{"id":47328,"date":"2023-02-23T22:10:00","date_gmt":"2023-02-23T22:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47328"},"modified":"2023-02-24T22:15:08","modified_gmt":"2023-02-24T22:15:08","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47328","title":{"rendered":"Portugal e a nova economia do Espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/portugal-e-a-nova-economia-do-espaco-15890451.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"cc_cursor alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Ao contr\u00e1rio do que advogam os liberais muitas ind\u00fastrias s\u00e3o criadas e desenvolvidas com o investimento p\u00fablico e s\u00f3 quando atingem um certo ponto de matura\u00e7\u00e3o passam os privados a desempenhar um papel central. A Nova Economia do Espa\u00e7o \u00e9 um bom exemplo. Durante mais de meio s\u00e9culo a pesquisa espacial foi desenvolvida por ag\u00eancias estatais nos Estados Unidos e R\u00fassia a que se somaram mais tarde a Europa, a China e a \u00cdndia.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Foi o dinheiro p\u00fablico que financia a NASA, e \u00e9 o dinheiro p\u00fablico que financia a ESA (European Space Agency - Ag\u00eancia Espacial Europeia), que estranhamente inclui entre os seus membros o Canad\u00e1, j\u00e1 sem falar da Roscosmos, da CMSA chinesa ou da ISRO indiana. Sem dinheiro p\u00fablico a aventura espacial n\u00e3o existia. E trata-se de dinheiro p\u00fablico bem aplicado e gerido tais s\u00e3o os feitos que a humanidade tem conseguido no dom\u00ednio do aproveitamento do espa\u00e7o sideral.<\/p>\n<p>Como seria hoje o transporte por terra, ar e mar sem os sistemas de orienta\u00e7\u00e3o baseados em sat\u00e9lites como o GPS americano ou o sistema europeu Galileu ou o <em>Glonass<\/em> russo ou o chin\u00eas <em>BeiDou<\/em>? Como seriam as telecomunica\u00e7\u00f5es internas e externas sem a rede de sat\u00e9lites de comunica\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Estes fundos p\u00fablicos, aplicados em programas espaciais, geram uma procura consider\u00e1vel junto de empresas privadas criando todo um setor econ\u00f3mico que se vindo a expandir-se a grande velocidade em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>At\u00e9 pa\u00edses min\u00fasculos como o Luxemburgo t\u00eam apostado no setor com sucesso. Mais do que a massa cr\u00edtica, que o Luxemburgo, com os seus 600 mil habitantes, obviamente n\u00e3o tem, o que \u00e9 preciso \u00e9 intelig\u00eancia e saber posicionar-se. Portugal n\u00e3o o tem sabido fazer. Est\u00e1 a ficar para tr\u00e1s numa industria de futuro e que est\u00e1 em grande e acelerado crescimento.<\/p>\n<p>A grande ind\u00fastria espacial tem dois grandes subsetores, o subsetor que fica a montante (<em>upstream<\/em>) e no que fica a jusante (<em>downstream<\/em>). O primeiro concentra-se na infraestrutura b\u00e1sica, os portos de lan\u00e7amento, os foguet\u00f5es e outros vetores de lan\u00e7amento, a infraestrutura de opera\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites, etc.. O segundo visa transformar os dados gerados e recolhidos em produtos vend\u00e1veis. O grosso do volume de neg\u00f3cios, mais de 80%, est\u00e1 no setor jusante, mas o controlo estrat\u00e9gico no setor montante.<\/p>\n<p>Na Europa o setor montante \u00e9 dominado pela ESA e povoado por tr\u00eas ou quatro grandes empresas que dominam completamente. As empresas portuguesas podem atualmente, quanto muito, ser fornecedoras de bens e servi\u00e7os para estes colossos. Este aspeto \u00e9 de grande relev\u00e2ncia na aprendizagem e cria\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria. A forma de o fazer \u00e9 simples e direta: aumentar significativamente o contributo portugu\u00eas para a ESA. Todo o dinheiro entregue \u00e0 ESA ser\u00e1 integralmente utilizado para compras \u00e0 ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>Eis pois um caminho relativamente f\u00e1cil embora exija negocia\u00e7\u00f5es para que esses fundos n\u00e3o desaguem em empresas estrangeiras localizadas em Portugal, altura em que seriam um subsidio ao desenvolvimento de outros pa\u00edses que n\u00e3o o nosso.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o portuguesa tamb\u00e9m deve ser explorada, nomeadamente os A\u00e7ores que t\u00eam condi\u00e7\u00f5es excecionais para antenas ou lan\u00e7amentos.<\/p>\n<p>Mas o dinheiro est\u00e1 como vimos no subsetor jusante. E \u00e9 aqui que Portugal tem de apostar com mais desenvoltura. Com imagina\u00e7\u00e3o, com criatividade, com o investimento p\u00fablico portugu\u00eas na aquisi\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que orientem e guiem o setor privado. A seguran\u00e7a nacional, por exemplo em termos de fogos florestais, de vigil\u00e2ncia das \u00e1guas pelas quais somos respons\u00e1veis, de redu\u00e7\u00e3o de custos de transportes, de conhecimento do nosso pa\u00eds, de desenvolvimento de produtos novos, s\u00e3o \u00e1reas em que Portugal deve e pode investir. Para n\u00e3o ficarmos irremediavelmente para tr\u00e1s nesta corrida ao espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo Ao contr\u00e1rio do que advogam os liberais muitas ind\u00fastrias s\u00e3o criadas e desenvolvidas com o investimento p\u00fablico e s\u00f3 quando atingem um certo ponto de matura\u00e7\u00e3o passam os privados a desempenhar um papel central. A Nova Economia do Espa\u00e7o \u00e9 um bom exemplo. 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