{"id":47342,"date":"2023-03-01T11:39:47","date_gmt":"2023-03-01T11:39:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47342"},"modified":"2023-03-05T11:44:44","modified_gmt":"2023-03-05T11:44:44","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-2-31-9-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-5-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47342","title":{"rendered":"Como surgiu a atual crise inflacionista e perspetivas de evolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><span style=\"color: #d8070f;\">\u00d3scar Afonso, Expresso online<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/expresso.pt\/opiniao\/2023-03-01-Como-surgiu-a-atual-crise-inflacionista-e-perspetivas-de-evolucao-71382379\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>A m\u00e9dio e longo prazo, se for poss\u00edvel evitar conflitos e manter um funcionamento regular e sem restri\u00e7\u00f5es dos fluxos internacionais de com\u00e9rcio e investimento, a exist\u00eancia de alguma infla\u00e7\u00e3o e a normaliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria ser\u00e3o fatores positivos<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Em termos de tend\u00eancias de fundo, real\u00e7a-se o efeito estrutural ben\u00e9fico da globaliza\u00e7\u00e3o na descida dos n\u00edveis de infla\u00e7\u00e3o a n\u00edvel mundial, mas tamb\u00e9m os riscos de retrocesso que j\u00e1 come\u00e7avam a emergir no final da d\u00e9cada de 2010 (exemplo, medidas protecionistas do Trumpismo, em particular Estados Unidos vs. China, na luta pela hegemonia global).<\/p>\n\n\n\n<p>A grande recess\u00e3o de 2008\/2009, a crise de d\u00edvida soberana europeia 2009-2018 (ano de sa\u00edda da Gr\u00e9cia do programa de ajustamento), a redu\u00e7\u00e3o das expectativas de infla\u00e7\u00e3o e os receios de defla\u00e7\u00e3o permitiram uma descida das taxas de juro para pr\u00f3ximo de zero ou mesmo valores negativos (armadilha de liquidez), com a ado\u00e7\u00e3o de programas massivos de compras de ativos pelos principais bancos centrais, que deles se tornaram dependentes para manter as economias em crescimento econ\u00f3mico e evitar efeitos recessivos (\u201ccontinuar a beber para n\u00e3o ressacar\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos riscos inflacionistas claros desta estrat\u00e9gia (cont\u00ednuo das taxas diretoras para valores negativos com a ado\u00e7\u00e3o de programas massivos de compras de ativos, sobretudo d\u00edvida soberana, mais outros mecanismos inovadores, como o&nbsp;<em>forward guidance<\/em>), ela valeu a Ben Bernanke (e mais dois galardoados) \u2013 Presidente do banco central dos Estados Unidos, a&nbsp;<em>Federal Reserve<\/em>, durante a Grande Recess\u00e3o \u2013, o Pr\u00e9mio de Ci\u00eancias Econ\u00f3micas em mem\u00f3ria de Alfred Nobel relativo a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, o ano mais cr\u00edtico da pandemia, assistiu-se ao refor\u00e7o (e ainda maior depend\u00eancia) dos programas de compra de divida dos bacos centrais para limitar os efeitos recessivos do \u201cGrande Confinamento\u201d, levando as taxas de juro a terreno mais negativo. A infla\u00e7\u00e3o come\u00e7ou tenuemente a subir devido a essa expans\u00e3o monet\u00e1ria ainda mais forte e \u00e0s pol\u00edticas or\u00e7amentais de apoio \u00e0 procura \u2013 com realce para os apoios \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de emprego e subs\u00eddios v\u00e1rios \u2013, num contexto de redu\u00e7\u00e3o da oferta global de bens e servi\u00e7os em face das restri\u00e7\u00f5es de contacto social a n\u00edvel dom\u00e9stico e internacional, observando-se disrup\u00e7\u00f5es das cadeias de valor globais (disparo dos custos dos contentores, atrasos nas entregas, etc.) e um recuo do com\u00e9rcio internacional. A China, com a sua pol\u00edtica de zero caso Covid-19, foi dos poucos pa\u00edses a evitar uma queda do PIB em 2020, mas atrasou o fim da pandemia no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, as restri\u00e7\u00f5es da pandemia come\u00e7aram a ser levantadas e assistiu-se a uma recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e das economias, que fez acentuar a subida da infla\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a oferta recuperou mais devagar do que a procura, estimulada pelas pol\u00edticas monet\u00e1ria e or\u00e7amental e pelo disp\u00eandio das poupan\u00e7as acumuladas durante a pandemia, em face das medidas de apoio e da poupan\u00e7a precaucionaria. As cota\u00e7\u00f5es das mat\u00e9rias-primas e energia come\u00e7aram tamb\u00e9m a disparar, sobretudo no final do ano, no caso da energia, porque as movimenta\u00e7\u00f5es