{"id":47368,"date":"2023-03-16T10:00:44","date_gmt":"2023-03-16T10:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47368"},"modified":"2023-04-01T14:51:38","modified_gmt":"2023-04-01T14:51:38","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-138","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47368","title":{"rendered":"Blow the Whistle \u2013 essa ideia peregrina!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Raquel Brito,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/obegef\/photos\/a.527449700680396\/6129551170470193\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Facebook60.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" width=\"16\" height=\"16\" title=\"Ficheiro PDF\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00f3 por muita ingenuidade (ou ignor\u00e2ncia) poderiam os decisores pol\u00edticos crer que determinada pol\u00edtica p\u00fablica, independentemente da \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o, tenha algum sucesso sem uma abordagem multidisciplinar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>S\u00f3 por muita ingenuidade (ou ignor\u00e2ncia) poderiam os decisores pol\u00edticos crer que determinada pol\u00edtica p\u00fablica, independentemente da \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o, tenha algum sucesso sem uma abordagem multidisciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, as pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o da fraude e corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o exce\u00e7\u00e3o, muito pelo contr\u00e1rio. Pela sua complexidade, este fen\u00f3meno \u00e9 merecedor de uma reflex\u00e3o profunda e redobrada aten\u00e7\u00e3o. Podendo qualquer cidad\u00e3o aceder a informa\u00e7\u00f5es pertinentes sobre o fen\u00f3meno em diversas institui\u00e7\u00f5es. No Conselho de Preven\u00e7\u00e3o da Corrup\u00e7\u00e3o (CPC) em <a href=\"https:\/\/www.cpc.tcontas.pt\/documentos\/analises.html\">An\u00e1lise de informa\u00e7\u00e3o recebida no CPC (tcontas.pt)<\/a> com dados quantificados; em institui\u00e7\u00f5es como Transpar\u00eancia Internacional <a href=\"https:\/\/transparencia.pt\/\">Transpar\u00eancia Internacional Portugal (transparencia.pt)<\/a> e at\u00e9 na pr\u00f3pria Comunica\u00e7\u00e3o Social.<\/p>\n\n\n\n<p>Por limita\u00e7\u00f5es diversas e sem pretens\u00f5es cient\u00edficas concentremo-nos na den\u00fancia!<\/p>\n\n\n\n<p>Numa breve an\u00e1lise das den\u00fancias contabilizadas pelo CPC entre 2018 e 2021 temos uma varia\u00e7\u00e3o entre 604 (2018) e 796 (2019). O que \u00e9, aparentemente, pouco significativo pelo n\u00famero de habitantes. Cientificamente, esta observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem qualquer valor, n\u00e3o sendo aceit\u00e1vel retirar conclus\u00f5es daqui. \u00c9, no entanto, \u00fatil para nos fazer refletir sobre o assunto e questionar:<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 a nossa perce\u00e7\u00e3o exagerada? Ser\u00e1 a Comunica\u00e7\u00e3o Social alarmante? Ser\u00e3o as den\u00fancias ex\u00edguas?<\/p>\n\n\n\n<p>No campo das den\u00fancias, assistimos, recentemente, a uma altera\u00e7\u00e3o legislativa de elevada import\u00e2ncia, a Lei n.\u00ba 93\/2021, de 20 de dezembro (Regime Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Denunciantes de Infra\u00e7\u00f5es). N\u00e3o sendo poss\u00edvel argumentar sobre a sua real efic\u00e1cia. Pois, e sejamos justos, nem decorreu o espa\u00e7o temporal suficiente para tal an\u00e1lise, nem sequer a sua (correta) implementa\u00e7\u00e3o no setor p\u00fablico (!) <a href=\"https:\/\/transparencia.pt\/entidades-do-estado-nao-protegem-denunciantes\/\">Entidades do Estado n\u00e3o protegem denunciantes | Transpar\u00eancia Internacional Portugal (transparencia.pt)<\/a>. Ou seja, se n\u00e3o h\u00e1 implementa\u00e7\u00e3o da medida, como avali\u00e1-la?<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, esta cr\u00f3nica procura uma outra abordagem \u00e0 problem\u00e1tica da den\u00fancia, que ultrapassa a mera legisla\u00e7\u00e3o: Que fatores conduzem (ou n\u00e3o) o individuo a denunciar?<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos emp\u00edricos realizados nos EUA na d\u00e9cada de 80 revelam que a n\u00e3o den\u00fancia pode conter diversas raz\u00f5es subjacentes, nomeadamente o medo de retalia\u00e7\u00e3o, a cren\u00e7a na falta de efic\u00e1cia de a\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a den\u00fancia ter lugar bem como, o facto de o incidente ter pouco impacto na vida de quem o observa. H\u00e1 autores que listam raz\u00f5es subjacentes ao processo individual que conduz \u00e0 decis\u00e3o (ou n\u00e3o) de \u201c<em>blows the whistle<\/em>\u201d, tais como: se a atividade em quest\u00e3o \u00e9 errada; se a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 merecedora de den\u00fancia, se existe, efetivamente, alguma responsabilidade pessoal em denunciar, entre outras. Na literatura internacional a lista de \u201cjustifica\u00e7\u00f5es\u201d para n\u00e3o denunciar \u00e9 extensa e objeto de estudo. Instrumentos como <em>Self-report Surveys e Victim Surveys<\/em> s\u00e3o um contributo precioso para estes achados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 digna de destaque, na comunidade cient\u00edfica internacional, a import\u00e2ncia da interpreta\u00e7\u00e3o que cada funcion\u00e1rio\/colaborador tem sobre o que s\u00e3o (ou n\u00e3o) comportamentos denunci\u00e1veis. Assim como as quest\u00f5es \u00e9ticas sobre o dever c\u00edvico da den\u00fancia devem igualmente ser cuidadosamente estudadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, revela-se fundamental analisar os diversos fatores que podem comprometer a den\u00fancia. Ser\u00e1 que na verdade, escasseiam as den\u00fancias legitimas e poderemos estar perante um elevado n\u00famero de cifras negras no fen\u00f3meno da corrup\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 contraproducente esperar que (mais) uma lei, com toda a sua relev\u00e2ncia, s\u00f3 por si, tenha resultados muito distintos dos conhecidos \u00e0 data. Meras transposi\u00e7\u00f5es de diretivas europeias n\u00e3o surtir\u00e3o qualquer sucesso da preven\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo deste fen\u00f3meno n\u00e3o tem cessado, e novos desafios dever\u00e3o ser sempre colocados. Mas, \u00e9 fundamental uma abordagem ecl\u00e9tica do ponto de vista cient\u00edfico. O alcance de efeitos positivos pela aplica\u00e7\u00e3o de medidas concertadas n\u00e3o se consegue sem regulamenta\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, implementa\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o (antes e depois).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raquel Brito, OBEGEF S\u00f3 por muita ingenuidade (ou ignor\u00e2ncia) poderiam os decisores pol\u00edticos crer que determinada pol\u00edtica p\u00fablica, independentemente da \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o, tenha algum sucesso sem uma abordagem multidisciplinar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,284],"tags":[],"class_list":["post-47368","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-obegef-facebook"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47368","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47368"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47368\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47415,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47368\/revisions\/47415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47368"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47368"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47368"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}