais internos, reorientando, nessa medida, o foco da auditoria, para aquelas que s\u00e3o as prioridades e linhas estrat\u00e9gicas de atua\u00e7\u00e3o da empresa<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Assiste-se, nos dias de hoje, a um interessante fen\u00f3meno no setor da auditoria interna, sobretudo porque, como pertinentemente se refere no relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.auditboard.com\/resources\/ebook\/2023-focus-on-the-future-internal-audit-must-accelerate-its-response-in-addressing-key-risks\/\"><strong>Focus on the Future 2023<\/strong><\/a>, da autoria de Richard Chambers, os desafios que se antecipam no horizonte ser\u00e3o bem mais significativos para os auditores do que muito provavelmente eles est\u00e3o \u00e0 espera.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa medida, n\u00e3o constitui surpresa que o referido relat\u00f3rio refira, por exemplo, que em \u00e1reas-chave concretamente identificadas, sejam j\u00e1 vis\u00edveis relevantes e preocupantes lacunas entre os n\u00edveis de risco (e acrescentamos n\u00f3s, tamb\u00e9m, os novos riscos) e a intensidade de planeamento e de trabalho que a governa\u00e7\u00e3o afeta \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de auditoria interna com vista \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o dos mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais problemas que estar\u00e3o na base dessa situa\u00e7\u00e3o, temos a incapacidade em atrair e reter os melhores talentos, a emerg\u00eancia dos impactos decorrentes dos fatores macroecon\u00f3micos, a incerteza geopol\u00edtica e, bem assim, as perturba\u00e7\u00f5es que o pr\u00f3prio modelo de neg\u00f3cio tem vindo a enfrentar e que no futuro continuar\u00e1 a enfrentar, sobretudo por for\u00e7a da emerg\u00eancia de novos riscos e pelo refinamento e aumento de complexidade dos j\u00e1 existentes.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Recorde-se, por exemplo, que no universo das grandes organiza\u00e7\u00f5es, apenas 13-20% t\u00eam planos significativos para dedicar recursos substanciais a estas quest\u00f5es, o que naturalmente nos deve deixar em estado de alerta, atentas as repercuss\u00f5es que isso possa impactar no regular exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de auditoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, resulta de forma muito clara a exist\u00eancia da necessidade de um esfor\u00e7o acrescido por parte das organiza\u00e7\u00f5es, por forma a criar adequadas a atrativas condi\u00e7\u00f5es de capta\u00e7\u00e3o e, em especial, de reten\u00e7\u00e3o de talento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, as equipas de auditoria dever\u00e3o ser capazes de se reinventar, endere\u00e7ando garantias adequadas quanto ao exerc\u00edcio das suas responsabilidades e, simultaneamente, respondendo ao surgimento de novos riscos, \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es e disrup\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e, bem assim, \u00e0s sucessivas e sempre mais exigentes pautas regulamentares, profissionais e deontol\u00f3gicas a que tem de se submeter.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ecossistema de reinven\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 cobrar interesse e maior relev\u00e2ncia, a elabora\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios planos de auditoria suportados em risco concretamente identificado com recurso aos metadados, desse modo habilitando o auditor e as equipas de auditoria a desenvolver o seu trabalho no quadro de uma maior efici\u00eancia e efic\u00e1cia.<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de pessoal, a mudan\u00e7a de atitudes em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho e algumas debilidades na forma\u00e7\u00e3o e compet\u00eancias pr\u00e9-existentes dos auditores est\u00e3o a aumentar, constituindo este facto, por si s\u00f3, tamb\u00e9m, um enorme fator de preocupa\u00e7\u00e3o para as organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 igualmente cr\u00edtica a perda de talento e uma evidente incapacidade de prover a sua imediata substitui\u00e7\u00e3o. O talento escasseia e a aposta em gera\u00e7\u00f5es mais jovens de auditores internos traz consigo elevados custos de forma\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que faz impender maior intensidade de trabalho sobre os restantes membros da equipa de auditoria, o que tamb\u00e9m constitui, permitam-me, um elemento a ponderar, pois a sua motiva\u00e7\u00e3o tender\u00e1, nesse contexto de maior esfor\u00e7o, a variar na direta propor\u00e7\u00e3o dos novos desafios que a entidade seja capaz de lhe proporcionar noutras \u00e1reas de interesse da empresa e que possam ser suscet\u00edveis de constituir para ele um fator motivacional adicional na sua continuidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Exige-se ent\u00e3o um planeamento e gest\u00e3o profissionais, recorrendo, por exemplo, a solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que permitam uma gest\u00e3o de recursos mais estrat\u00e9gica, capaz de potenciar o que de melhor as equipas tem, coletiva e individualmente e, por essa, via, incrementando os n\u00edveis motivacionais dos auditores e a efici\u00eancia na pr\u00f3pria condu\u00e7\u00e3o dos processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, e n\u00e3o menos importante, deve existir nas organiza\u00e7\u00f5es, em perman\u00eancia, uma verdadeira cultura de mudan\u00e7a, em que os auditores possam assumir a pilotagem de processos transformacionais internos, reorientando, nessa medida, o foco da auditoria, para aquelas que s\u00e3o as prioridades e linhas estrat\u00e9gicas de atua\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A auditoria interna deve procurar entender e acarinhar sempre as necessidades e os desafios das partes interessadas, funcionando como uma esp\u00e9cie de alavanca de mudan\u00e7a e de moderniza\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que auditar, o auditor interno constitui sempre o alfa e o \u00f3mega das organiza\u00e7\u00f5es, impulsionando em perman\u00eancia, de forma discreta e silenciosa, sobretudo pelas suas iniciativas e resultados dos seus trabalhos, a vida da empresa e de todos os que com ela se relacionam.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Tavares da Silva, Jornal i online Deve existir nas organiza\u00e7\u00f5es, em perman\u00eancia, uma verdadeira cultura de mudan\u00e7a, em que os auditores possam assumir a pilotagem de processos transformacionais internos, reorientando, nessa medida, o foco da auditoria, para aquelas que s\u00e3o as prioridades e linhas estrat\u00e9gicas de atua\u00e7\u00e3o da empresa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-47474","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47474"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47474\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47476,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47474\/revisions\/47476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}