de tropas russas perto da fronteira da Ucr\u00e2nia j\u00e1 faziam antever a possibilidade de um conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra adensou os problemas nas cadeias de valor globais (em face das san\u00e7\u00f5es da UE e aliados \u00e0 R\u00fassia, com \u201cefeito de boomerang\u201d) e, em particular, levou a uma forte subida dos pre\u00e7os da energia (instrumento de chantagem da R\u00fassia face \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, fortemente dependente da energia russa, em especial do g\u00e1s natural) e da alimenta\u00e7\u00e3o (a R\u00fassia e Ucr\u00e2nia s\u00e3o dos maiores produtores mundiais de trigo, milho e fertilizantes), que depois se transmitiram ao resto dos pre\u00e7os, dado o impacto transversal nas cadeias de valor, a que se seguiram efeitos de segunda ordem (sal\u00e1rios, rendas, lucros). O resultado foi a subida da infla\u00e7\u00e3o para n\u00edveis que j\u00e1 n\u00e3o eram vistos desde o mil\u00e9nio anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta de pol\u00edtica monet\u00e1ria foi uma subida historicamente r\u00e1pida das taxas de juro diretoras da Reserva Federal \u2013 e, n\u00e3o menos importante, uma redu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m muito r\u00e1pida do tamanho hist\u00f3rico do balan\u00e7o do banco central, ap\u00f3s compras massivas de ativos \u2013 , que foi acompanhada, embora mais tarde e de forma menos intensa, pelo Banco Central Europeu, com os efeitos em termos de redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o a s\u00f3 se come\u00e7aram a fazer sentir na parte final de 2022, sobretudo nos Estados Unidos (que come\u00e7aram mais cedo a apertar a pol\u00edtica monet\u00e1ria).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, os n\u00edveis de infla\u00e7\u00e3o eram ainda bastante elevados no final de 2022, contribuindo para a perda de poder de compra \u2013 cujo efeito no consumo ser\u00e1 cada vez maior, \u00e0 medida que se esgotam as poupan\u00e7as da pandemia e as taxas de juro come\u00e7am a apertar os or\u00e7amentos das fam\u00edlias, sobretudo as mais endividadas \u2013, dependendo tamb\u00e9m das medidas de mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos da infla\u00e7\u00e3o mais ou menos generosas decididas pelos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros fatores contribu\u00edram para o in\u00edcio de uma lenta descida da taxa de infla\u00e7\u00e3o no final de 2022, como a redu\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es do g\u00e1s natural \u2013 devido ao Inverno mais ameno do que o esperado na Europa e \u00e0s medidas de poupan\u00e7a de energia e diversifica\u00e7\u00e3o de abastecimento pelos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia \u2013, bem como do petr\u00f3leo e mat\u00e9rias-primas, neste caso sobretudo devido aos problemas na economia chinesa, n\u00e3o s\u00f3 devido \u00e0 crise no imobili\u00e1rio, mas tamb\u00e9m ao ressurgimento de casos de Covid-19, com a popula\u00e7\u00e3o menos imunizada do que nas economias avan\u00e7adas devido \u00e0 baixa cobertura vacinal e, sobretudo, \u00e0 pol\u00edtica de zero casos, que travou a imuniza\u00e7\u00e3o natural. O acordo para a exporta\u00e7\u00e3o de cereais da Ucr\u00e2nia e R\u00fassia, mediado pela ONU, ajudou \u00e0 modera\u00e7\u00e3o na subida dos pre\u00e7os dos alimentos, mas as tens\u00f5es s\u00e3o frequentes e a continua\u00e7\u00e3o do acordo \u00e9 incerta.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio central das previs\u00f5es dos principais organismos internacionais \u00e9 de uma redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de infla\u00e7\u00e3o nas principais economias, incluindo Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia, assumindo que n\u00e3o h\u00e1 um agravamento do choque de oferta, que o processo de normaliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria se mant\u00e9m e que os governos n\u00e3o alimentam o processo inflacionista com medidas demasiado abrangentes de apoio de fam\u00edlias e empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a incerteza \u00e9 elevada num contexto internacional que continuar\u00e1 marcado pela guerra na Europa \u2013 havendo o risco de que escale ainda mais, podendo provocar novos aumentos dos pre\u00e7os da energia, at\u00e9 porque h\u00e1 ainda que assegurar o fornecimento de energia para este ano, sobretudo para o pr\u00f3ximo inverno, e evitar racionamentos, o que \u00e9 incerto \u2013 e por tens\u00f5es geopol\u00edticas muito fortes, nomeadamente entre os Estados Unidos e a China (luta pela hegemonia mundial), enquadradas num processo de