{"id":47438,"date":"2023-04-07T19:32:00","date_gmt":"2023-04-07T19:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47438"},"modified":"2023-04-09T19:36:17","modified_gmt":"2023-04-09T19:36:17","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-1-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47438","title":{"rendered":"Sines, o g\u00e1s e o grande falhan\u00e7o do Governo PS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/sines-o-gas-e-o-grande-falhanco-do-governo-ps-16140020.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"cc_cursor alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Durante anos fez parte da grande estrat\u00e9gia de desenvolvimento portuguesa, repetida por sucessivos governos da direita ao PS, a transforma\u00e7\u00e3o do porto de Sines no grande ponto de entrada de g\u00e1s natural dos Estados Unidos para a Uni\u00e3o Europeia. Sustentava essa tese a localiza\u00e7\u00e3o tida pelos governantes como estrat\u00e9gica do nosso porto atl\u00e2ntico de \u00e1guas profundas.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"t-article-body-1\">\n<div class=\"t-ab-i\">\n<div class=\"t-ab-content js-sshow-sidebar-1-ref-content\">\n<div class=\"t-abc-i\">\n<div class=\"t-abc-i-i js-article-content-rm-full js-sshow-sidebar-1-ref-content-full\">\n<p>Na altura os pa\u00edses do centro e leste europeu abasteciam-se de g\u00e1s russo pelo que o porto de Sines e o g\u00e1s americano estavam fora das cogita\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia e Portugal n\u00e3o foi capaz por si s\u00f3 de construir a infraestrutura necess\u00e1ria, um gasoduto que partisse de Sines e fizesse a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Espanha e \u00e0 Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano a realidade mudou drasticamente. A Europa deixou de comprar g\u00e1s \u00e0 R\u00fassia, ou f\u00e1-lo de forma marginal quando comparada com o passado, e passou a abastecer-se massivamente de g\u00e1s vindo dos Estados Unidos que atingiu j\u00e1 40% do total importado pela Uni\u00e3o. Dir-se-ia que nos tinha sa\u00eddo a sorte grande. Era a nossa grande oportunidade.<\/p>\n<p>No entanto como nada prepar\u00e1ramos essa oportunidade passou-nos completamente ao lado. Outros, mais previdentes e de vis\u00e3o estrat\u00e9gica mais agu\u00e7ada do que os nossos governantes, j\u00e1 tinham os portos e as infraestruturas preparadas ou facilmente ajust\u00e1veis. Assim se perdeu por inc\u00faria do governo PS uma grande oportunidade de desenvolvimento econ\u00f3mico do nosso pa\u00eds. Uma oportunidade mais relevante que todo o dinheiro do PRR. Uma oportunidade que teria feito do nosso pa\u00eds um importante polo estrat\u00e9gico da ind\u00fastria da energia a n\u00edvel europeu.<\/p>\n<p>Eis como a inc\u00faria, a incompet\u00eancia, a falta de vis\u00e3o s\u00e3o mais importantes do que a localiza\u00e7\u00e3o. Qualquer localiza\u00e7\u00e3o s\u00f3 se torna estrat\u00e9gica por a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f3mica e nunca por dom da natureza. Esta \u00e9 a li\u00e7\u00e3o que os nossos governantes desconheciam.<\/p>\n<p>Falhado o projeto o Governo negociou a constru\u00e7\u00e3o de um gasoduto para levar hidrog\u00e9nio verde de Portugal para a Fran\u00e7a, passando pela Espanha. Este projeto em parte pago pelo nosso governo vai ser n\u00e3o um caminho de exporta\u00e7\u00e3o de g\u00e1s como seria o gasoduto do porto de Sines, mas uma forma de Portugal vir a importar o hidrog\u00e9nio produzido em Fran\u00e7a e na Espanha.<\/p>\n<p>Trocamos assim, por ina\u00e7\u00e3o e incompet\u00eancia, um projeto de afirma\u00e7\u00e3o e enriquecimento de Portugal na Europa por um de ainda maior depend\u00eancia de Portugal nos seus parceiros europeus, um projeto de empobrecimento do pa\u00eds. Como foi poss\u00edvel? Que interesses se movimentaram? Como p\u00f4de passar este processo sem escrut\u00ednio p\u00fablico, quando o nosso futuro foi fortemente posto em causa?<\/p>\n<p>Perdemos o tempo a discutir indemniza\u00e7\u00f5es de gestores p\u00fablicos e deixamos passar as grandes oportunidades. \u00c9 assim que os pa\u00edses se afundam.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo Durante anos fez parte da grande estrat\u00e9gia de desenvolvimento portuguesa, repetida por sucessivos governos da direita ao PS, a transforma\u00e7\u00e3o do porto de Sines no grande ponto de entrada de g\u00e1s natural dos Estados Unidos para a Uni\u00e3o Europeia. 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