altera\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es internacionais exacerbado pela guerra, marcado pela forma\u00e7\u00e3o de dois blocos antag\u00f3nicos, um constitu\u00eddo sobretudo por pa\u00edses democr\u00e1ticos e o outro sobretudo por autocracias, o que poder\u00e1 penalizar fortemente os fluxos internacionais de com\u00e9rcio e investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Teme-se que esse processo se possa agravar e tornar irrevers\u00edvel \u2013 marcando um choque de oferta global de car\u00e1ter prolongado, que elevar\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o \u2013 se n\u00e3o houver um fim breve para o conflito, o que atualmente \u00e9 um cen\u00e1rio long\u00ednquo, assistindo-se, pelo contr\u00e1rio, a um refor\u00e7o dos meios no teatro de guerra por parte da R\u00fassia e Ucr\u00e2nia (que depende do aux\u00edlio dos pa\u00edses aliados, sobretudo da NATO), o que pode ser entendido como uma nova escalada, embora um eventual reequil\u00edbrio de for\u00e7as possa ser necess\u00e1rio para se retomarem as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sentido contr\u00e1rio, o fim abrupto da pol\u00edtica de zero casos Covid-19 pelas autoridades chinesas, no final de 2022 e in\u00edcio de 2023, poder\u00e1 permitir uma normaliza\u00e7\u00e3o gradual da atividade econ\u00f3mica na China e mitigar as tens\u00f5es inflacionistas a n\u00edvel global (no fundo, uma revers\u00e3o de parte do choque de oferta negativo observado desde 2020). Contudo, tal depender\u00e1 da manuten\u00e7\u00e3o de uma conjuntura de com\u00e9rcio mais ou menos normal, que poder\u00e1 ser prejudicada pelas tens\u00f5es protecionistas e geopol\u00edticas, em particular com os Estados Unidos (disputa de Taiwan e medidas protecionistas da Administra\u00e7\u00e3o Biden, que continuou a pol\u00edtica de Trump).<\/p>\n\n\n\n<p>As tens\u00f5es protecionistas come\u00e7am a emergir tamb\u00e9m entre os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia, a prop\u00f3sito do&nbsp;<em>inflation Reduction Act<\/em>&nbsp;dos Estados Unidos (legisla\u00e7\u00e3o adotada em agosto de 2022), orientado para a redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica norte-americana, mas com uma cl\u00e1usula \u201c<em>buy american<\/em>\u201d que penaliza as empresas europeia, tendo levado a Comiss\u00e3o Europeia a responder com uma proposta de flexibiliza\u00e7\u00e3o das regras de aux\u00edlio de estado na \u00e1rea clim\u00e1tica, o que, por sua vez, levanta problemas de equidade entre Estados membros da Uni\u00e3o Europeia com maior e menor margem or\u00e7amental, caso n\u00e3o sejam adotados mecanismos corretores em tempo \u00fatil (isto porque a proposta de um fundo europeu para corrigir estes problemas ter\u00e1 ainda muito caminho a percorrer e n\u00e3o ser\u00e1 pac\u00edfica).<\/p>\n\n\n\n<p>Dependendo de como os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia se entenderem nesta e noutras mat\u00e9rias, como nas importa\u00e7\u00f5es de g\u00e1s natural liquefeito norte-americano pela Uni\u00e3o Europeia ou mesmo no apoio \u00e0 Ucr\u00e2nia, poder\u00e1 haver impactos tamb\u00e9m na infla\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dio e longo prazo, se for poss\u00edvel evitar conflitos e manter um funcionamento regular e sem restri\u00e7\u00f5es dos fluxos internacionais de com\u00e9rcio e investimento (como sucedeu at\u00e9 h\u00e1 poucos anos), a exist\u00eancia de alguma infla\u00e7\u00e3o (baixa, dentro das metas dos bancos centrais) e a normaliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria (com taxas de juro positivas, mas n\u00e3o demasiado elevadas) ser\u00e3o fatores positivos, contribuindo para reduzir os excessos e volatilidade dos mercados financeiros e conduzir a uma melhor aloca\u00e7\u00e3o de recursos, incluindo o est\u00edmulo \u00e0 poupan\u00e7a para os aforradores mais avessos ao risco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Expresso online A m\u00e9dio e longo prazo, se for poss\u00edvel evitar conflitos e manter um funcionamento regular e sem restri\u00e7\u00f5es dos fluxos internacionais de com\u00e9rcio e investimento, a exist\u00eancia de alguma infla\u00e7\u00e3o e a normaliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria ser\u00e3o fatores positivos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,282],"tags":[],"class_list":["post-47342","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-expresso-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47342"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47343,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47342\/revisions\/47343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}